{"id":23659,"date":"2017-06-14T00:46:12","date_gmt":"2017-06-14T03:46:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23659"},"modified":"2017-06-14T00:46:12","modified_gmt":"2017-06-14T03:46:12","slug":"sem-novos-contratos-eas-pode-fechar-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sem-novos-contratos-eas-pode-fechar-em-2019\/","title":{"rendered":"Sem novos contratos, EAS pode fechar em 2019"},"content":{"rendered":"<p>O Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS) convive com o risco de ter que fechar as portas depois de meados de 2019, quando ter\u00e1 terminado de entregar os navios para o seu \u00fanico cliente, a Transpetro, a subsidi\u00e1ria de log\u00edstica da Petrobras. &#8220;Esse risco [de paralisar atividades a partir do fim de 2019] \u00e9 alto&#8221;, diz Harro Burmann, presidente do EAS. Controlado por Queiroz Galv\u00e3o e Camargo Corr\u00eaa, o estaleiro se movimenta para evitar o pior. Tenta h\u00e1 meses garantir novas encomendas de constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es com a South American Tanker Company (Satco), discuss\u00e3o que passa pela Petrobras. Em outra frente, o EAS est\u00e1 envolvido em renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas com bancos. S\u00f3 ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), seu maior credor, o EAS ainda deve R$ 1,3 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do EAS, apesar de todas as dificuldades, um eventual pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, embora a solu\u00e7\u00e3o para a crise tenha que passar pela renegocia\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas com os credores. Se considerar BNDES, Banco do Brasil e bancos privados (Bradesco e Santander), o EAS tem d\u00edvidas de R$ 352 milh\u00f5es vencendo este ano. No mercado, a vis\u00e3o de especialistas, por\u00e9m, \u00e9 de que se o estaleiro n\u00e3o conseguir renovar a carteira e n\u00e3o renegociar suas d\u00edvidas de forma direta com os credores, a recupera\u00e7\u00e3o judicial pode terminar sendo um caminho inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Burmann preferiu n\u00e3o falar sobre o tema. Disse que h\u00e1 mais de um ano tenta tornar vi\u00e1veis contratos de constru\u00e7\u00e3o entre o EAS e a Satco envolvendo 13 embarca\u00e7\u00f5es, pacote de US$ 1,67 bilh\u00e3o. A lista inclui oito navios para transporte de petr\u00f3leo e derivados e cinco embarca\u00e7\u00f5es tipo Suezmax DP. O arranjo considera que a Satco contrataria o EAS para construir os navios e depois os alugaria \u00e0 Petrobras. A constru\u00e7\u00e3o dos oito navios, conhecidos pela sigla MR, depende, portanto, do aval da estatal.<\/p>\n<p>No come\u00e7o, os MRs seriam feitos pela Kingfish, mas a Satco se disp\u00f4s a assumir os contratos, disse Burmann. A negocia\u00e7\u00e3o exigiria, por\u00e9m, a extens\u00e3o de prazo para entrega das embarca\u00e7\u00f5es \u00e0 Petrobras. Em nota, a Petrobras afirmou: &#8220;No que diz respeito aos contratos celebrados com a Kingfish, para a constru\u00e7\u00e3o de oito navios da classe &#8216;MR&#8217;, a proje\u00e7\u00e3o da demanda com o cen\u00e1rio atual n\u00e3o indica uma nova celebra\u00e7\u00e3o desses contratos para outra empresa ou mesmo a sua extens\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>No caso dos cinco Suezmax DP, a viabilidade de constru\u00e7\u00e3o no EAS pode ser maior ou menor, dependendo do que a Petrobras indicar no seu novo plano de neg\u00f3cios, ainda n\u00e3o divulgado. Mas a constru\u00e7\u00e3o dos Suezmax depende tamb\u00e9m da renegocia\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas com o BNDES. O estaleiro busca extens\u00e3o de prazo de car\u00eancia e mais tempo para amortizar o financiamento que tem junto ao banco.<\/p>\n<p>A renegocia\u00e7\u00e3o com o BNDES est\u00e1 inserida em uma discuss\u00e3o mais ampla que envolve outros estaleiros via entidade de classe do setor, o Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval). O setor trabalha pela aprova\u00e7\u00e3o de uma medida provis\u00f3ria que autoriza a renegocia\u00e7\u00e3o de financiamentos pelos bancos p\u00fablicos que atuam como agentes financeiros do Fundo da Marinha Mercante (FMM), fonte de financiamento de longo prazo para essa ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O BNDES comentou, em nota, a discuss\u00e3o sobre renegocia\u00e7\u00e3o de contratos, sem falar do caso espec\u00edfico do EAS. &#8220;Conforme acontece no sistema financeiro nacional, sempre que se mostre vi\u00e1vel, a renegocia\u00e7\u00e3o de contratos pode ser uma alternativa utilizada pelo BNDES para apoiar a manuten\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e dos empregos, preservando o cr\u00e9dito do banco.&#8221; O BNDES afirmou que acompanha &#8220;cuidadosamente&#8221; a situa\u00e7\u00e3o do setor de constru\u00e7\u00e3o naval. &#8220;\u00c9 de not\u00f3rio conhecimento que o setor naval apresenta desafios vinculados \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da industria de \u00f3leo e g\u00e1s&#8221;, declarou o banco.<\/p>\n<p>Segundo o BNDES, tamb\u00e9m \u00e9 &#8220;not\u00f3rio&#8221; o potencial de novos investimentos relevantes no setor da constru\u00e7\u00e3o naval resultantes da altera\u00e7\u00e3o no marco regulat\u00f3rio do setor de petr\u00f3leo e dos futuros leil\u00f5es de blocos de explora\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s. &#8220;Assim sendo, considerando simultaneamente as oportunidades e os desafios, o BNDES tem mantido contato constante com os representantes das entidades de representa\u00e7\u00e3o do setor [da constru\u00e7\u00e3o naval], bem como de modo particular com seus clientes&#8221;, informou o BNDES.<\/p>\n<p>Inaugurado em 2008 como s\u00edmbolo da nova fase da constru\u00e7\u00e3o naval no pa\u00eds, o EAS investiu R$ 2,2 bilh\u00f5es em ativos e recebeu aportes dos acionistas para continuar operando. Adimplente com o BNDES, o EAS teve ganhos de produtividade e, nos \u00faltimos dez meses, contratou 1,6 mil empregados para atender os contratos de constru\u00e7\u00e3o de cinco navios Aframax para a Transpetro, os quais ser\u00e3o entregues at\u00e9 2019. A partir da\u00ed, o futuro do EAS \u00e9 hoje uma inc\u00f3gnita.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS) convive com o risco de ter que fechar as portas depois de meados de 2019, quando ter\u00e1 terminado de entregar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19001,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-23659","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23659"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23659\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23660,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23659\/revisions\/23660"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}