{"id":23667,"date":"2017-06-16T14:04:09","date_gmt":"2017-06-16T17:04:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23667"},"modified":"2017-06-16T14:04:09","modified_gmt":"2017-06-16T17:04:09","slug":"industria-naval-ameacada-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/industria-naval-ameacada-em-pernambuco\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria naval amea\u00e7ada em Pernambuco"},"content":{"rendered":"<p>As mudan\u00e7as na gest\u00e3o da Petrobras com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Pol\u00edtica de Conte\u00fado Local podem ser o golpe de miseric\u00f3rdia no setor naval do Pa\u00eds, sobretudo para os neg\u00f3cios instalados em Pernambuco. \u00c9 que a decis\u00e3o da estatal de comprar navios e plataformas no exterior, motivada por quest\u00f5es econ\u00f4micas, pode terminar de sufocar os j\u00e1 cambaleantes estaleiros Atl\u00e2ntico Sul (EAS) e Vard Promar, instalados em Suape. H\u00e1 anos os empreendimentos tentam, sem sucesso, conquistar novas encomendas para sobreviver depois de terem as suas carteiras corro\u00eddas pela crise de contratos da petrol\u00edfera e os impactos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.\u00a0<\/p>\n<p>Depois de o Governo do Estado ter alardeado, no ano passado, a conquista de novas encomendas que dariam sobrevida ao EAS (13 navios para a Staco, garantindo trabalho at\u00e9 2022), o presidente do Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul, Harro Burmann, admitiu, em entrevista ao Valor Econ\u00f4mico, que o neg\u00f3cio ainda n\u00e3o se concretizou porque depende do aval da Petrobras. Diante da aus\u00eancia de novas encomendas &#8211; a Transpetro cancelou metade do seu pacote -, o empreendimento pode fechar as portas em 2019.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cSem a ado\u00e7\u00e3o de medidas governamentais com rela\u00e7\u00e3o ao Fundo de Marinha Mercante e ao BNDES para promover cr\u00e9dito; e sem revis\u00e3o da decis\u00e3o da Petrobras de importar navios e FPSos (unidade flutuante), \u00e9 real o risco de o EAS e todos os demais estaleiros brasileiros virem, em um futuro pr\u00f3ximo, a ter que encerrar as suas atividades\u201d, afirmou em nota a administra\u00e7\u00e3o do EAS. No caso dos navios, a regra determina um percentual de 75% de conte\u00fado local. <\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, somente o EAS emprega diretamente 3,8 mil pessoas mais cerca de 700 terceirizados. J\u00e1 o Vard Promar, tamb\u00e9m carente de novas encomendas, emprega mais 1,6 mil pessoas diretamente e outras 1,5 mil indiretamente, nas contas do Sindicato dos Metal\u00fargicos de Pernambuco &#8211; Sindimetal-PE. \u201cNosso temor \u00e9 ter estaleiros fechados como em outros estados\u201d, comentou o presidente do Sindimetal-PE, Henrique Gomes.\u00a0<\/p>\n<p>Ele diz que, no EAS restam apenas cinco navios do tipo Aframax para constru\u00e7\u00e3o, com finaliza\u00e7\u00e3o prevista para 2019. J\u00e1 o Vard tem quatro navios. \u201cDois prontos e dois somente para encaixe\u201d, revelou, preocupado. O Vard Promar n\u00e3o respondeu \u00e0s perguntas da reportagem. Al\u00e9m da carteira, as d\u00edvidas do setor inquietam o sindicalista. \u201cSabemos que o EAS tem d\u00e9bito de R$ 1,3 bilh\u00e3o com o BNDES.\u00a0<\/p>\n<p>Considerando outros bancos, a d\u00edvida ultrapassa R$ 350 milh\u00f5es este ano. Se ele n\u00e3o conseguir prorrogar essa d\u00edvida e contratar novos financiamentos pode chegar \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d, avaliou Gomes.\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim deste m\u00eas, o Sindimetal pretende realizar um ato para denunciar a situa\u00e7\u00e3o do setor naval em Pernambuco. Tamb\u00e9m articula uma reuni\u00e3o com parlamentares da bancada de Pernambuco no pr\u00f3prio EAS e, em um segundo momento, pretende mobilizar uma audi\u00eancia p\u00fablica sobre o tema na Assembleia Legislativa do Estado.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Folha Pe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mudan\u00e7as na gest\u00e3o da Petrobras com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Pol\u00edtica de Conte\u00fado Local podem ser o golpe de miseric\u00f3rdia no setor naval do Pa\u00eds, sobretudo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":20496,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-23667","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23667"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23667\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23668,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23667\/revisions\/23668"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}