{"id":24070,"date":"2017-07-28T00:53:38","date_gmt":"2017-07-28T03:53:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=24070"},"modified":"2017-07-19T18:54:29","modified_gmt":"2017-07-19T21:54:29","slug":"commodities-puxarao-alta-de-128-das-exportacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/commodities-puxarao-alta-de-128-das-exportacoes\/","title":{"rendered":"Commodities puxar\u00e3o alta de 12,8% das exporta\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O comportamento das commodities (produtos agr\u00edcolas e minerais comercializados no mercado internacional), em especial petr\u00f3leo e min\u00e9rio, responder\u00e1 pelo aumento de 12,8% das exporta\u00e7\u00f5es neste ano, de acordo com a revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial para 2017, divulgada ontem pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB).<\/p>\n<p>Os dois produtos t\u00eam grande destaque nas exporta\u00e7\u00f5es, segundo o presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, tendo em vista o aumento significativo registrado tanto em quantidade como em pre\u00e7o m\u00e9dio para o petr\u00f3leo, e em termos de pre\u00e7o para min\u00e9rios. Castro observou que tamb\u00e9m a soja ter\u00e1 participa\u00e7\u00e3o no crescimento das exporta\u00e7\u00f5es, devido ao aumento da quantidade embarcada. &#8220;Esses s\u00e3o os tr\u00eas fatores b\u00e1sicos que ajudam a explicar esse aumento de 12,8% nas exporta\u00e7\u00f5es&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Os dados revisados e projetados pela AEB indicam que as exporta\u00e7\u00f5es alcan\u00e7ar\u00e3o US$ 209,017 bilh\u00f5es, enquanto as importa\u00e7\u00f5es somar\u00e3o US$ 145,795 bilh\u00f5es, com expans\u00e3o de 6%. O super\u00e1vit comercial atingir\u00e1 o recorde de US$ 63,222 bilh\u00f5es, com alta de 32,6%.<\/p>\n<p>Castro esclareceu que esse super\u00e1vit recorde decorrer\u00e1 n\u00e3o especificamente deste ano, mas de anos anteriores, em que o Pa\u00eds teve uma base de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o muito pequena. Embora reconhe\u00e7a que o crescimento das exporta\u00e7\u00f5es acima das importa\u00e7\u00f5es v\u00e1 ajudar positivamente no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds), Castro disse que, &#8220;isoladamente, (super\u00e1vit) \u00e9 um n\u00famero muito bom, mas que n\u00e3o gera atividade econ\u00f4mica. N\u00e3o tem nenhum impacto na economia brasileira, porque o que gera atividade econ\u00f4mica \u00e9 corrente de com\u00e9rcio, e n\u00e3o o super\u00e1vit, que \u00e9 feito de alguma coisa. N\u00e3o \u00e9 causa&#8221;.<\/p>\n<p>O super\u00e1vit hist\u00f3rico da balan\u00e7a comercial, segundo a AEB, colocar\u00e1 o Brasil entre as cinco na\u00e7\u00f5es de maiores super\u00e1vits do mundo, atr\u00e1s de China, Alemanha, Coreia do Sul e R\u00fassia.<\/p>\n<p>O crescimento de 12,8% das exporta\u00e7\u00f5es, superior ao incremento de 2% previsto para o com\u00e9rcio global em 2017, levar\u00e1 o Brasil a ganhar uma posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial de pa\u00edses exportadores, subindo da 25\u00aa para a 24\u00aa classifica\u00e7\u00e3o. Castro lembrou que, h\u00e1 tr\u00eas anos, o Brasil ocupava o 21\u00ba posto no ranking e est\u00e1 apenas &#8220;recuperando um degrau perdido no passado&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente da AEB disse que o Brasil tem muito a crescer. No que se refere \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de produtos b\u00e1sicos, que n\u00e3o dependem do pa\u00eds, mas do mercado externo, ele disse que &#8220;o Brasil est\u00e1 muito bem&#8221;. Ressaltou, entretanto, que, no que depende do pa\u00eds, que s\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados, &#8220;o Brasil est\u00e1 mal&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ele, a proje\u00e7\u00e3o de aumento de 6,8% para os produtos manufaturados brasileiros neste ano se deve, quase exclusivamente, \u00e0 Argentina. Castro disse ainda que as exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados do Brasil de 2015, 2016 e parte deste ano ser\u00e3o menores do que foram em 2006. &#8220;Estamos 10 anos parados no tempo.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), o Brasil est\u00e1 fora das cadeias globais de valor, concentradas nos Estados Unidos e na Uni\u00e3o Europeia, porque as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de manufaturados s\u00e3o todas direcionadas para a Am\u00e9rica do Sul. &#8220;O fato de o Brasil n\u00e3o integrar as cadeias globais de valor faz com que n\u00f3s vivamos um isolamento comercial&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Para Castro, a tend\u00eancia \u00e9 piorar, porque, em 2018, haver\u00e1 a reonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e previdenci\u00e1ria, que entrar\u00e1 em vigor em janeiro; e isso, segundo ele, vai aumentar os custos de produ\u00e7\u00e3o entre 4% e 6%, retirando a competitividade do produto brasileiro. Nos \u00faltimos cinco anos, as exporta\u00e7\u00f5es sofreram quedas consecutivas e acumuladas em 27,7%, informou a AEB.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O comportamento das commodities (produtos agr\u00edcolas e minerais comercializados no mercado internacional), em especial petr\u00f3leo e min\u00e9rio, responder\u00e1 pelo aumento de 12,8% das exporta\u00e7\u00f5es neste&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17504,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-24070","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24070","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24070"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24071,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24070\/revisions\/24071"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}