{"id":23078,"date":"2017-04-06T00:33:25","date_gmt":"2017-04-06T03:33:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23078"},"modified":"2017-04-03T08:35:57","modified_gmt":"2017-04-03T11:35:57","slug":"terminais-de-carga-investem-em-estrutura-para-escoar-safra-de-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/terminais-de-carga-investem-em-estrutura-para-escoar-safra-de-graos\/","title":{"rendered":"Terminais de carga investem em estrutura para escoar safra de gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p>Junto com a super safra que o agricultor brasileiro est\u00e1 colhendo deve vir tamb\u00e9m um recorde na exporta\u00e7\u00e3o. Mais de 70% da soja e 27% do milho brasileiro seguir\u00e3o para outros pa\u00edses. O Globo Rural acompanhou a situa\u00e7\u00e3o em dois dos principais portos brasileiros para ver as condi\u00e7\u00f5es atuais de escoamento.<\/p>\n<p>Em 2013, formavam-se congestionamentos quando as estradas da Baixada Santista, em S\u00e3o Paulo, ficaram travadas por causa do excesso de caminh\u00f5es. Na \u00e9poca, o volume da safra que seguia para o Porto de Santos era muito maior do que sua capacidade de escoamento.<br \/>\u00a0<br \/>Depois do transtorno de quatro anos atr\u00e1s, muitos investimentos come\u00e7aram a ser feitos. Apenas em um dos terminais de cargas est\u00e3o sendo investidos R$ 2,7 bilh\u00f5es. \u00c9 a maior obra portu\u00e1ria no Brasil hoje em dia. E a amplia\u00e7\u00e3o s\u00f3 saiu do papel gra\u00e7as a alta demanda da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Com 97% da obra conclu\u00edda, 2017 \u00e9 ano de estreia dessa estrutura.<\/p>\n<p>A feliz coincid\u00eancia com a safra recorde brasileira est\u00e1 dando f\u00f4lego para as opera\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque dos produtos agr\u00edcolas. O investimento deu novo \u00e2nimo at\u00e9 para os funcion\u00e1rios mais antigos.<\/p>\n<p>Atualmente, 40% das cargas que chegam at\u00e9 o Porto de Santos s\u00e3o transportadas por caminh\u00f5es e 60% v\u00eam sobre trilhos.<\/p>\n<p>Para desafogar o tr\u00e2nsito e agilizar as opera\u00e7\u00f5es de carga e descarga, uma empresa respons\u00e1vel por grande parte da malha ferrovi\u00e1ria que chega at\u00e9 o Porto de Santos pretende aumentar a capacidade de transporte em 150% at\u00e9 2023, passando dos atuais 30 milh\u00f5es de toneladas para 75 milh\u00f5es de toneladas por ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 s\u00e3o 12 mil quil\u00f4metros de trilhos, pelo menos mil locomotivas e mais de 25 mil vag\u00f5es. Uma das \u00faltimas melhorias foi a duplica\u00e7\u00e3o das linhas que ligam Campinas ao litoral.<\/p>\n<p>Apesar dos novos investimentos em ferrovia, o Porto de Santos ainda recebe mais de dois mil caminh\u00f5es por dia nos meses de pico da safra. Mas, ningu\u00e9m deseja repetir o caos de 2013.<\/p>\n<p>\u201cO porto teve que saber atender as necessidades das demandas. Come\u00e7ou-se com o modelo de agendamento dos caminh\u00f5es, com hor\u00e1rios, com janelas que foram criadas, para que fosse realmente ordenada a chegada desses caminh\u00f5es ao Porto de Santos. Toda carga que vier para o Porto de Santos tem que ser agendada\u201d, diz Cleveland Sampaio Lofrano, diretor da CODESP \u2013 Companhia Docas do Estado de SP.<\/p>\n<p>Junto com o agendamento, quatro p\u00e1tios funcionam como locais para que os caminh\u00f5es aguardem a libera\u00e7\u00e3o para descarregar nos terminais. O tempo de espera, que j\u00e1 chegou a 72hs, hoje n\u00e3o passa de 6hs.<\/p>\n<p>Esse modelo de agendamento foi inspirado no que j\u00e1 vinha sendo feito no Porto de Paranagu\u00e1, no Paran\u00e1. O p\u00e1tio de triagem de caminh\u00f5es s\u00f3 passou a existir depois dos imensos congestionamentos que chegaram a bater em Curitiba, que fica a pouco mais de 90km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Os ganhos tamb\u00e9m foram significativos na parte das docas. Da \u00e1rea do porto com o nome de Corredor de Exporta\u00e7\u00e3o saem de 90% a 95% dos produtos agr\u00edcolas que passam por Paranagu\u00e1. A modernidade no local \u00e9 fruto das mudan\u00e7as que ficaram prontas em dezembro do ano passado.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do porto, Lu\u00eds Henrique Dividino, foram seis anos de obras ininterruptas para a reforma do cais, o aprofundamento do canal de navega\u00e7\u00e3o e a troca de equipamentos.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados j\u00e1 come\u00e7aram a ser observados nos primeiros meses deste ano. Em janeiro e fevereiro n\u00f3s movimentamos 20% a mais do que o mesmo per\u00edodo do ano passado, mostrando a\u00ed o melhor recorde da hist\u00f3ria nesse per\u00edodo\u201d, explica Divino.<\/p>\n<p>Um dos equipamentos que deram mais agilidade \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 respons\u00e1vel por carregar os navios com soja, milho e farelo. Hoje, Paranagu\u00e1 conta com dez deles. Os quatro mais antigos, da d\u00e9cada de 70, acabaram de ser substitu\u00eddos, o que aumentou a capacidade de escoamento e a velocidade nas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Rodrigo Coelho conhece a fundo os avan\u00e7os que ocorreram pelo porto. Ele trabalha no lugar h\u00e1 19 anos e hoje gerencia o terminal que agrega a safra de quatro cooperativas do oeste do Paran\u00e1. \u201cEu vi o que era um porto que eu posso dizer que \u00e9 um lugar dif\u00edcil de trabalhar, um submundo, como a gente chamava na \u00e9poca, para um lugar hoje digno de se trabalhar, compat\u00edvel com todas as leis atuais do brasil e realmente \u00e9 impressionante o que melhorou\u201d, compara.<\/p>\n<p>Em muitas regi\u00f5es, o Brasil rural ainda sofre com as rodovias. Mas as condi\u00e7\u00f5es de armazenamento e escoamento pelos portos est\u00e3o melhorando muito com investimentos pesados nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Junto com a super safra que o agricultor brasileiro est\u00e1 colhendo deve vir tamb\u00e9m um recorde na exporta\u00e7\u00e3o. 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