{"id":23033,"date":"2017-04-03T07:57:08","date_gmt":"2017-04-03T10:57:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=23033"},"modified":"2017-04-03T07:57:08","modified_gmt":"2017-04-03T10:57:08","slug":"setor-publico-tem-deficit-primario-de-r-2346-bi-em-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/setor-publico-tem-deficit-primario-de-r-2346-bi-em-fevereiro\/","title":{"rendered":"Setor p\u00fablico tem d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 23,46 bi em fevereiro"},"content":{"rendered":"<section class=\"article-content\">\n<p>Em fevereiro, o setor p\u00fablico consolidado (governo central, Estados, munic\u00edpios e estatais, com exce\u00e7\u00e3o da Petrobras e Eletrobr\u00e1s) apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 23,468 bilh\u00f5es, informou o Banco Central.<\/p>\n<p>Em janeiro, havia sido registrado super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 36,712 bilh\u00f5es e, em fevereiro de 2016, d\u00e9ficit de R$ 23,040 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O resultado prim\u00e1rio consolidado do m\u00eas passado ficou dentro do intervalo das estimativas de 16 analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Proje\u00e7\u00f5es Broadcast, que iam de d\u00e9ficit de R$ 27,600 bilh\u00f5es a R$ 20,000 bilh\u00f5es (mediana negativa de R$ 24,500 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>O resultado fiscal do m\u00eas passado foi composto por um d\u00e9ficit de R$ 28,769 bilh\u00f5es do governo central (Tesouro, Banco Central e INSS).<\/p>\n<p>J\u00e1 os governos regionais (Estados e munic\u00edpios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 5,255 bilh\u00f5es no m\u00eas.<\/p>\n<p>Enquanto os Estados registraram um super\u00e1vit de R$ 4,061 bilh\u00f5es, os munic\u00edpios tiveram resultado positivo de R$ 1,195 bilh\u00e3o. As empresas estatais registraram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 46 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 12 meses at\u00e9 fevereiro, as contas do setor p\u00fablico consolidado acumulam d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 147,419 bilh\u00f5es, o equivalente a 2,34% do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit fiscal nos 12 meses encerrados em fevereiro \u00e9 resultado de um rombo acumulado de R$ 156,416 bilh\u00f5es do governo central (2,48% do PIB).<\/p>\n<p>Os governos regionais (Estados e munic\u00edpios) apresentaram um super\u00e1vit de R$ 10,017 bilh\u00f5es (0,16% do PIB) em 12 meses at\u00e9 fevereiro.<\/p>\n<p>Enquanto os Estados registraram super\u00e1vit de R$ 11,247 bilh\u00f5es, os munic\u00edpios tiveram saldo negativo de R$ 1,230 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>As empresas estatais registraram um resultado negativo de R$ 1,020 bilh\u00e3o no per\u00edodo.)<\/p>\n<p><strong>D\u00e9ficit nominal<\/strong><\/p>\n<p>O setor p\u00fablico consolidado registrou d\u00e9ficit nominal de R$ 54,244 bilh\u00f5es em fevereiro.<\/p>\n<p>Em janeiro, o resultado nominal havia sido positivo em R$ 299 milh\u00f5es e, em fevereiro de 2017, deficit\u00e1rio em R$ 52,827 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o governo central registrou d\u00e9ficit nominal de R$ 52,441 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os governos regionais tiveram saldo negativo de R$ 1,424 bilh\u00e3o, enquanto as empresas estatais registraram super\u00e1vit nominal de R$ 378 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 12 meses at\u00e9 o m\u00eas passado, o d\u00e9ficit nominal correspondeu a 8,49% do PIB, com saldo negativo de R$ 535,626 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Gasto com juros<\/strong><\/p>\n<p>O setor p\u00fablico consolidado teve gasto de R$ 30,776 bilh\u00f5es com juros em fevereiro, ap\u00f3s esta despesa ter atingido R$ 36,413 bilh\u00f5es em janeiro.<\/p>\n<p>O governo central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) teve no m\u00eas passado despesas na conta de juros de R$ 23,672 bilh\u00f5es. J\u00e1 os governos regionais registraram gasto de R$ 6,679 bilh\u00f5es e as empresas estatais, de R$ 425 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 12 meses, as despesas do setor p\u00fablico consolidado com juros somaram R$ 388,207 bilh\u00f5es at\u00e9 fevereiro (6,16% do PIB).<\/p>\n<p><strong>D\u00edvida l\u00edquida<\/strong><\/p>\n<p>A D\u00edvida L\u00edquida do Setor P\u00fablico (DLSP) subiu para 47,4% do PIB em fevereiro, ante 46,6% de janeiro (dado revisado).<\/p>\n<p>A d\u00edvida do governo central, governos regionais e empresas estatais terminou o m\u00eas passado em R$ 2,987 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 a d\u00edvida bruta do governo geral encerrou o m\u00eas passado em R$ 4,450 trilh\u00f5es, o que representou 70,6% do PIB.<\/p>\n<p>Em janeiro, essa rela\u00e7\u00e3o estava em 70% (dado revisado).<\/p>\n<p>No melhor momento da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em dezembro de 2013, a d\u00edvida bruta chegou a 51,69% do PIB.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta do governo \u00e9 uma das principais refer\u00eancias para avalia\u00e7\u00e3o, por parte das ag\u00eancias globais de rating, da capacidade de solv\u00eancia do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Atualmente, um dos focos das ag\u00eancias \u00e9 o andamento das reformas fiscais.<\/p>\n<p>De acordo com o BC, a eleva\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o de d\u00edvida l\u00edquida\/PIB em fevereiro foi decorrente da incorpora\u00e7\u00e3o de juros nominais (aumento de 1,1 ponto), da oscila\u00e7\u00e3o cambial no m\u00eas (aumento de 0,8 ponto), do super\u00e1vit prim\u00e1rio (redu\u00e7\u00e3o de 0,2 ponto), do ajuste de paridade da cesta de moedas da d\u00edvida externa l\u00edquida (redu\u00e7\u00e3o de 0,1 ponto) e do efeito do crescimento do PIB nominal (redu\u00e7\u00e3o de 0,3 ponto).<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"article-tags\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em fevereiro, o setor p\u00fablico consolidado (governo central, Estados, munic\u00edpios e estatais, com exce\u00e7\u00e3o da Petrobras e Eletrobr\u00e1s) apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 23,468 bilh\u00f5es,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18713,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-23033","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23033"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23033\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23034,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23033\/revisions\/23034"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}