{"id":24145,"date":"2017-08-04T00:37:02","date_gmt":"2017-08-04T03:37:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24145"},"modified":"2017-08-01T08:38:14","modified_gmt":"2017-08-01T11:38:14","slug":"projeto-de-ferrovia-no-para-pode-ligar-norte-sul-a-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/projeto-de-ferrovia-no-para-pode-ligar-norte-sul-a-porto\/","title":{"rendered":"Projeto de ferrovia no Par\u00e1 pode ligar Norte-Sul a porto"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto a Ferrovia Norte-Sul n\u00e3o deslancha, o governo do Par\u00e1 adianta-se para viabilizar a Ferrovia Paraense, pensada para ser uma futura concess\u00e3o \u00e0 iniciativa privada para melhorar o cen\u00e1rio do transporte e escoamento de cargas nas regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste. Visto tamb\u00e9m como estrat\u00e9gico para o desenvolvimento econ\u00f4mico do Par\u00e1, o empreendimento corta a por\u00e7\u00e3o oriental do Estado de Sul a Norte em 1.316 quil\u00f4metros, num tra\u00e7ado paralelo \u00e0 Norte-Sul com possibilidade de coliga\u00e7\u00e3o entre as duas estradas de ferro at\u00e9 o Porto de Barcarena, na regi\u00e3o metropolitana de Bel\u00e9m, que tem amplas sa\u00eddas para China, Europa e Estados Unidos.<\/p>\n<p>Na primeira semana deste m\u00eas o governo paraense aprovou o Estudo de Viabilidade T\u00e9cnica, Econ\u00f4mica e Ambiental (Evtea) da ferrovia e definiu os pr\u00f3ximos passos do processo licitat\u00f3rio. Reuni\u00f5es t\u00e9cnicas e audi\u00eancias p\u00fablicas est\u00e3o agendadas para agosto em S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia e no Par\u00e1, o edital ser\u00e1 lan\u00e7ado em novembro e o leil\u00e3o est\u00e1 previsto para fevereiro de 2018. O custo do projeto \u00e9 estimado em R$ 14 bilh\u00f5es, considerando investimentos na constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ferrovia e de entrepostos de carga e amplia\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria.<\/p>\n<p>De acordo com o consultor Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento, Log\u00edstica, Transporte e Meio Ambiente (Idelt), o projeto ferrovi\u00e1rio estadual est\u00e1 mais adiantado que o federal porque seu trajeto foi concebido para passar apenas por territ\u00f3rio produtivo, evitando \u00e1reas ind\u00edgenas, quilombolas, de florestas e assentamentos; o licenciamento ambiental j\u00e1 est\u00e1 sendo conduzido por \u00f3rg\u00e3os estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concess\u00e3o com a licen\u00e7a em m\u00e3os; j\u00e1 existe mapeamento de desapropria\u00e7\u00f5es de 1,7 mil im\u00f3veis ao longo da ferrovia.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, o estudo de demanda identifica centenas de potenciais usu\u00e1rios, com foco nos grandes embarcadores de carga. O Estado j\u00e1 est\u00e1 firmando compromissos de movimenta\u00e7\u00e3o futura de carga que v\u00e3o evoluir para contratos cl\u00e1ssicos take or pay, em que o concession\u00e1rio se compromete a movimentar quantidade combinada de carga antes da ferrovia ficar pronta&#8221;, explica Bussinger.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio estadual de Desenvolvimento Econ\u00f4mico do Par\u00e1, Adnan Demachki, a possibilidade de coliga\u00e7\u00e3o da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quil\u00f4metros entre Rondon do Par\u00e1 (PA) e A\u00e7ail\u00e2ndia (MA) &#8211; trecho final da Norte-Sul &#8211; abrindo caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, \u00e9 um atrativos do projeto para a iniciativa privada. Demachki conta que mapeou interesse de empresas de transporte e log\u00edstica da R\u00fassia, China e Coreia do Sul, enquanto analistas citam fundos soberanos e investidores institucionais.<\/p>\n<p>Demachki diz ainda que o BNDES deve participar do financiamento e que o governo federal foi &#8220;muito receptivo&#8221; \u00e0 ideia de interligar as duas ferrovias, dando mais capacidade de transporte de carga \u00e0 Norte-Sul, que s\u00f3 chega no porto de Itaqui, no Norte do Maranh\u00e3o, ap\u00f3s conex\u00e3o com a Ferrovia dos Caraj\u00e1s, da Vale, em A\u00e7ail\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Diferente da Norte-Sul, a Ferrovia Paraense n\u00e3o est\u00e1 credenciada no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) por ser uma iniciativa estadual. Mas fontes do pr\u00f3prio PPI confirmam que projeto foi apresentado ao governo por interm\u00e9dio do BNDES e que h\u00e1 &#8220;um entendimento de n\u00e3o lan\u00e7ar no PPI o trecho A\u00e7ail\u00e2ndia-Barcarena da Norte-Sul caso a ferrovia paraense logre \u00eaxito&#8221;, o que \u00e9 interpretado pelo mercado como sinal verde para a integra\u00e7\u00e3o das duas ferrovias.<\/p>\n<p>&#8220;O sistema portu\u00e1rio da Ba\u00eda do Guajar\u00e1, onde est\u00e1 Barcarena, ser\u00e1 fatalmente o maior entreposto exportador de soja do mundo, mas depende de resolu\u00e7\u00f5es log\u00edsticas. A Ferrovia Paraense ser\u00e1 bem sucedida e rent\u00e1vel para o investidor desde que esteja conectada com a Norte-Sul e outros modais. H\u00e1 muita demanda [de carga] na regi\u00e3o e v\u00e1rios projetos em desenvolvimento de minera\u00e7\u00e3o e agroneg\u00f3cio&#8221;, diz Luiz Ant\u00f4nio Fayet, consultor de infraestrutura e log\u00edstica da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA).<\/p>\n<p>Renato Sucupira, presidente da BF Capital, respons\u00e1vel pela estrutura\u00e7\u00e3o financeira da Ferrovia Paraense, argumenta que trata-se de um projeto vi\u00e1vel e atrativo, &#8220;mas que depende das condicionantes carga e escoamento&#8221;. &#8220;\u00c9 muita negocia\u00e7\u00e3o e conversa para fechar isso. Os portos precisam de amplia\u00e7\u00e3o. As cargas est\u00e3o identificadas mas n\u00e3o garantidas, dependem da entrada em opera\u00e7\u00e3o de uma mina ou outros neg\u00f3cios. A mina viabiliza a ferrovia e vice-versa.&#8221;<\/p>\n<p>Ferrovia Paraense cruzar\u00e1 16 cadeias produtivas. O potencial disso resume-se a 55 produtos para exporta\u00e7\u00f5es e um volume de mais de 100 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a Ferrovia Norte-Sul n\u00e3o deslancha, o governo do Par\u00e1 adianta-se para viabilizar a Ferrovia Paraense, pensada para ser uma futura concess\u00e3o \u00e0 iniciativa privada&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17907,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24145","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24145"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24146,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24145\/revisions\/24146"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17907"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}