{"id":23982,"date":"2017-07-20T02:45:11","date_gmt":"2017-07-20T05:45:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23982"},"modified":"2017-07-19T09:49:01","modified_gmt":"2017-07-19T12:49:01","slug":"um-icone-e-dois-destinos-qual-o-futuro-do-prof-w-besnard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/um-icone-e-dois-destinos-qual-o-futuro-do-prof-w-besnard\/","title":{"rendered":"Um \u00edcone e dois destinos: qual o futuro do \u2018Prof. W. Besnard\u2019?"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de um ano em posse da Prefeitura de Ilhabela, o navio oceanogr\u00e1fico Prof. W. Besnard continua atracado no Porto de Santos, \u00e0 espera de uma defini\u00e7\u00e3o para o seu destino.\u00a0<\/p>\n<p>Existe a possibilidade da embarca\u00e7\u00e3o, um \u00edcone da pesquisa marinha no Pa\u00eds, virar um museu que conta a hist\u00f3ria da nau, ou ser afundada para se transformar em um recife artificial. A decis\u00e3o final deve ser tomada, em agosto, pela Administra\u00e7\u00e3o Municipal depois de uma audi\u00eancia p\u00fablica, prevista para o dia 10.<\/p>\n<p>Pesam para a escolha a import\u00e2ncia do navio, que, durante os mais de 40 anos em que permaneceu \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo (IOUSP), navegou por seis vezes para a Ant\u00e1rtida, transportou cerca de 50 mil amostras de organismos marinhos e funcionou durante 23 anos sem interrup\u00e7\u00f5es. Todo esse trabalho pioneiro no Pa\u00eds est\u00e1 registrado em 68 di\u00e1rios de bordo que contam as in\u00fameras pesquisas e muitas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Uma das propostas apresentadas veio do Instituto do Mar (Imar), que prop\u00f5e manter emersa a embarca\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o como um espa\u00e7o cultural mar\u00edtimo de visita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Neste caso, a implanta\u00e7\u00e3o do projeto e a manuten\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o ficariam a cargo da entidade. J\u00e1 a outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o Prof. W. Besnard seja naufragado. O trabalho seria realizado pela Funda\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da Engenharia (FDTE), funda\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio municipal de Meio Ambiente, Mauro de Oliveira, vai se reunir com o prefeito M\u00e1rcio Batista Ten\u00f3rio para apresentar os dois projetos. O chefe da pasta deve aconselhar a Prefeitura a n\u00e3o colocar a decis\u00e3o da escolha em vota\u00e7\u00e3o durante a audi\u00eancia p\u00fablica, marcada para o dia 10 de agosto. \u201cO ideal \u00e9 que a op\u00e7\u00e3o seja feita levando em considera\u00e7\u00e3o a parte t\u00e9cnica. Na audi\u00eancia, corre-se o risco, por exemplo, de um grupo favor\u00e1vel a uma proposta lotar a C\u00e2mara e fazer com que isso seja aprovado\u201d.<\/p>\n<p>Pesando a favor do afundamento do W. Besnard, em reuni\u00e3o no in\u00edcio do m\u00eas, o Conselho Municipal de Turismo de Ilhabela tomou a posi\u00e7\u00e3o de apoiar a proposta do naufr\u00e1gio. A decis\u00e3o do colegiado deve ser levada \u00e0 audi\u00eancia p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Prazos<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Oliveira, se a escolha de Ilhabela for a do naufr\u00e1gio, a retirada da embarca\u00e7\u00e3o de Santos pode levar, no m\u00ednimo, seis meses at\u00e9 que sejam feitos os trabalhos de descontamina\u00e7\u00e3o, reboque e afundamento, al\u00e9m da parte de licenciamento ambiental.\u00a0<\/p>\n<p>Para a proposta do Museu, a Prefeitura afirma que, neste caso, a transfer\u00eancia da posse do navio seria feita na sequ\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Destino<\/strong><\/p>\n<p>No ano passado, a Prefeitura de Ilhabela manifestou interesse no navio e, em julho, conseguiu oficialmente a doa\u00e7\u00e3o por parte do IOUSP. A inten\u00e7\u00e3o inicial era de que a carca\u00e7a seria destinada ao naufr\u00e1gio. Uma licita\u00e7\u00e3o para a contrata\u00e7\u00e3o da empresa respons\u00e1vel pela descontamina\u00e7\u00e3o, reboque e afundamento chegou a ser feita, mas acabou impugnada pelo Tribunal de Contas do Estado. Com a mudan\u00e7a no comando do Executivo, antes de dar andamento ao destino do barco, a gest\u00e3o atual resolveu promover audi\u00eancias, ouvir todos os interessados e receber propostas.<\/p>\n<p><strong>Muitas propostas<\/strong><\/p>\n<p>Depois de passar por um inc\u00eandio, em 2008, dois anos depois da USP anunciar a aposentadoria da embarca\u00e7\u00e3o, e com a chegada dos navios de pesquisa Alpha Crucis e Alpha Delphini, na d\u00e9cada de 2010, o W. Besnard ficou em completo desuso e come\u00e7ou seu processo de deteriora\u00e7\u00e3o, parado na regi\u00e3o dos armaz\u00e9ns 7 e 8.