{"id":23677,"date":"2017-06-19T00:44:16","date_gmt":"2017-06-19T03:44:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23677"},"modified":"2017-06-18T18:45:39","modified_gmt":"2017-06-18T21:45:39","slug":"kepler-weber-eleva-aposta-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/kepler-weber-eleva-aposta-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Kepler Weber eleva aposta na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p>A ga\u00facha Kepler Weber, fabricante de silos e equipamentos para armazenagem de gr\u00e3os, ajustou sua estrat\u00e9gia e pretende voltar a crescer ampliando as exporta\u00e7\u00f5es, com especial aten\u00e7\u00e3o para os demais pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. O objetivo \u00e9 ampliar sua participa\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es totais de seu segmento na regi\u00e3o de 35% para 50% em dois anos.<\/p>\n<p>Segundo Olivier Colas, vice-presidente da Kepler Weber, o plano independe da conclus\u00e3o da venda da empresa para a americana AGCO, uma das maiores fabricantes de m\u00e1quinas agr\u00edcolas do mundo, dona da marca Massey Ferguson. A m\u00falti anunciou em fevereiro sua oferta de US$ 185 milh\u00f5es para adquirir a companhia brasileira. O executivo lembrou que a AGCO, no portf\u00f3lio de produtos da marca GSI, tem linhas voltadas par a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A Kepler j\u00e1 mant\u00e9m participa\u00e7\u00f5es de mercado em todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, e quer ampliar significativamente a presen\u00e7a na Argentina e Col\u00f4mbia, mercados nos quais, conforme Colas, h\u00e1 grande potencial de crescimento.<\/p>\n<p>Com a retirada paulatina das taxas para exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os na Argentina, o vizinho passa a ser mais interessante para as estruturas de armazenagem e de movimenta\u00e7\u00e3o de gran\u00e9is da Kepler. &#8220;J\u00e1 fechamos alguns neg\u00f3cios. Queremos pegar a onda de oportunidade no in\u00edcio, quando ela est\u00e1 se formando&#8221;. Na Col\u00f4mbia, a ga\u00facha est\u00e1 organizando parcerias com empresas locais para expandir suas vendas. &#8220;As \u00e1reas para produ\u00e7\u00e3o [agr\u00edcola] estavam na m\u00e3o das Farc e do tr\u00e1fico de drogas antes&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>No passado, a Kepler tentou diversificar ainda mais seus mercados para ficar menos dependente das volatilidades da Am\u00e9rica do Sul. Mas os planos esbarraram na instabilidade de pa\u00edses da \u00c1frica, Oriente M\u00e9dio e Leste Europeu &#8220;Vamos manter esses mercados em banho-maria&#8221;, disse Colas.<\/p>\n<p>Ele prev\u00ea que, com os novos planos, a receita da Kepler com exporta\u00e7\u00f5es possa atingir US$ 50 milh\u00f5es anuais. Em 2016, foram US$ 30,9 milh\u00f5es<\/p>\n<p>Paralelamente, no mercado brasileiro outro processo de diversifica\u00e7\u00e3o ganha corpo, sobretudo a partir de investimentos na \u00e1rea de movimenta\u00e7\u00e3o de gran\u00e9is, inclusive pe\u00e7as e servi\u00e7os. Segundo Colas, esse mercado movimenta, em anos normais, entre R$ 1 bilh\u00e3o e R$ 1,5 bilh\u00e3o no pa\u00eds. A perspectiva \u00e9 que a receita na \u00e1rea de movimenta\u00e7\u00e3o de gran\u00e9is represente 20% do total j\u00e1 em 2017. No ano passado, a fatia foi de 7,7%, ou R$ 36,7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>No segmento de armazenagem, o Plano Safra 2017\/18, anunciado na semana passada pelo governo, gerou boas expectativas para a companhia. Para o Programa para Constru\u00e7\u00e3o e Amplia\u00e7\u00e3o de Armaz\u00e9ns (PCA), gerido pelo BNDES, o governo liberou R$ 1,6 bilh\u00e3o em recursos, com taxa fixa de 6,5% ao ano e prazo de pagamento de at\u00e9 15 anos. O montante \u00e9 5% maior que o do ciclo 2016\/17, que terminou com R$ 1,68 bilh\u00e3o, ap\u00f3s aporte adicional de R$ 280 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;As taxas de juros do PCA, no novo plano, ficaram menores at\u00e9 que as do custeio&#8221;, pontuou Colas. No Plano Safra 2016\/17, a taxa de juros era de 8,5% ao ano. Segundo ele, o volume de recursos ainda \u00e9 modesto, mas poder\u00e1 ser ampliado caso haja demanda.<\/p>\n<p>O Plano Safra agradou, por outro lado, n\u00e3o \u00e9 suficiente, sozinho, para garantir a retomada do crescimento da companhia, que encerrou o ano passado com preju\u00edzo l\u00edquido de R$ 22,1 milh\u00f5es, ap\u00f3s lucro modesto de R$ 6,2 milh\u00f5es em 2015. A instabilidade pol\u00edtica, que foi reacendida com as dela\u00e7\u00f5es premiadas dos irm\u00e3os Joesley e Wesley Batista, pode adiar a volta da empresa ao azul. &#8220;Quem compra armazenagem, compra investimento. O an\u00fancio pode ser bom, mas n\u00e3o se concretizar&#8221;, disse o executivo.<\/p>\n<p>De qualquer forma, ponderou Colas, existe uma demanda represada muito significativa por armazenagem no Brasil, e a colheita recorde de gr\u00e3os nesta temporada 2016\/17 deixou isso evidente. &#8220;Alguma coisa vai ter de acontecer. \u00c9 muita safra armazenada ao ar livre&#8221;, observou o vice-presidente.<\/p>\n<p>De acordo com o \u00faltimo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de gr\u00e3os do ciclo 2016\/17 ser\u00e1 de 234,33 milh\u00f5es, volume 25,6% maior que o da \u00faltima temporada. E, de acordo com proje\u00e7\u00e3o preliminar do Minist\u00e9rio da Agricultura, a produ\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo ciclo poder\u00e1 chegar a 240 milh\u00f5es de toneladas. Hoje, o d\u00e9ficit de armazenagem no pa\u00eds calculado pela Conab est\u00e1 na casa das 70 milh\u00f5es de toneladas. &#8220;N\u00f3s \u00faltimos dez anos, a safra tem crescido, em m\u00e9dia, 4% ao ano. O problema \u00e9 que o setor de armazenagem cresce em torno de 2,7% ao ano. O d\u00e9ficit s\u00f3 aumenta&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ga\u00facha Kepler Weber, fabricante de silos e equipamentos para armazenagem de gr\u00e3os, ajustou sua estrat\u00e9gia e pretende voltar a crescer ampliando as exporta\u00e7\u00f5es, com&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19106,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-23677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23677"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23678,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23677\/revisions\/23678"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}