{"id":23690,"date":"2017-06-21T00:36:15","date_gmt":"2017-06-21T03:36:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=23690"},"modified":"2017-06-21T11:03:22","modified_gmt":"2017-06-21T14:03:22","slug":"roubo-de-cargas-leva-empresarios-a-trocar-o-porto-do-rio-por-santos-e-vitoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/roubo-de-cargas-leva-empresarios-a-trocar-o-porto-do-rio-por-santos-e-vitoria\/","title":{"rendered":"Roubo de cargas leva empres\u00e1rios a trocar o porto do Rio por Santos e Vit\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>A onda de roubo de cargas no estado passou a atingir, tamb\u00e9m, as transportadoras de cont\u00eaineres nos \u00faltimos dois meses. Com isso, empres\u00e1rios que exportavam ou importavam mercadorias pelo porto do Rio j\u00e1 optam por Santos ou Vit\u00f3ria. Cerca de 60% do ICMS que o Rio arrecada vem, justamente, dos portos.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rios que costumavam exportar e importar mercadorias pelo porto do Rio come\u00e7am a usar os terminais de Vit\u00f3ria e Santos como rotas alternativas de transporte. Com o aumento do roubo de cargas no estado, algumas empresas j\u00e1 preferem escoar os produtos por trajetos mais seguros, mesmo que sejam mais longos e custosos. Isso se aplica, principalmente, aos exportadores e importadores de Minas Gerais e, em menor escala, aos de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Embora a escalada do roubo de cargas tenha come\u00e7ado ainda no ano passado, empres\u00e1rios ouvidos pela CBN relatam que o assalto a ve\u00edculos que transportam cont\u00eaineres s\u00f3 se intensificou nos \u00faltimos dois meses. O presidente da C\u00e2mara Brasileira de Cont\u00eaineres, Silvio Campos, diz que os impactos econ\u00f4micos j\u00e1 come\u00e7am a ser sentidos.<\/p>\n<p>&#8220;A arrecada\u00e7\u00e3o no porto diminuiu muito, al\u00e9m de o movimento j\u00e1 estar fraco, por causa da crise. O porto do Rio de Janeiro \u00e9 o terminal de escoamento &#8220;natural&#8221; para os mineiros e j\u00e1 est\u00e1 sendo trocado por Santos e Vit\u00f3ria&#8221;, relata.<\/p>\n<p>Mirian Carvalho, s\u00f3cia da empresa Carvalh\u00e3o, que atua no setor h\u00e1 57 anos, afirma que teve um aumento de 25% nos investimentos em seguran\u00e7a. Ela conta que um cliente de Minas Gerais, por exemplo, desistiu de contratar os servi\u00e7os da empresa depois que um ve\u00edculo que transportava suas cargas foi alvo de um assalto. Ele preferiu usar o porto de Santos.<\/p>\n<p>&#8220;Pela primeira vez, estamos vivenciando isso. \u00c9 um gasto muito grande para as empresas. A gente precisou rever nossos planos de a\u00e7\u00e3o e todo o gerenciamento de risco. Isso aumenta muito o custo operacional, porque a gente tem que fazer desvios de rota, andar em comboios e com escoltas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O coordenador da C\u00e2mara de Log\u00edstica Integrada da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil, Jovelino Pires, lembra que a necessidade de fazer trajetos mais longos aumenta o custo log\u00edstico, tornando o produto mais caro no mercado interno e menos competitivo no mercado externo, em um cen\u00e1rio que j\u00e1 \u00e9 desfavor\u00e1vel. Como exemplo, ele cita o custo m\u00e9dio para levar um carregamento de soja aos portos brasileiros, de noventa d\u00f3lares, em compara\u00e7\u00e3o aos dezoito d\u00f3lares necess\u00e1rios nos Estados Unidos. Jovelino tamb\u00e9m detalha como a substitui\u00e7\u00e3o do porto do Rio pelos de Santos e Vit\u00f3ria agrava ainda mais a crise do estado.<\/p>\n<p>&#8220;Cerca de 60% do ICMS arrecadado pelo Rio de Janeiro vem da exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito dinheiro que se deixa de movimentar. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o que vem dentro do cont\u00eainer, mas o crescimento do movimento comercial em torno dessa atividade&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O delegado respons\u00e1vel pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas do Rio, Maur\u00edcio Mendon\u00e7a, disse n\u00e3o ter registro de aumento nos roubos de cont\u00eaneires nos \u00faltimos meses, mas defendeu o endurecimento da pena para o crime de recepta\u00e7\u00e3o. Atualmente, ela varia de um a tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Fonte: CB<\/p>\n<div class=\"jwDisqusForm\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A onda de roubo de cargas no estado passou a atingir, tamb\u00e9m, as transportadoras de cont\u00eaineres nos \u00faltimos dois meses. 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