{"id":23989,"date":"2017-07-21T00:53:17","date_gmt":"2017-07-21T03:53:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23989"},"modified":"2017-07-19T09:55:26","modified_gmt":"2017-07-19T12:55:26","slug":"aeb-projeta-superavit-comercial-recorde-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/aeb-projeta-superavit-comercial-recorde-em-2017\/","title":{"rendered":"AEB projeta super\u00e1vit comercial recorde em 2017"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cinco anos de quedas consecutivas e acumuladas em 27,7%, em 2017 as exporta\u00e7\u00f5es conhecer\u00e3o seu primeiro crescimento, projetado em 12,8%. Os dados s\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), que divulgou nesta ter\u00e7a-feira a revis\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es feitas para a Balan\u00e7a Comercial.<\/p>\n<p>O levantamento elaborado pela institui\u00e7\u00e3o aponta que as exporta\u00e7\u00f5es v\u00e3o atingir US$ 209,017 bilh\u00f5es, com aumento de 12,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2016; importa\u00e7\u00f5es de US$ 145,795 bilh\u00f5es, com expans\u00e3o de 6%; e super\u00e1vit comercial de US$ 63,222 bilh\u00f5es, com alta de 32,6%.\u201cO super\u00e1vit hist\u00f3rico ser\u00e1 recorde e colocar\u00e1 o Brasil no top 5 mundial de super\u00e1vits, superado apenas pela China, Alemanha, Coreia do Sul e R\u00fassia\u201d, destaca o presidente da entidade, Jos\u00e9 Augusto de Castro.<\/p>\n<p>Segundo Castro, o baixo crescimento econ\u00f4mico brasileiro ser\u00e1 o respons\u00e1vel pelo crescimento de apenas 6% das importa\u00e7\u00f5es, enquanto as commodities responder\u00e3o pelo crescimento projetado de 12,8% das exporta\u00e7\u00f5es, n\u00fameros que, ainda assim, proporcionar\u00e3o efetiva contribui\u00e7\u00e3o positiva do com\u00e9rcio exterior para o PIB de 2017.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da AEB, esse super\u00e1vit deve ser comemorado, mas sem esquecer que decorrer\u00e1 de forte contra\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es e das exporta\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos. \u201cSuper\u00e1vit comercial n\u00e3o significa atividade econ\u00f4mica, conforme mostra a realidade do Brasil, pois h\u00e1 uma ajuda das exporta\u00e7\u00f5es serem maiores que as importa\u00e7\u00f5es em 2017\u201d, explica.<\/p>\n<p>O super\u00e1vit comercial recorde, segundo o documento, decorre das exporta\u00e7\u00f5es de commodities, sendo destaque a eleva\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro, petr\u00f3leo e a\u00e7\u00facar, e aumento do quantum de soja, petr\u00f3leo e a\u00e7\u00facar, ajudado pela expressiva expans\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis e caminh\u00f5es para a Argentina.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas principais produtos de exporta\u00e7\u00e3o, soja em gr\u00e3o, min\u00e9rio de ferro e petr\u00f3leo v\u00e3o representar 28,8% das exporta\u00e7\u00f5es em 2017, superando os 23% apurados em 2016, atestando a import\u00e2ncia das commodities na eleva\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es e do super\u00e1vit comercial.<\/p>\n<p>A soja, pelo terceiro ano consecutivo, ser\u00e1 o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil neste ano, gra\u00e7as ao incremento de 22% no volume embarcado. At\u00e9 a primeira quinzena de julho foram embarcados 47,4 milh\u00f5es de toneladas de soja em gr\u00e3o, representando 75,2% dos 63 milh\u00f5es de toneladas previstas para 2017.<\/p>\n<p>Outro t\u00f3pico destacado pelo levantamento \u00e9 que a Argentina ser\u00e1 respons\u00e1vel por 50% do crescimento previsto de 6,7% nas exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados, e os Estados Unidos, por 13%. As proje\u00e7\u00f5es indicam que as exporta\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds portenho cheguem a 25% e a 10% para os americanos, fazendo com que em 2017 a Argentina recupere dos Estados Unidos o posto perdido, em 2014, de maior pa\u00eds importador de produtos manufaturados brasileiros, gra\u00e7as ao crescimento de 3% do PIB do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras projetada em 12,8%, \u00edndice maior do que os 2% previstos para o com\u00e9rcio mundial, permitir\u00e1 ao Brasil elevar, em 2017, sua participa\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es mundiais para o percentual estimado de 1,21%, superando a participa\u00e7\u00e3o prevista de 1,09% em 2016, assim como deve melhorar sua posi\u00e7\u00e3o de 25\u00aa para 24\u00aa no ranking mundial de pa\u00edses exportadores.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, a previs\u00e3o da AEB \u00e9 de que no segundo semestre a taxa dever\u00e1 oscilar entre R$ 3,15 e R$ 3,30, por\u00e9m sem provocar reflexos nas exporta\u00e7\u00f5es ou importa\u00e7\u00f5es. A avalia\u00e7\u00e3o aponta tamb\u00e9m que o quadro pol\u00edtico-econ\u00f4mico vigente pode ter impacto apenas residual sobre as importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o da AEB destaca que a corrente de com\u00e9rcio, fator gerador de atividade econ\u00f4mica, projetada em US$ 354,812 bilh\u00f5es para este ano, ser\u00e1 equivalente a 17,5% do PIB, similar ao \u00edndice de 17,4% de 2010; por\u00e9m, 9,9% maior que os US$ 322,787 bilh\u00f5es apurados no ano passado.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados, segundo Castro, permanecem dependentes de um pa\u00eds ou regi\u00e3o, a Argentina ou Am\u00e9rica do Sul, devido \u00e0 falta de competitividade desses produtos, representada pela manuten\u00e7\u00e3o do elevado \u201cCusto Brasil\u201d, provocando a exclus\u00e3o do pa\u00eds das cadeias globais de valor e, indiretamente, produzindo seu isolamento comercial.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es para o com\u00e9rcio exterior em 2017, segundo explica Castro, foram elaboradas levando-se em considera\u00e7\u00e3o os cen\u00e1rios interno e internacional, presente e futuro, com proje\u00e7\u00f5es dos volumes e estimativas das cota\u00e7\u00f5es das commodities, respons\u00e1veis por mais de 60% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Fonte: AEB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cinco anos de quedas consecutivas e acumuladas em 27,7%, em 2017 as exporta\u00e7\u00f5es conhecer\u00e3o seu primeiro crescimento, projetado em 12,8%. 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