{"id":22740,"date":"2017-03-03T00:27:22","date_gmt":"2017-03-03T03:27:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22740"},"modified":"2017-03-02T20:29:33","modified_gmt":"2017-03-02T23:29:33","slug":"colombia-cancela-contrato-de-obra-com-a-odebrecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/colombia-cancela-contrato-de-obra-com-a-odebrecht\/","title":{"rendered":"Col\u00f4mbia cancela contrato de obra com a Odebrecht"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Infraestrutura (ANI) da Col\u00f4mbia cancelou um contrato de constru\u00e7\u00e3o de uma rodovia com uma concession\u00e1ria que tem a participa\u00e7\u00e3o da Odebrecht, a empreiteira brasileira no centro do mais esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A ANI e a Concession\u00e1ria Rota do Sol S.A.S , da qual a Odebrecht faz parte, chegaram a um acordo para o t\u00e9rmino do contrato, assinado em dezembro de 2009 e atribu\u00eddo ap\u00f3s o pagamento de um suborno milion\u00e1rio, informou a ag\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;O acordo determina a revers\u00e3o da infraestrutura vi\u00e1ria do projeto acordado com a concession\u00e1ria, assim como o fim do contrato&#8221;, afirma um comunicado.<\/p>\n<p>Assim que receber o aval da justi\u00e7a para concluir o acordo, a revers\u00e3o tem in\u00edcio, com uma avalia\u00e7\u00e3o das obras no corredor vi\u00e1rio e das atividades pendentes do projeto, completa a nota.<\/p>\n<p>O contrato em quest\u00e3o \u00e9 um conv\u00eanio para a constru\u00e7\u00e3o da Rota do Sol &#8211; Trecho 2, um trajeto de mais de 500 quil\u00f4metros que liga o centro do pa\u00eds ao Caribe e que em 31 de dezembro registrava 54% de conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com a Procuradoria, para obter o contrato da obra, a empresa brasileira pagou uma propina de 6,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares ao ent\u00e3o vice-ministro dos Transportes Gabriel Garc\u00eda, que admitiu as acusa\u00e7\u00f5es ap\u00f3s sua deten\u00e7\u00e3o em janeiro.<\/p>\n<p>Garc\u00eda ocupou o cargo durante o governo de \u00c1lvaro Uribe (2002-2010), quando o contrato foi assinado.<\/p>\n<p>O acordo, alcan\u00e7ado ap\u00f3s &#8220;v\u00e1rias semanas de negocia\u00e7\u00f5es&#8221;, contempla que a concession\u00e1ria renuncia &#8220;expressamente a suas pretens\u00f5es econ\u00f4micas formuladas ante o tribunal de arbitragem que chegavam 700 bilh\u00f5es de pesos (quase 240 milh\u00f5es de d\u00f3lares)&#8221;.<\/p>\n<p>Na semana passada, a estatal Superintend\u00eancia de Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio ordenou \u00e0 ANI &#8220;dar por encerrado de maneira imediata o contrato por ter sido assinado em viola\u00e7\u00e3o a uma proibi\u00e7\u00e3o legal&#8221;.<\/p>\n<p>Por ordem da superintend\u00eancia, a ANI deve &#8220;estruturar e antecipar&#8221; uma nova licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica que assegure a execu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p>De acordo com o governo, a Odebrecht assinou tr\u00eas conv\u00eanios com o Estado colombiano: a Rota do Sol setor 2 em 2010, a via Porto Boyac\u00e1 &#8211; Chiquinquir\u00e1 (centro) em 2012 e outro para dar navegabilidade ao rio Magdalena, o afluente mais importante do pa\u00eds, em 2014.<\/p>\n<p>Pelos casos de corrup\u00e7\u00e3o Odebrecht foram detidos na Col\u00f4mbia o j\u00e1 citado Garc\u00eda, o ex-senador Otto Bula, acusado de favorecer um aditivo no contrato da Rota do Sol 2 em 2013, e o engenheiro Andr\u00e9s Cardona, por supostas propinas em uma obra em Bogot\u00e1 em 2009.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 sendo investigado o suposto uso de dinheiro da Odebrecht na campanha de reelei\u00e7\u00e3o do presidente Juan Manuel Santos, e de seu advers\u00e1rio, Oscar Iv\u00e1n Zuluaga, em 2014.<\/p>\n<p>Fonte: Uol<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Infraestrutura (ANI) da Col\u00f4mbia cancelou um contrato de constru\u00e7\u00e3o de uma rodovia com uma concession\u00e1ria que tem a participa\u00e7\u00e3o da Odebrecht,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18182,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22740","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22740"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22740\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22741,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22740\/revisions\/22741"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}