{"id":23263,"date":"2017-05-03T00:17:40","date_gmt":"2017-05-03T03:17:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23263"},"modified":"2017-05-02T09:18:53","modified_gmt":"2017-05-02T12:18:53","slug":"cai-tempo-medio-de-liberacao-de-conteineres-no-porto-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cai-tempo-medio-de-liberacao-de-conteineres-no-porto-de-santos\/","title":{"rendered":"Cai tempo m\u00e9dio de libera\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres no Porto de Santos"},"content":{"rendered":"<p>Dez dias \u00e9 o tempo m\u00e9dio para a libera\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres de importa\u00e7\u00e3o no Porto de Santos. Nos \u00faltimos anos, o processo entre o desembarque das caixas met\u00e1licas e a entrega das mercadorias caiu cerca de tr\u00eas dias. Esta vari\u00e1vel vem caindo e o motivo s\u00e3o os constantes investimentos em produtividade das instala\u00e7\u00f5es especializadas.\u00a0<\/p>\n<p>Esses dados integram um levantamento da Maersk Line, armadora l\u00edder mundial no transporte mar\u00edtimo de cont\u00eaineres. De acordo com o diretor de Trade Marketing da empresa para a costa leste da Am\u00e9rica do Sul, Jo\u00e3o Momesso, o tempo de libera\u00e7\u00e3o das caixas met\u00e1licas \u00e9 uma vari\u00e1vel que incide diretamente nos custos log\u00edsticos.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA gente ainda precisa melhorar muito, mas esse dado \u00e9 positivo e indica muita coisa. Esse dado \u00e9 quanto tempo o cont\u00eainer fica no terminal no processo de importa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que ele seja liberado. Ele \u00e9 importante porque, no Brasil, quando a carga fica no terminal, a armazenagem \u00e9 bastante cara. Ent\u00e3o, quanto mais tempo o cont\u00eainer fica, pior \u00e9 para o importador, que vai ter que pagar por essa armazenagem\u201d, destacou Momesso.<\/p>\n<p>Essa queda tamb\u00e9m aparece em levantamentos de entidades do setor. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), o tempo m\u00e9dio entre a entrada e sa\u00edda das cargas nos terminais do Porto de Santos foi de 12,52 dias no ano passado. No entanto, em 2010, esse per\u00edodo era de 25,78 dias.<\/p>\n<p>Para Momesso, essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 motivada por tr\u00eas fatores. O primeiro re\u00fane os esfor\u00e7os da iniciativa privada em aumentar a produtividade de seus terminais, com investimentos em equipamentos e a moderniza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es, garantindo um salto de efici\u00eancia nas unidades.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO motivo principal \u00e9 claro no Porto de Santos. O investimento feito pela iniciativa privada nos \u00faltimos anos foi muito grande. E a competi\u00e7\u00e3o aumentou\u201d, destacou o executivo.<\/p>\n<p>Outro fator que ajudou na redu\u00e7\u00e3o do tempo de libera\u00e7\u00e3o dos cont\u00eaineres foi a diminui\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o. Com p\u00e1tios mais vazios, a log\u00edstica foi feita com maior planejamento e efici\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p>Em 2016, as opera\u00e7\u00f5es com cont\u00eaineres no Porto de Santos somaram 3,5 milh\u00f5es de TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 p\u00e9s). Deste total, 1,78 milh\u00e3o de TEU foram desembarcados no cais santista. De acordo com dados da Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp), estatal que administra o cais santista, as importa\u00e7\u00f5es no ano anterior totalizaram 1,8 milh\u00e3o de TEU.<\/p>\n<p>\u201cO caminhoneiro que tem que buscar o cont\u00eainer sabe exatamente a hora que ele tem que ser disponibilizado e n\u00e3o precisa pernoitar na porta do terminal. Com isso, ele tira custo. Para o terminal, se ele consegue organizar o p\u00e1tio de maneira mais eficiente, cabe mais cargas, atrai mais empresas de navega\u00e7\u00e3o\u201d, destacou o diretor da Maersk Line.<\/p>\n<p><strong>Burocracia<\/strong><\/p>\n<p>O terceiro fator apontado por Momesso s\u00e3o as tentativas do Governo Federal em reduzir a burocracia. A cria\u00e7\u00e3o de sistemas informatizados, como o Porto Sem Papel (PSP), que agiliza os processos de atraca\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es nos complexos mar\u00edtimos brasileiros, foi lembrado pelo executivo como uma ferramenta que garante a efici\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cQuando se colocam esses tr\u00eas fatores juntos, o cont\u00eainer, hoje, \u00e9 liberado mais r\u00e1pido. Isso permitiu um planejamento. A partir do momento que voc\u00ea usa um planejamento e uma informatiza\u00e7\u00e3o maior, voc\u00ea tem um impacto na cadeia inteira\u201d, destacou Momesso.<\/p>\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o do tempo na libera\u00e7\u00e3o dos cont\u00eaineres, o executivo garante que ainda \u00e9 poss\u00edvel diminuir mais a perman\u00eancia de cargas nos terminais do Pa\u00eds. Para isso, a sa\u00edda \u00e9 manter os investimentos em tecnologia e planejamento log\u00edstico.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cTem lugares do mundo em que a retirada dos cont\u00eaineres acontece em dois ou tr\u00eas dias. Aqui, a m\u00e9dia ainda \u00e9 10 dias. A gente precisa trabalhar na informatiza\u00e7\u00e3o. Continuar fazendo o que est\u00e1 fazendo\u201d, destacou Jo\u00e3o Momesso.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez dias \u00e9 o tempo m\u00e9dio para a libera\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres de importa\u00e7\u00e3o no Porto de Santos. 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