{"id":23074,"date":"2017-04-05T00:30:27","date_gmt":"2017-04-05T03:30:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23074"},"modified":"2017-04-03T08:31:23","modified_gmt":"2017-04-03T11:31:23","slug":"marinha-vai-investir-us-18-bi-em-novos-navios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-vai-investir-us-18-bi-em-novos-navios\/","title":{"rendered":"Marinha vai investir US$ 1,8 bi em novos navios"},"content":{"rendered":"<p>A Marinha vai investir US$ 1,8 bilh\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o, no Brasil, de quatro corvetas m\u00e9dias, da nova classe Tamandar\u00e9, de 2,7 mil toneladas. Pelo projeto, ser\u00e3o navios avan\u00e7ados, com ampla carga digital, sistemas e armamento de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto vai atender \u00e0 necessidade da For\u00e7a de renovar seus meios de escolta e de emprego geral, al\u00e9m de contemplar futuros neg\u00f3cios no mercado internacional de equipamentos de Defesa. Cada unidade vai sair por US$ 450 milh\u00f5es. Os estaleiros nacionais envolvidos no empreendimento trabalhar\u00e3o consorciados com empresas estrangeiras, especializadas na produ\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de embarca\u00e7\u00f5es militares, em regime de ampla transfer\u00eancia de tecnologia. Segundo o contra-almirante Petr\u00f4nio Aguiar, diretor de gest\u00e3o de projetos da Marinha, a iniciativa \u201ccontribuir\u00e1 para a capacita\u00e7\u00e3o da Marinha no dom\u00ednio do ciclo completo da produ\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios navios\u201d.<\/p>\n<p>Ao longo dos pr\u00f3ximos meses, at\u00e9 o fim do ano, a Marinha cumprir\u00e1 uma agenda de consultas t\u00e9cnicas aos estaleiros interessados no projeto, daqui e do exterior. O processo licitat\u00f3rio ser\u00e1 encerrado em 2018. O in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto para 2019 e as entregas ser\u00e3o feita no per\u00edodo de 2022 a 2025 \u2013 na cad\u00eancia de um navio por ano.<\/p>\n<p>A longo prazo, as encomendas podem chegar a 12 unidades. O Arsenal da Ilha das Cobras, no Rio, principal instala\u00e7\u00e3o industrial da Marinha nesse setor, ser\u00e1 considerado na negocia\u00e7\u00e3o, provavelmente nas tarefas de integra\u00e7\u00e3o final dos sistemas.<\/p>\n<p><strong>Substitui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 uma certa pressa na execu\u00e7\u00e3o do processo. A frota de seis fragatas de 3,8 mil toneladas, mais duas de 4,4 mil toneladas, est\u00e1 completando 40 anos de atividade na Marinha brasileira. Passaram por um ciclo de moderniza\u00e7\u00e3o e receberam novos recursos de aperfei\u00e7oamento em v\u00e1rios momentos durante o tempo de servi\u00e7o. Mas, segundo especialistas militares ouvidos pelo Estado, um outro procedimento do mesmo tipo teria de ser muito extenso e os custos seriam elevados, com resultado incerto. O grupo ser\u00e1 gradualmente retirado de opera\u00e7\u00e3o na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>O conceito das corvetas Tamandar\u00e9 faz delas uma esp\u00e9cie de minifragatas. A gera\u00e7\u00e3o imediatamente anterior, a V-34 Barroso, constru\u00edda no Brasil, desloca pouco mais de 1,7 mil toneladas \u2013 mil a menos que a nova classe. Claro, s\u00e3o os menores modelos de navios de combate, pouco confort\u00e1veis para a tripula\u00e7\u00e3o, t\u00eam menor capacidade de autonomia e de raio de a\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m menores alcances dos sensores de vigil\u00e2ncia e das armas. Todavia, cumprem a miss\u00e3o: em 2015, a Barroso integrou a For\u00e7a Tarefa Mar\u00edtima da ONU no L\u00edbano, substituindo a fragata Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais ampla, a V-35 Tamandar\u00e9 ter\u00e1 espa\u00e7o para receber os tubos de lan\u00e7amento dos m\u00edsseis antinavio Mansup, brasileiros, da mesma classe dos Exocet MM-40\/3, e os casulos de disparo vertical dos Sea Ceptor, antia\u00e9reos, comprados da MBDA europeia. O desenho cr\u00edtico das linhas do casco reduz a visibilidade nas telas do radar, dando \u00e0 embarca\u00e7\u00e3o uma certa condi\u00e7\u00e3o \u201cstealth\u201d, de furtividade. A bordo haver\u00e1 acomoda\u00e7\u00f5es para 136 pessoas \u2013 tripulantes, mergulhadores, fuzileiros, mais pilotos e mec\u00e2nicos do helic\u00f3ptero org\u00e2nico, provavelmente configurado para o combate antissubmarino.<\/p>\n<p><strong>Plano revisto<\/strong><\/p>\n<p>Em 2010, como resultado da economia est\u00e1vel e da decis\u00e3o do governo de reequipar as For\u00e7as Armadas, a Marinha apresentou o projeto ProSuper, destinado a renovar o conjunto de suas embarca\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie, compreendendo 11 navios, com investimentos estimados em US$ 6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O invent\u00e1rio abrangia, ent\u00e3o, cinco fragatas de 6 mil toneladas, quatro navios-patrulha oce\u00e2nicos, de 1,8 mil toneladas, e um navio de apoio, de 22 mil toneladas. Correndo por fora, poderia entrar na lista um gigante de m\u00faltiplo emprego, de 32 mil toneladas, capaz de transportar tropas, blindados, lan\u00e7adores de foguetes, lanchas de desembarque e muitos helic\u00f3pteros. Por\u00e9m, faltou dinheiro, e o programa n\u00e3o avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>Mesmo com a escassez de recursos, a Marinha mant\u00e9m em andamento avan\u00e7ado o programa ProSub, contratado com a Odebrecht Defesa e Tecnologia e a DCNS, da Fran\u00e7a, por cerca de \u00a4 6,7 bilh\u00f5es, e que resultar\u00e1 em quatro submarinos convencionais de 2,2 mil toneladas da classe Sc\u00f3rpene\/Br, de tecnologia francesa, mais um de propuls\u00e3o nuclear. O neg\u00f3cio cobre a constru\u00e7\u00e3o do estaleiro de onde sair\u00e3o os navios e de uma base de opera\u00e7\u00f5es, tudo em Itagua\u00ed, no litoral sul do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Fonte: Rep\u00f3rter Di\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marinha vai investir US$ 1,8 bilh\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o, no Brasil, de quatro corvetas m\u00e9dias, da nova classe Tamandar\u00e9, de 2,7 mil toneladas. 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