{"id":22652,"date":"2017-02-17T10:22:48","date_gmt":"2017-02-17T12:22:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22652"},"modified":"2017-02-17T10:22:48","modified_gmt":"2017-02-17T12:22:48","slug":"conteudo-local-tera-macrossegmentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/conteudo-local-tera-macrossegmentos\/","title":{"rendered":"Conte\u00fado local ter\u00e1 &#8216;macrossegmentos&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>O governo est\u00e1 perto de superar diverg\u00eancias internas e bater o martelo nas novas regras de conte\u00fado local para a 14\u00aa rodada de licita\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>Uma proposta de concilia\u00e7\u00e3o foi costurada nos \u00faltimos dias por iniciativa de duas pastas: o Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) e o Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (Mdic). Em vez de um \u00edndice global para o c\u00e1lculo de nacionaliza\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, como desejavam as petroleiras, a proposta prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de seis &#8220;macrossegmentos&#8221; de exig\u00eancias.<\/p>\n<p>Como h\u00e1 diferencia\u00e7\u00e3o entre blocos no mar e em terra, cada contrato teria quatro segmentos, no m\u00e1ximo. Hoje as exig\u00eancias est\u00e3o detalhadas em cerca de 90 itens e subitens, o que cria um cipoal de regras e gera uma prolifera\u00e7\u00e3o de certificadoras para comprovar se cada exig\u00eancia contratual foi seguida \u00e0 risca.<\/p>\n<p>De acordo com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, as discuss\u00f5es &#8220;caminham para um ponto de converg\u00eancia&#8221; e uma defini\u00e7\u00e3o final pode ocorrer na pr\u00f3xima quarta-feira. A expectativa era que houvesse um entendimento ainda ontem, em reuni\u00e3o na Casa Civil, mas ficou pendente uma quest\u00e3o que &#8220;surgiu l\u00e1 na hora&#8221;, segundo Coelho Filho.<\/p>\n<p>Na proposta elaborada pelo MME e pelo Mdic, a tentativa foi encontrar um caminho intermedi\u00e1rio entre os pedidos das operadoras de petr\u00f3leo por redu\u00e7\u00e3o das atuais exig\u00eancias e as fortes press\u00f5es da ind\u00fastria nacional por modera\u00e7\u00e3o no grau de abertura a fornecedores estrangeiros.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas &#8220;onshore&#8221;, seriam exigidos dois \u00edndices globais, ambos de 50%. Um valeria para a etapa de explora\u00e7\u00e3o; outro, para a etapa de desenvolvimento &#8211; mas com c\u00e1lculos segregados.<\/p>\n<p>Prevalece, no entanto, a ideia de ter \u00edndices segmentados nos blocos &#8220;offshore&#8221;. Na fase de explora\u00e7\u00e3o, haveria uma exig\u00eancia m\u00ednima de 18% para a nacionaliza\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os na fase de explora\u00e7\u00e3o. A fase de desenvolvimento ficaria com 25% na constru\u00e7\u00e3o de po\u00e7os mar\u00edtimos e passaria para 40% nas atividades de escoamento e produ\u00e7\u00e3o, o inclui os sistemas submarinos, conhecidos no mercado como &#8220;subseas&#8221;.<\/p>\n<p>A \u00fanica indefini\u00e7\u00e3o gira em torno do percentual nas unidades estacion\u00e1rias de produ\u00e7\u00e3o (plataformas mar\u00edtimas). Essa fase \u00e9 vista como fundamental para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico da ind\u00fastria e, por isso, ainda n\u00e3o houve consenso. Tr\u00eas percentuais s\u00e3o discutidos: 15%, 25% ou 30%.<\/p>\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o: na 13\u00aa rodada de licita\u00e7\u00f5es, que ocorreu em 2015, o conte\u00fado local exigido para \u00e1reas em terra variava de 70% a 77%. Para blocos &#8220;offshore&#8221;, as exig\u00eancias m\u00ednimas ficavam entre 37% e 51% na fase de explora\u00e7\u00e3o; na etapa de desenvolvimento, de 55% a 63%.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 evidente que vai ter uma flexibiliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vamos continuar nos \u00edndices praticados hoje em dia&#8221;, disse o ministro Coelho Filho, ap\u00f3s a reuni\u00e3o ontem na Casa Civil. Para ele, a defini\u00e7\u00e3o ser\u00e1 capaz de garantir atratividade dos leil\u00f5es de campos explorat\u00f3rios e reaquecer a produ\u00e7\u00e3o nacional local de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao in\u00edcio das discuss\u00f5es, mas com \u00edndices inferiores aos que est\u00e1vamos pleiteando&#8221;, afirma o diretor de competitividade e tecnologia da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), Jos\u00e9 Ricardo Roriz. Ele \u00e9 porta-voz do Movimento Produz Brasil, que re\u00fane federa\u00e7\u00f5es estaduais, associa\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria e sindicatos de trabalhadores que defendem as exig\u00eancias de conte\u00fado local.<\/p>\n<p>Para conquistar o apoio dos fornecedores que ainda relutam contra a redu\u00e7\u00e3o dos segmentos, a proposta de &#8220;concilia\u00e7\u00e3o&#8221; tamb\u00e9m inclui colocar \u00e0 mesa est\u00edmulos para pesquisa e desenvolvimento, ampliando o acesso a recursos j\u00e1 dispon\u00edveis para menos empresas, e equipara\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com concorrentes no exterior.<\/p>\n<p>J\u00e1 as petroleiras v\u00e3o obter, conforme pediam, a prorroga\u00e7\u00e3o do Repetro por 20 anos. O regime aduaneiro especial de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os para petr\u00f3leo e g\u00e1s vai ter sua validade estendida de 2019 para 2039. Essa sinaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 vinha sendo dada pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, mas n\u00e3o foi formalizada at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo est\u00e1 perto de superar diverg\u00eancias internas e bater o martelo nas novas regras de conte\u00fado local para a 14\u00aa rodada de licita\u00e7\u00f5es de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19106,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22652","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22652"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22652\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22653,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22652\/revisions\/22653"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}