\u00a0<\/p>\n<p>Antes do interesse de Ilhabela, muitas propostas chegaram a ser feitas. A Prefeitura de Santos cogitou transform\u00e1-lo em um museu, mas a iniciativa n\u00e3o teve sucesso e foi descartada. O barco quase foi vendido ao Uruguai, onde seria reformado para auxiliar em pesquisas acad\u00eamicas, o que tamb\u00e9m n\u00e3o se concretizou.<\/p>\n<p><strong>Naufr\u00e1gio seria incentivo ao mergulho na cidade<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0A proposta para o naufr\u00e1gio prev\u00ea que o W. Besnard seja afundado na regi\u00e3o costeira ao norte do Munic\u00edpio, pr\u00f3ximo \u00e0 Praia da Serraria. A embarca\u00e7\u00e3o ficaria a 30 metros de profundidade, numa \u00e1rea considerada ideal pelas caracter\u00edsticas geomorfol\u00f3gicas e de qualidade de \u00e1gua, a profundidade, os tipos de sedimentos e os tipos de uso do espa\u00e7o marinho.<\/p>\n<p>Em seu projeto, al\u00e9m da quest\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha, a FTDE defende a instala\u00e7\u00e3o do recife artificial como alternativa para a retomada do turismo. \u201cA atividade de mergulho recreativo no Estado de S\u00e3o Paulo vem diminuindo nos \u00faltimos anos devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de locais atrativos e \u00e0 satura\u00e7\u00e3o dos pontos de mergulho existentes, fazendo com que o turista se desloque para o Estado do Rio de Janeiro (Paraty e Angra dos Reis) e de Pernambuco (Recife, \u201ccapital dos naufr\u00e1gios\u201d) para pr\u00e1tica desta atividade\u201d, justifica o relat\u00f3rio t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Apenas para o diagn\u00f3stico ambiental do parque dos naufr\u00e1gios, planejamento para adequa\u00e7\u00e3o e posicionamento do navio, coordena\u00e7\u00e3o do afundamento com a empresa respons\u00e1vel pela limpeza do navio, acompanhamento da viagem at\u00e9 Ilhabela e vistoria subaqu\u00e1tica ap\u00f3s o naufr\u00e1gio, a empresa pede no projeto R$ 388 mil.<\/p>\n<p><strong>Mais caro<\/strong><\/p>\n<p>Esses valores n\u00e3o incluem o trabalho de descontamina\u00e7\u00e3o ou do naufr\u00e1gio. A Prefeitura de Ilhabela ter\u00e1 que contratar empresas especializadas para a realiza\u00e7\u00e3o deste servi\u00e7o. \u201cN\u00e3o sabemos o valor total desta proposta. Ainda estamos pedindo or\u00e7amentos, mas, apenas a descontamina\u00e7\u00e3o pode chegar a R$ 3 milh\u00f5es\u201d, afirma o secret\u00e1rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p><strong>Imar quer manuten\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>O objetivo principal do Instituto do Mar (Imar) \u00e9 assumir a responsabilidade sobre o navio oceanogr\u00e1fico e transform\u00e1-lo em um espa\u00e7o cultural de visita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, integrado a uma marina p\u00fablica.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com o projeto apresentado, depois de revitalizado, ele permaneceria atracado e aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, como um espa\u00e7o l\u00fadico, com diversas atividades gratuitas ligadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do navio e a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente mar\u00edtimo. Al\u00e9m de receber visita\u00e7\u00e3o de escolas, a embarca\u00e7\u00e3o realizaria palestras educativas sobre a preserva\u00e7\u00e3o ambiental para o p\u00fablico em geral, exposi\u00e7\u00e3o de imagens hist\u00f3ricas e especializa\u00e7\u00e3o de profissionais da \u00e1rea n\u00e1utica. A hist\u00f3ria das expedi\u00e7\u00f5es do W. Besnard e sua import\u00e2ncia tamb\u00e9m seriam foco do museu.<\/p>\n<p>A \u00e1rea escolhida pela entidade \u00e9 um terreno p\u00fablico, no bairro Barra Velha, perto da entrada da balsa. Sem especificar no projeto a cargo de quem ficaria a implanta\u00e7\u00e3o da marina ou or\u00e7amento necess\u00e1rio para a ideia, o instituto quer firmar parcerias com a iniciativa privada e buscar patroc\u00ednios por meio de leis de incentivo fiscal. \u201cNossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 salvar o navio, que est\u00e1 em boas condi\u00e7\u00f5es. Seria um pecado afundar algo com tanta import\u00e2ncia hist\u00f3rica\u201d, diz o presidente do Imar, o advogado Fernando Liberalli Simoni.<\/p>\n<p>O detalhamento financeiro seria apresentado ap\u00f3s uma an\u00e1lise t\u00e9cnica, que ocorreria caso o navio viesse a ser liberado para o instituto. Simoni acredita que para a implanta\u00e7\u00e3o do projeto seja preciso captar cerca de R$ 3 milh\u00f5es, al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es de merchandising.<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de um ano em posse da Prefeitura de Ilhabela, o navio oceanogr\u00e1fico Prof. W. 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