{"id":22765,"date":"2017-03-06T00:10:03","date_gmt":"2017-03-06T03:10:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22765"},"modified":"2017-03-05T22:11:45","modified_gmt":"2017-03-06T01:11:45","slug":"cresce-o-numero-de-mulheres-que-sao-maes-apos-os-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cresce-o-numero-de-mulheres-que-sao-maes-apos-os-40-anos\/","title":{"rendered":"Cresce o n\u00famero de mulheres que s\u00e3o m\u00e3es ap\u00f3s os 40 anos"},"content":{"rendered":"<p>Ter filhos sempre foi um dos sonhos da banc\u00e1ria Fabiana Galv\u00e3o Camargo Sarraf. Antes, por\u00e9m, ela queria construir uma carreira s\u00f3lida e alcan\u00e7ar a t\u00e3o sonhada estabilidade financeira. Quando tudo isso chegou, aos 39 anos, ela come\u00e7ou a tentar engravidar. \u201cVoc\u00ea foca no trabalho, o tempo passa e, como se sente bem fisicamente, jovial, acha que pode esperar, mas o rel\u00f3gio biol\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 bem assim.\u201d Com ajuda da fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro, Fabiana engravidou e deu \u00e0 luz Samuel e Mariah em dezembro, no mesmo dia em que fez 42 anos.<\/p>\n<p>Como Fabiana, cada vez mais brasileiras optam por ter filhos ap\u00f3s os 40 anos. Dados in\u00e9ditos do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que o n\u00famero de mulheres que foram m\u00e3es ap\u00f3s essa idade subiu 49,5% em 20 anos, passando de 51.603 em 1995 para 77.138 em 2015, dado mais recente dispon\u00edvel, divulgado em fevereiro.<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas de 2015 mostram que 72.290 dessas mam\u00e3es tinham entre 40 e 44 anos e outras 4.475 estavam na faixa et\u00e1ria dos 45 aos 49. Houve ainda 373 brasileiras que se aventuraram na maternidade ap\u00f3s os 50 \u2013 entre elas, 21 j\u00e1 eram sexagen\u00e1rias quando deram \u00e0 luz.<\/p>\n<p>Segundo Arnaldo Cambiaghi, m\u00e9dico especialista em reprodu\u00e7\u00e3o humana da cl\u00ednica IPGO, a hist\u00f3ria de Fabiana se repete entre a maioria das mulheres que adia a gravidez. \u201cBuscam melhor coloca\u00e7\u00e3o profissional e, al\u00e9m disso, acreditam que a medicina ser\u00e1 capaz de resolver qualquer problema, mas nem sempre \u00e9 assim. Embora a gravidez natural e saud\u00e1vel seja poss\u00edvel ap\u00f3s os 40, a dificuldade para engravidar e os riscos para a m\u00e3e e o beb\u00ea s\u00e3o reais.\u201d<\/p>\n<p>O m\u00e9dico Antonio Fernandes Moron, professor de obstetr\u00edcia da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo\u00a0e coordenador de medicina fetal do Hospital e Maternidade Santa Joana, ressalta que outra raz\u00e3o para adiar a gravidez \u00e9 a mudan\u00e7a nas din\u00e2micas dos relacionamentos afetivos. \u201cA mulher busca autonomia, independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao parceiro. N\u00e3o precisa se manter em um \u00fanico relacionamento desde jovem. A maternidade ap\u00f3s os 40 acontece muito entre as pessoas que est\u00e3o, por exemplo, no segundo casamento.\u201d<\/p>\n<p>Segundo especialistas, conforme aumenta a idade da mulher, crescem os riscos de doen\u00e7as na gravidez e de anomalias cong\u00eanitas ao beb\u00ea. Eles podem ser minimizados com cuidados com a sa\u00fade da gestante e exames que identificam poss\u00edveis muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas nas c\u00e9lulas reprodutoras.<\/p>\n<p>Foi por meio de um procedimento do tipo que a analista cont\u00e1bil Damaris de Souza Carvalho, de 49 anos, conseguiu engravidar dos g\u00eameos que espera para abril. Com a idade avan\u00e7ada e endometriose, ela fez tratamentos de reprodu\u00e7\u00e3o assistida por dez anos at\u00e9 que, em 2016, conseguiu gerar dois fetos saud\u00e1veis. Antes da fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro, seus embri\u00f5es foram submetidos a um exame que investiga altera\u00e7\u00f5es cromoss\u00f4micas. Por meio da investiga\u00e7\u00e3o, o m\u00e9dico consegue escolher os melhores embri\u00f5es para implantar no \u00fatero, o que reduz o risco de aborto e de anomalias cong\u00eanitas.<\/p>\n<p>\u201cQuase desisti, muitos m\u00e9dicos n\u00e3o me encorajavam, mas desde os 10 anos, quando brincava de boneca, sonhava em engravidar\u201d, conta. No caso de Damaris, n\u00e3o foi s\u00f3 a carreira que atrasou a maternidade. Logo que se casou, aos 28 anos, teve de cuidar do pai com c\u00e2ncer, perdeu um tio e um irm\u00e3o de forma tr\u00e1gica, assumiu os cuidados da filha do primeiro casamento do marido e, tr\u00eas anos depois, tamb\u00e9m passou a criar um sobrinho.<\/p>\n<p>\u201cEram as crian\u00e7as, trabalho, faculdade, perdas familiares. N\u00e3o tinha estrutura f\u00edsica nem emocional para engravidar. Quando, anos depois, o turbilh\u00e3o passou e eu estava perto dos 40, comecei a pensar em engravidar, mas foi a\u00ed que descobri a endometriose.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de j\u00e1 ter criado a enteada e o sobrinho, hoje adultos, Damaris diz que est\u00e1 curtindo agora as fases que nunca p\u00f4de viver. \u201cEstou podendo, de fato, ter a experi\u00eancia de gestar, pensar no parto, na amamenta\u00e7\u00e3o. Tudo isso \u00e9 novo para mim. Sempre acreditei que, depois da tempestade, viria a bonan\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>A banc\u00e1ria Fabiana, cujos beb\u00eas est\u00e3o com dois meses, confirma a felicidade. \u201cAlgumas pessoas falam que n\u00e3o teriam pique para ter uma crian\u00e7a mais velhos, mas acho que, mais importante que a condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, \u00e9 o amor e a energia que voc\u00ea passa para o seu filho. E os meus foram muito desejados.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter filhos sempre foi um dos sonhos da banc\u00e1ria Fabiana Galv\u00e3o Camargo Sarraf. Antes, por\u00e9m, ela queria construir uma carreira s\u00f3lida e alcan\u00e7ar a t\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":22214,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22765","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22765"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22765\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22766,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22765\/revisions\/22766"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}