{"id":24432,"date":"2017-08-21T09:06:39","date_gmt":"2017-08-21T12:06:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24432"},"modified":"2017-08-21T09:06:39","modified_gmt":"2017-08-21T12:06:39","slug":"para-especialista-taxa-nao-deve-ficar-restrita-a-creditos-do-bndes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/para-especialista-taxa-nao-deve-ficar-restrita-a-creditos-do-bndes\/","title":{"rendered":"Para especialista, taxa n\u00e3o deve ficar restrita a cr\u00e9ditos do BNDES"},"content":{"rendered":"<p>O economista Jos\u00e9 Roberto Afonso, especialista em finan\u00e7as p\u00fablicas, pesquisador do Ibre-FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito P\u00fablico (IDP), elaborou uma proposta alternativa ao substitutivo da Medida Provis\u00f3ria 777, que prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o da Taxa de Longo Prazo (TLP).<\/p>\n<p>A diretriz da proposta alternativa \u00e9 que &#8220;sempre que a Uni\u00e3o se endividar com vistas a conceder cr\u00e9dito, ela deve cobrar do seu mutu\u00e1rio uma taxa de juros referenciada ao custo de sua capta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Dado esse princ\u00edpio, o economista apresenta duas propostas:<\/p>\n<p>1) maximizar a abrang\u00eancia da cobran\u00e7a da TLP. Afonso defende que a nova taxa seja exigida quando um cr\u00e9dito \u00e9 concedido pela administra\u00e7\u00e3o direta ou por qualquer \u00f3rg\u00e3o, fundo, empresa ou institui\u00e7\u00e3o financeira controlada pela administra\u00e7\u00e3o direta. Ou seja, ele n\u00e3o quer a TLP restrita ao BNDES;<\/p>\n<p>2) aplicar a TLP a toda e qualquer opera\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o de cr\u00e9dito, cujos recursos sejam, ou vierem a ser, oriundos da emiss\u00e3o de t\u00edtulos pelo Tesouro Nacional. Isso vale no caso de eventuais novas opera\u00e7\u00f5es \u00e0 custa de endividamento e tamb\u00e9m no caso de reempr\u00e9stimos de recursos que retornaram de concess\u00f5es de cr\u00e9dito realizadas anteriormente.<\/p>\n<p>Afonso refor\u00e7a na sua proposta que a &#8220;origem&#8221; dos recursos que ser\u00e3o emprestados pelo setor p\u00fablico \u00e9 o elemento que determinar\u00e1 a cobran\u00e7a pela TLP.<\/p>\n<p>A proposta alternativa ao substitutivo da MP 777 diz ainda que a nova TLP deve ser criada por decreto elaborado a partir de iniciativas do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social e do Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). Afonso defende que a cobran\u00e7a da TLP &#8220;possa ser dispensada por decreto do presidente da Rep\u00fablica no caso de programas de concess\u00e3o de empr\u00e9stimos e financiamentos da Uni\u00e3o contemplados na lei or\u00e7ament\u00e1ria anual e financiados por recursos decorrentes de emiss\u00e3o de t\u00edtulos da d\u00edvida mobili\u00e1ria federal, desde que justificada a ado\u00e7\u00e3o de taxa com remunera\u00e7\u00e3o inferior e que a correspondente despesa com equaliza\u00e7\u00e3o esteja inclu\u00edda nos or\u00e7amentos anuais&#8221;.<\/p>\n<p>Afonso prop\u00f5e tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de uma subsidi\u00e1ria no BNDES, onde seriam concentradas &#8220;todas as transa\u00e7\u00f5es e opera\u00e7\u00f5es realizadas a conta e a mando do governo federal&#8221;. A cria\u00e7\u00e3o da subsidi\u00e1ria, que poderia ser a Ag\u00eancia do Tesouro Nacional, tornaria &#8220;o mais transparente e claro poss\u00edvel quando o BNDES empresta ou reempresta com recursos oriundos do endividamento p\u00fablico federal e, como tal, dever\u00e1 aplicar a TLP&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O economista Jos\u00e9 Roberto Afonso, especialista em finan\u00e7as p\u00fablicas, pesquisador do Ibre-FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito P\u00fablico (IDP), elaborou uma proposta alternativa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17897,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24432","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24432"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24432\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24433,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24432\/revisions\/24433"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17897"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}