{"id":24570,"date":"2017-09-01T00:42:51","date_gmt":"2017-09-01T03:42:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24570"},"modified":"2017-08-31T08:44:03","modified_gmt":"2017-08-31T11:44:03","slug":"para-alimentar-usinas-termicas-petrobras-reduz-oleo-para-navios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/para-alimentar-usinas-termicas-petrobras-reduz-oleo-para-navios\/","title":{"rendered":"Para alimentar usinas t\u00e9rmicas Petrobras reduz \u00f3leo para navios"},"content":{"rendered":"<p>Ao elevar o fornecimento de \u00f3leo para as usinas t\u00e9rmicas, a Petrobras teve de reduzir a oferta do chamado bunker (\u00f3leo combust\u00edvel) para os navios, a ponto de gerar filas de embarca\u00e7\u00f5es \u00e0 espera de combust\u00edvel em diversos portos do pa\u00eds, envolvendo todas as regi\u00f5es, de Norte a Sul. O problema, que come\u00e7ou de maneira isolada em meados de agosto, se intensificou nesta semana, ganhando abrang\u00eancia nacional e gerando preocupa\u00e7\u00e3o no setor, relatam empresas de navega\u00e7\u00e3o e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac).<\/p>\n<p>Segundo uma fonte, a Petrobras teve de aumentar o fornecimento de \u00f3leo para as t\u00e9rmicas em 160 mil toneladas ao longo de agosto. Isso ocorreu, explicou essa fonte, porque o Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) determinou que as usinas mais caras fossem ligadas, durante todo o m\u00eas, o que levou as contas de luz \u00e0 bandeira vermelha, com custo de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.<\/p>\n<p>Assim, sobrou menos \u00f3leo para os navios. Nesta ter\u00e7a-feira, a Petrobras emitiu um alerta ao setor de navega\u00e7\u00e3o avisando que a oferta de bunker em setembro ser\u00e1 menor. Os especialistas explicam que o motor das usinas t\u00e9rmicas \u00e9 similar ao dos navios. Por isso, o \u00f3leo consumido \u00e9 semelhante. Eles destacam que esse mesmo combust\u00edvel abastece ainda as caldeiras da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>\u2014 A Petrobras tem contrato de fornecimento firme de \u00f3leo para as usinas t\u00e9rmicas, pois h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds. A empresa n\u00e3o pode simplesmente deixar de fornecer \u00f3leo e, com isso, faltar energia no pa\u00eds. N\u00e3o pode ter um apag\u00e3o. Por outro lado, a Petrobras n\u00e3o tem contrato de fornecimento firme de bunker para navios. A empresa est\u00e1 agindo de forma preventiva e avisando aos navios que, em setembro, haver\u00e1 menos bunker no pa\u00eds. Esse comunicado est\u00e1 sendo feito nesta ter\u00e7a-feira (ontem) \u2014 destacou uma fonte que n\u00e3o quis se identificar.<\/p>\n<p>Ontem, segundo relatos de empresas que atuam no transporte mar\u00edtimo ouvidas pelo GLOBO, n\u00e3o havia bunker dispon\u00edvel em parte alguma. Segundo Cleber Lucas, presidente da Abac, h\u00e1 14 portos no pa\u00eds que abastecem navios dos mais variado portes: \u2014 A gente vem recebendo reclama\u00e7\u00f5es de posterga\u00e7\u00e3o de bunker desde meados de agosto, j\u00e1 que a Petrobras est\u00e1 priorizando as usinas t\u00e9rmicas. Come\u00e7ou de forma t\u00edmida e est\u00e1 se intensificando neste fim de m\u00eas, com reflexos em todo o pa\u00eds. H\u00e1 relatos dos associados de que n\u00e3o h\u00e1 bunker em Santos, em S\u00e3o Paulo, ou nas regi\u00f5es Norte e Nordeste. H\u00e1 filas de navios aguardando. A gente come\u00e7a a se preocupar. Em cidades da Regi\u00e3o Norte, a navega\u00e7\u00e3o tem papel predominante.<\/p>\n<p>Uma das empresas de navega\u00e7\u00e3o ouvidas pelo GLOBO disse que n\u00e3o se lembra de um cen\u00e1rio como o atual no pa\u00eds para o setor de navega\u00e7\u00e3o. Segundo o presidente da companhia, essa falta de combust\u00edvel pode gerar reflexos na economia, com a paralisia nas exporta\u00e7\u00f5es, por exemplo, e no com\u00e9rcio interno do Brasil.<\/p>\n<p>\u2014 Eu nunca vi ter bunker indispon\u00edvel em todo o pa\u00eds. Ainda temos um estoque de dez dias. Normalmente, h\u00e1 disponibilidade no Rio e em S\u00e3o Paulo. Os navios s\u00e3o essenciais para transportar insumos como trigo para fazer p\u00e3o, malte para a cerveja e insumos para a ind\u00fastria. N\u00e3o h\u00e1 previsibilidade \u2014 destacou o executivo de empresa.<\/p>\n<p>Lucas lembra que as empresas de cabotagem s\u00e3o mais afetadas que os grandes cargueiros, pois n\u00e3o conseguem abastecer fora do Brasil: \u2014 Tudo isso compromete o processo produtivo no Brasil. As empresas de cabotagem s\u00e3o as que mais sofrem, pois n\u00e3o conseguem ter um plano B como as companhias de navega\u00e7\u00e3o que fazem transporte mar\u00edtimo entre diferentes continentes. Vamos formalizar um pedido \u00e0 Petrobras para que a cabotagem seja priorizada.<\/p>\n<p>O advogado Giovani Loss, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Mattos Filho, especialista em \u00f3leo e g\u00e1s, lembra que o pre\u00e7o do bunker acompanha a cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo no mercado internacional. Segundo ele, embora tenha alguns concorrentes, a Petrobras tem quase todo o mercado.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao elevar o fornecimento de \u00f3leo para as usinas t\u00e9rmicas, a Petrobras teve de reduzir a oferta do chamado bunker (\u00f3leo combust\u00edvel) para os navios,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":20996,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24570","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24570","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24570"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24570\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24571,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24570\/revisions\/24571"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}