{"id":22980,"date":"2017-03-27T00:13:06","date_gmt":"2017-03-27T03:13:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22980"},"modified":"2017-03-26T12:14:56","modified_gmt":"2017-03-26T15:14:56","slug":"brasil-eleva-contribuicao-de-oferta-global-de-petroleo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-eleva-contribuicao-de-oferta-global-de-petroleo-2\/","title":{"rendered":"Brasil eleva contribui\u00e7\u00e3o de oferta global de petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil foi um dos principais contribuintes para o excesso de oferta global do petr\u00f3leo nos \u00faltimos 12 meses. A excetuar o Ir\u00e3 &#8211; um caso espec\u00edfico pois volta ao mercado ap\u00f3s anos de san\u00e7\u00f5es do Ocidente -, a m\u00e9dia de aumento mensal na produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi a maior do mundo, mostram dados da Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE).<\/p>\n<p>Em um ano at\u00e9 fevereiro, a extra\u00e7\u00e3o brasileira da commodity subiu, em m\u00e9dia, 27 mil barris por dia a cada m\u00eas. Depois do Brasil aparecem gigantes como a R\u00fassia &#8211; que elevou o volume em 18 mil barris por dia todo m\u00eas &#8211; e os principais produtores n\u00e3o convencionais &#8211; como o Canad\u00e1, com 16 mil barris di\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, maior participante de um acordo costurado entre a Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (Opep) e outras na\u00e7\u00f5es de alta relev\u00e2ncia no mercado global, a Ar\u00e1bia Saudita cortou, em m\u00e9dia, 30 mil barris por dia a cada m\u00eas dessa an\u00e1lise. Mais que ela, considerando os protagonistas internacionais, s\u00f3 aparece a Nig\u00e9ria, com 34 mil barris di\u00e1rios.<\/p>\n<div class=\"raxo-inside-content\">\n<div class=\"moduletable\">\n<div class=\"bannergroup\">\n<div class=\"banneritem\">\n<div class=\"clr\">&#8220;Dois motivos podem explicar o status de produtor em ascens\u00e3o&#8221;, afirma Walter de Vitto, analista da Tend\u00eancias Consultoria Integrada. &#8220;Um \u00e9 \u00f3bvio, que de fato a atividade se acelerou, em um momento de matura\u00e7\u00e3o dos investimentos feitos l\u00e1 atr\u00e1s. Mas do outro lado, o mercado dom\u00e9stico encolheu, o que fez com que as exporta\u00e7\u00f5es subissem.&#8221;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>De fato, o consumo foi um calcanhar de Aquiles para o pa\u00eds nos 12 meses. A demanda brasileira encolheu em m\u00e9dia 40 mil barris por dia todo m\u00eas. Dos pa\u00edses analisados, s\u00f3 a Ar\u00e1bia Saudita se igualou ao Brasil, tamb\u00e9m com 40 mil barris di\u00e1rios. Na outra ponta, a China elevou a cada m\u00eas sua demanda em 68 mil barris.<\/p>\n<p>Levando em conta o balan\u00e7o entre oferta e demanda, o Brasil est\u00e1 empatado com o Ir\u00e3. As adi\u00e7\u00f5es l\u00edquidas foram, em m\u00e9dia, de 67 mil barris por m\u00eas. Os chineses, do outro lado, retiraram do excesso 92 mil barris por dia em cada m\u00eas.<\/p>\n<p>De acordo com Norbert Ruecker, do banco Julius Baer, o Brasil \u00e9 retrato de um cen\u00e1rio global maior, de continuidade de crescimento da produ\u00e7\u00e3o mesmo em ciclo de baixa. &#8220;Isso ajuda em nossa vis\u00e3o de que o excesso de oferta provavelmente n\u00e3o vai desaparecer t\u00e3o r\u00e1pido quanto se esperava&#8221;, acrescenta. &#8220;O causador maior dessa din\u00e2mica, por\u00e9m, \u00e9 o xisto.&#8221;<\/p>\n<p>Se observada a tend\u00eancia dos pa\u00edses desde novembro, quando a Opep estabeleceu um teto para sua produ\u00e7\u00e3o, os Estados Unidos lideram por muito esse ranking. Foram 60 mil barris di\u00e1rios, em m\u00e9dia, por m\u00eas. O Canad\u00e1, em segundo lugar, acrescentou 32,5 mil barris por m\u00eas. J\u00e1 o Brasil, desde ent\u00e3o, elevou em 2,5 mil barris a cada m\u00eas a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que o Brasil vai continuar a ser um grande fator no mercado global de petr\u00f3leo, dadas as reservas abundantes do pr\u00e9-sal e o baixo custo da Petrobras &#8220;, afirma Brian Gibbons, analista da casa de an\u00e1lise de d\u00edvida CreditSights. &#8220;Mas o processo de evolu\u00e7\u00e3o provavelmente ser\u00e1 tortuoso, dado o momento de entrada de v\u00e1rios projetos iniciados e o desempenho dos pre\u00e7os.&#8221;<\/p>\n<p>Essa perspectiva de aumento da relev\u00e2ncia brasileira \u00e9 um dos motivos pelos quais Esa Ramasamy, diretor da S&amp;P Global Platts &#8211; uma formadora de pre\u00e7o -, v\u00ea &#8220;oportunidade de ouro&#8221; para que seja criado novo pre\u00e7o de refer\u00eancia. Assim como existem hoje o Brent e o WTI, o Brasil poderia criar um &#8220;benchmark&#8221; para o pr\u00e9-sal, que tem um tipo de concentra\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria ainda n\u00e3o contemplado, disse ontem em evento.<\/p>\n<p>Vitto, da Tend\u00eancias, \u00e9 mais c\u00e9tico. &#8220;Acredito que o Brasil vai ser um produtor mais relevante, mas n\u00e3o vejo como formador de pre\u00e7o&#8221;, opina. &#8220;O que o xisto fez, a revolu\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica nesse mercado, n\u00e3o poder\u00e1 ser imitado. Foi brutal&#8221;, acrescenta. O secret\u00e1rio-executivo do Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edvel (IBP), Ant\u00f4nio Guimar\u00e3es, compartilha dessa vis\u00e3o. &#8220;A discuss\u00e3o sobre pre\u00e7o ainda \u00e9 prematura. H\u00e1 muito que destravar no Brasil ainda&#8221;, diz. (Colaboraram Camila Maia, de S\u00e3o Paulo, e Andr\u00e9 Ramalho, do Rio)<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil foi um dos principais contribuintes para o excesso de oferta global do petr\u00f3leo nos \u00faltimos 12 meses. 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