{"id":24436,"date":"2017-09-08T00:00:54","date_gmt":"2017-09-08T03:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24436"},"modified":"2017-09-01T09:21:45","modified_gmt":"2017-09-01T12:21:46","slug":"petrobras-preve-us-10-bi-para-bacia-de-campos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-preve-us-10-bi-para-bacia-de-campos\/","title":{"rendered":"Petrobras prev\u00ea US$ 10 bi para Bacia de Campos"},"content":{"rendered":"<p>A Petrobras completa este m\u00eas 40 anos de produ\u00e7\u00e3o na Bacia de Campos com uma importante descoberta na regi\u00e3o. Poraqu\u00ea Alto, no pr\u00e9-sal do campo de Marlim Sul, promete alongar a vida \u00fatil de um dos maiores ativos da estatal, num momento em que a companhia se prepara para vender campos hist\u00f3ricos e concentra esfor\u00e7os na tentativa de conter o ritmo de decl\u00ednio da bacia, a partir de investimentos de US$ 10 bilh\u00f5es em novos projetos e de parcerias em campos maduros.<\/p>\n<p>A expectativa da petroleira \u00e9 anunciar em 2018 as primeiras parcerias na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas do p\u00f3s-sal. Gerente-geral da unidade operacional da Bacia de Campos, Marcelo Batalha destaca que a taxa de decl\u00ednio de 6% ao ano, verificada pela empresa ao fim do primeiro semestre, \u00e9 um &#8220;bom n\u00famero&#8221;, mas que o objetivo da Petrobras \u00e9 &#8220;empurrar esse limite cada vez mais para baixo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Conhecemos muito a Bacia de Campos, temos uma expertise na produ\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, que \u00e9 uma refer\u00eancia no mercado, mas h\u00e1 aspectos espec\u00edficos pelos quais algumas empresas no mundo j\u00e1 passaram&#8230; Nossa ideia, principalmente aqui na Bacia de Campos, \u00e9 ter parceiros estrat\u00e9gicos, trazer algu\u00e9m que, com aporte de tecnologia, consiga nos ajudar para que esses 6% [de taxa de decl\u00ednio ao ano] possam ser ainda menores&#8221;, disse Batalha ao Valor.<\/p>\n<p>Conter o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o \u00e9 uma miss\u00e3o que exige investimentos vultuosos<\/p>\n<p>Segundo o gerente, a Petrobras est\u00e1 hoje em fase de discuss\u00e3o com eventuais s\u00f3cios sobre que ativos e tipos de tecnologia poderiam ser envolvidos num futuro acordo. No ano passado, a companhia chegou a assinar um memorando de entendimentos com a norueguesa Statoil prevendo potenciais parcerias tecnol\u00f3gicas no aumento da recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este ano, a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da Petrobras na Bacia de Campos \u00e9 de 1,25 milh\u00e3o de barris\/dia, o que representa uma queda de 25% em rela\u00e7\u00e3o a 2010. Quando a produ\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a cair mais acentuadamente, em 2012, a ent\u00e3o diretora-geral da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP), Magda Chambriard, chegou a afirmar que a queda estava &#8220;aqu\u00e9m do razo\u00e1vel&#8221; e cobrou investimentos por parte da estatal.<\/p>\n<p>Conter o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o da Bacia de Campos \u00e9 uma miss\u00e3o que exige investimentos vultuosos. O plano de neg\u00f3cios da estatal prev\u00ea US$ 10 bilh\u00f5es, entre 2017 e 2021, em projetos que visam repor parte das perdas de produ\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-sal de Campos.<\/p>\n<p>De acordo com Batalha, a Petrobras tem hoje, em carteira, 48 projetos com esse perfil. Ao todo, a empresa prev\u00ea construir, at\u00e9 2021, 80 po\u00e7os produtores, mais 29 injetores. Esses po\u00e7os produzir\u00e3o 450 mil barris di\u00e1rios de petr\u00f3leo e ajudar\u00e3o a desacelerar o decl\u00ednio da regi\u00e3o, que concentra hoje 60% da produ\u00e7\u00e3o nacional, mas que vem perdendo espa\u00e7o para o pr\u00e9-sal da Bacia de Santos.<\/p>\n<p>Batalha destaca que esses projetos, no p\u00f3s-sal, s\u00e3o de r\u00e1pida implementa\u00e7\u00e3o, porque as reservas que s\u00e3o alvo dos novos investimentos est\u00e3o localizadas pr\u00f3ximas de plataformas que j\u00e1 operam h\u00e1 d\u00e9cadas na regi\u00e3o. A mesma velocidade, segundo ele, vale para as recentes descobertas no pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo que n\u00e3o tenhamos pr\u00e9-sal na Bacia de Campos em volumes como na Bacia de Santos, em descobertas como Libra e Lula, temos a vantagem de, por termos infraestrutura j\u00e1 instalada, rapidamente conseguimos desenvolver o projeto. Com o m\u00ednimo de investimento nas plataformas j\u00e1 existentes, conseguimos colocar em produ\u00e7\u00e3o num prazo relativamente r\u00e1pido&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Poraqu\u00ea Alto, a Petrobras acumula, em Campos, outras descobertas no pr\u00e9-sal em fase de avalia\u00e7\u00e3o, como Brava (Marlim e Voador) e Forno (Albacora). A estatal est\u00e1 hoje, em fase de negocia\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o do contrato de Albacora e tem a expectativa de que Forno ajude a sustentar o projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o do campo. A petroleira j\u00e1 obteve aprova\u00e7\u00e3o da ANP para a prorroga\u00e7\u00e3o, at\u00e9 2052, da concess\u00e3o de Marlim &#8211; que produzir\u00e1 mais 900 milh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente at\u00e9 l\u00e1.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que busca s\u00f3cios para revitaliza\u00e7\u00e3o de campos, a estatal tamb\u00e9m pretende reduzir sua carteira de concess\u00f5es na regi\u00e3o e anunciou, recentemente, a inclus\u00e3o de campos hist\u00f3ricos, em \u00e1guas rasas, no programa de venda de ativos. Este \u00e9 o caso de Enchova, primeiro campo a entrar em produ\u00e7\u00e3o na bacia. Segundo Batalha, os tr\u00eas polos de produ\u00e7\u00e3o em \u00e1guas rasas de Campos colocados \u00e0 venda (Enchova, Pargo e Pampo) s\u00e3o ativos com &#8220;uma economicidade marginal&#8221; \u00e9 que hoje &#8220;destoam&#8221; do portf\u00f3lio da estatal.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Petrobras completa este m\u00eas 40 anos de produ\u00e7\u00e3o na Bacia de Campos com uma importante descoberta na regi\u00e3o. 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