{"id":23673,"date":"2017-06-19T00:41:42","date_gmt":"2017-06-19T03:41:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23673"},"modified":"2017-06-18T18:43:10","modified_gmt":"2017-06-18T21:43:10","slug":"importados-ganham-espaco-na-producao-da-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/importados-ganham-espaco-na-producao-da-industria\/","title":{"rendered":"Importados ganham espa\u00e7o na produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<p>Com o c\u00e2mbio mais est\u00e1vel e atrativo e o aumento da fabrica\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis, as importa\u00e7\u00f5es de insumos tiveram neste ano a maior participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira para um primeiro trimestre desde 2005.<\/p>\n<p>De janeiro a mar\u00e7o, a ind\u00fastria usou em sua produ\u00e7\u00e3o 14% a mais de bens intermedi\u00e1rios comprados de outros pa\u00edses ante mesmo per\u00edodo de 2016, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada).<\/p>\n<p>A expans\u00e3o na importa\u00e7\u00e3o \u00e9 reflexo, em parte, do desempenho da produ\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis, como autom\u00f3veis e eletr\u00f4nicos, que cresceu 8,7% de janeiro a abril deste ano, aumentando a demanda por esses insumos.<\/p>\n<p>Sinaliza tamb\u00e9m que a maior estabilidade do d\u00f3lar em rela\u00e7\u00e3o ao real vem levando a ind\u00fastria a apostar mais nos importados para suprir sua demanda.<\/p>\n<p>No primeiro semestre de 2016, em meio ao cen\u00e1rio pol\u00edtico conturbado que culminou no impeachment de Dilma Rousseff, a forte valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e a pr\u00f3pria turbul\u00eancia econ\u00f4mica inibiram compras de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;De meados do ano passado para c\u00e1 houve uma certa estabiliza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio em um patamar que n\u00e3o \u00e9 proibitivo \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, de R$ 3, R$ 3,30. E o fato de ter previsibilidade tamb\u00e9m ajuda bastante&#8221;, diz Fernando Ribeiro, pesquisador do Ipea.<\/p>\n<p>Para Rafael Cagnin, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), esse aumento de participa\u00e7\u00e3o tem a ver com a recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de segmentos em que o uso de importados de maior valor agregado \u00e9 alto.<\/p>\n<p>Outro fator, na avalia\u00e7\u00e3o do economista do Iedi, \u00e9 o bom momento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, que eleva a importa\u00e7\u00e3o, por exemplo, de defensivos agr\u00edcolas e fertilizantes.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo da fatia dos importados na ind\u00fastria \u00e9 feito dividindo-se a quantidade de produtos comprados de outros pa\u00edses pelo chamado consumo aparente da ind\u00fastria, que exclui as exporta\u00e7\u00f5es para medir melhor o impacto na atividade econ\u00f4mica dentro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>RECUPERA\u00c7\u00c3O LENTA<\/p>\n<p>Se por um lado a alta do peso desse tipo de importado na produ\u00e7\u00e3o \u00e9 positiva, pois indica recupera\u00e7\u00e3o de parte da ind\u00fastria, por outro a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que acaba deixando a rea\u00e7\u00e3o da economia como um todo um pouco mais lenta.<\/p>\n<p>&#8220;A integra\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses \u00e9 um processo bom para os pa\u00edses. Mas em per\u00edodos de recupera\u00e7\u00e3o, quanto mais elos internos da cadeia favorecerem um ao outro, mais rapidamente a recupera\u00e7\u00e3o acontece&#8221;, afirma Cagnin. &#8220;Quando isso n\u00e3o ocorre, h\u00e1 um escape do dinamismo da economia.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Folha de SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o c\u00e2mbio mais est\u00e1vel e atrativo e o aumento da fabrica\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis, as importa\u00e7\u00f5es de insumos tiveram neste ano a maior participa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18045,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-23673","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23673","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23673"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23673\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23674,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23673\/revisions\/23674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18045"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}