{"id":23194,"date":"2017-04-25T10:33:03","date_gmt":"2017-04-25T13:33:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23194"},"modified":"2017-04-25T10:33:03","modified_gmt":"2017-04-25T13:33:03","slug":"fundo-gerido-pela-caixa-da-no-financeiro-na-zona-portuaria-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/fundo-gerido-pela-caixa-da-no-financeiro-na-zona-portuaria-do-rio\/","title":{"rendered":"Fundo gerido pela Caixa d\u00e1 n\u00f3 financeiro na zona portu\u00e1ria do Rio"},"content":{"rendered":"<p>A crise no setor imobili\u00e1rio provocou um n\u00f3 financeiro na revitaliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio e uma amea\u00e7a de preju\u00edzo ao FGTS.<\/p>\n<p>Seis anos ap\u00f3s comprar os 6,4 milh\u00f5es de t\u00edtulos imobili\u00e1rios da regi\u00e3o, o Fundo de Investimento Imobili\u00e1rio Porto Maravilha, gerido pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, reconheceu oficialmente que os pap\u00e9is est\u00e3o encalhados.<\/p>\n<p>Com o mercado retra\u00eddo, as construtoras n\u00e3o se interessaram pelos t\u00edtulos, que autorizam a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios mais altos do que o permitido na \u00e1rea.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que o financiamento de obras e servi\u00e7os p\u00fablicos na regi\u00e3o, como coleta de lixo e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, \u00e9 feito a partir da revenda desses documentos, chamados Cepacs.<\/p>\n<p>Sem interesse do mercado, a Caixa n\u00e3o cumpriu o ritmo de repasses acordado na compra dos t\u00edtulos da Prefeitura do Rio, que usa o dinheiro para pagar a concession\u00e1ria Porto Novo, respons\u00e1vel pelas interven\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A zona portu\u00e1ria \u00e9 um dos principais s\u00edmbolos das obras de infraestrutura realizadas para a Olimp\u00edada -e tamb\u00e9m \u00e9 citada em casos de propina na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<\/p>\n<p>A maior parte (86%) dos trabalhos j\u00e1 foi conclu\u00eddo, inclusive os mais emblem\u00e1ticos como o Boulevard Ol\u00edmpico, o Museu do Amanh\u00e3, t\u00faneis e a derrubada da Perimetral.<\/p>\n<p>J\u00e1 foram gastos cerca de R$ 5 bilh\u00f5es no local. O planejamento prev\u00ea outros R$ 5 bilh\u00f5es em obras e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos at\u00e9 2026.<\/p>\n<p>Ao comprar os t\u00edtulos em 2011, o fundo imobili\u00e1rio se comprometeu a repassar todo o valor ao longo dos 15 anos. Para isso, usou inicialmente R$ 3,5 bilh\u00f5es do FGTS.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o era que o restante fosse quitado ao longo do tempo com a venda dos pap\u00e9is e de terrenos da \u00e1rea, a que o fundo tamb\u00e9m obteve o direito. E esperava-se que o investimento gerasse remunera\u00e7\u00e3o extra para o FGTS.<\/p>\n<p><strong>DUROU POUCO<\/strong><\/p>\n<p>O &#8220;boom imobili\u00e1rio&#8221; que a cidade vivia em 2011, por\u00e9m, durou pouco. A crise econ\u00f4mica se abateu sobre o pa\u00eds justo quando as primeiras obras foram conclu\u00eddas, momento em que a Caixa esperava atrair investidores. Com isso, menos de 10% dos Cepacs foram revendidos.<\/p>\n<p>O banco tamb\u00e9m firmou acordos para obter participa\u00e7\u00e3o em empreendimentos usando os t\u00edtulos como ativo -o que eleva esse percentual para cerca de 34%.<\/p>\n<p>Mas como poucos empreendimentos sa\u00edram do papel, e o retorno do investimento s\u00f3 ocorrer\u00e1 no longo prazo, ap\u00f3s o mercado se reerguer.<\/p>\n<p>Em 2015, o FGTS socorreu o fundo da Caixa com mais R$ 1,5 bilh\u00e3o para manter o cronograma de desembolsos. Em maio de 2016, por\u00e9m, o fundo ficou de novo sem dinheiro, prejudicando o in\u00edcio da sexta etapa de obras na regi\u00e3o, or\u00e7ada em R$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SEM DINHEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Em documento obtido pela Folha, a Caixa afirmou na \u00e9poca que seu fundo est\u00e1 em &#8220;situa\u00e7\u00e3o de iliquidez&#8221; em raz\u00e3o da retra\u00e7\u00e3o do mercado. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento contratual no qual os repasses podem ser suspensos. Um novo aporte de socorro do FGTS \u00e9 descartado.<\/p>\n<p>O fundo imobili\u00e1rio tinha dispon\u00edvel naquela data apenas R$ 217,7 milh\u00f5es. A gest\u00e3o Eduardo Paes (PMDB) decidiu, ainda assim, iniciar a sexta etapa do projeto usando o dinheiro da Caixa como f\u00f4lego inicial. Ap\u00f3s a Olimp\u00edada, o ritmo das obras no porto foi reduzido.<\/p>\n<p>Em 28 de dezembro do ano passado, a tr\u00eas dias do fim da gest\u00e3o de Eduardo Paes, a prefeitura comprou R$ 62,5 milh\u00f5es de t\u00edtulos imobili\u00e1rios para socorrer o Fundo de Investimento Imobili\u00e1rio Porto Maravilha e, assim, quitar algumas d\u00edvidas com a concession\u00e1ria.<\/p>\n<p>A prefeitura aceitou tamb\u00e9m receber R$ 725,9 milh\u00f5es nesses t\u00edtulos imobili\u00e1rios como garantia para quitar futuros d\u00e9bitos com a concession\u00e1ria. Contudo, assim como a Caixa, o munic\u00edpio n\u00e3o consegue revend\u00ea-los agora no mercado em raz\u00e3o da crise.<\/p>\n<p>A Porto Novo n\u00e3o os aceitar\u00e1 como forma de pagamento, segundo a Folha apurou.<\/p>\n<p>O acordo previa tamb\u00e9m que o munic\u00edpio aportasse mais R$ 219,6 milh\u00f5es a serem usados para pagar, com recursos pr\u00f3prios, a concession\u00e1ria da regi\u00e3o. Entretanto, a gest\u00e3o Marcelo Crivella (PRB) decidiu n\u00e3o fazer a transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>A d\u00edvida com a Porto Novo j\u00e1 chega a R$ 40 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O atraso nas obras prejudica at\u00e9 mesmo o desenvolvimento dos empreendimentos que podem ajudar o fundo da Caixa a se recapitalizar.<\/p>\n<p>Uma das interven\u00e7\u00f5es a serem feitas \u00e9 na avenida Francisco Bicalho, onde o banco pode obter o maior retorno do investimento -l\u00e1 podem ser constru\u00eddos os pr\u00e9dios mais altos, de at\u00e9 50 andares.<\/p>\n<p>Fonte: Folha SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise no setor imobili\u00e1rio provocou um n\u00f3 financeiro na revitaliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio e uma amea\u00e7a de preju\u00edzo ao FGTS. 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