{"id":24095,"date":"2017-08-01T00:53:12","date_gmt":"2017-08-01T03:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24095"},"modified":"2017-07-21T08:55:11","modified_gmt":"2017-07-21T11:55:11","slug":"investimento-da-china-no-brasil-cresceu-13-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/investimento-da-china-no-brasil-cresceu-13-em-2016\/","title":{"rendered":"Investimento da China no Brasil cresceu 13% em 2016"},"content":{"rendered":"<p>Os investimentos chineses no Brasil cresceram entre 2015 e 2016 e indicam uma consolida\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da China para ampliar sua participa\u00e7\u00e3o na economia brasileira. Nos \u00faltimos dois anos, o pa\u00eds asi\u00e1tico tem pulverizado seus aportes em mais setores e apostado com \u00eanfase maior em fus\u00f5es, parcerias e compras de empresas, em vez de projetos novos. Al\u00e9m disso, as licita\u00e7\u00f5es de projetos de infraestrutura se apresentam para o investidor chin\u00eas como novo vetor para futuros investimentos.<\/p>\n<p>De acordo com o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o total de investimentos feitos por empresas chinesas no pa\u00eds em 2016 chegou a US$ 8,397 bilh\u00f5es, crescimento de quase 13% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Levantamento mais atual, da consultoria inglesa Dealogic, mostra que as invers\u00f5es chinesas em territ\u00f3rio brasileiro atingiram US$ 6,176 bilh\u00f5es no primeiro semestre deste ano.<\/p>\n<p>O total verificado pelo CEBC diz respeito a 12 projetos confirmados ao conselho pelas empresas envolvidas. H\u00e1 ainda quatro projetos com aportes pendentes que somam US$ 4,1 bilh\u00f5es. Dos 16 projetos de investimentos chineses no pa\u00eds no ano passado, o CEBC verificou que oito deles foram executados por meio de opera\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o e quatro joint ventures. Os outros quatro s\u00e3o aportes em iniciativas novas (&#8220;greenfield&#8221;).<\/p>\n<p>Esse movimento \u00e9 um dos destaques do estudo CEBC. Mostra que a China est\u00e1 consolidando sua expans\u00e3o econ\u00f4mica global de forma mais estrat\u00e9gica. &#8220;A prefer\u00eancia dos chineses em adquirir ativos locais pode ser explicada em parte pela facilidade em operar a partir de empresas j\u00e1 consolidadas no mercado dom\u00e9stico e pela vantagem oferecida por terem expertise pr\u00e9via de opera\u00e7\u00e3o no Brasil&#8221;, assinala o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Os 16 projetos que receberam e receber\u00e3o investimentos chineses est\u00e3o distribu\u00eddos em nove setores, com destaque para cinco projetos em energia el\u00e9trica e dois em infraestrutura. H\u00e1 ainda dois projetos no setor de eletrodom\u00e9sticos e outros dois da \u00e1rea financeira. Atividades de minera\u00e7\u00e3o, siderurgia, telecomunica\u00e7\u00f5es, automotiva e agroneg\u00f3cio t\u00eam um projeto identificado cada com capital chin\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Esses investimentos t\u00eam car\u00e1ter geopol\u00edtico estrat\u00e9gico, com um componente econ\u00f4mico e empresarial muito maior do que aqueles dos aportes feitos at\u00e9 2010. At\u00e9 essa \u00e9poca os aportes eram mais concentrados em commodities. Agora o Brasil entrou na rota de valor do capital chin\u00eas&#8221;, diz Fabiana D&#8217;Atri, economista do Bradesco especializada em China e mercado asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>A partir de 2014, ano marcado pelo come\u00e7o da pior recess\u00e3o vivida pelo Brasil, o fluxo de investimento chin\u00eas no pa\u00eds registra seu pior ano, mas ao mesmo tempo come\u00e7a a passar por uma inflex\u00e3o. No ano seguinte os aportes da China ressurgem com for\u00e7a em termos de volume e passam a acompanhar o compasso das invers\u00f5es chinesas globais.<\/p>\n<p>&#8220;Empresas chinesas passaram a comprar multinacionais de diferentes setores e com opera\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios pa\u00edses em que a China t\u00eam interesse, o Brasil \u00e9 estrategicamente um desses pa\u00edses&#8221;, afirma a economista do Bradesco.<\/p>\n<p>Ao longo de 2015 as compras feitas por empresas chinesas no mundo bateram recorde hist\u00f3rico ao superar US$ 60 bilh\u00f5es, com impacto direto no Brasil.<\/p>\n<p>Exemplos s\u00e3o as aquisi\u00e7\u00f5es das gigantes do agroneg\u00f3cio Nidera e Noble pela Cofco e da Pirelli, comprada pela ChemChina, do setor petroqu\u00edmico. Depois do fechamento de negocia\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito global, ambas as empresas chinesas herdaram opera\u00e7\u00f5es grandes no mercado brasileiro.<\/p>\n<p>As licita\u00e7\u00f5es no setor de infraestrutura se desenham como outro canal de entrada do capital chin\u00eas no Brasil, o que deve manter elevado o n\u00edvel de aportes at\u00e9 o fim deste ano e em 2018. &#8220;O d\u00e9ficit brasileiro nesse setor abriu uma janela de oportunidade para os investidores chineses, j\u00e1 reconhecidamente experientes na execu\u00e7\u00e3o de projetos de infraestrutura. De forma complementar, a China disp\u00f5e do capital necess\u00e1rio para levar adiante iniciativas nessa \u00e1rea que se alinham com os interesses chineses na regi\u00e3o&#8221;, assinala o CEBC.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os investimentos chineses no Brasil cresceram entre 2015 e 2016 e indicam uma consolida\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da China para ampliar sua participa\u00e7\u00e3o na economia brasileira&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18164,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24095","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24095"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24095\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24096,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24095\/revisions\/24096"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}