{"id":22630,"date":"2017-02-15T14:12:24","date_gmt":"2017-02-15T16:12:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22630"},"modified":"2017-02-15T14:12:24","modified_gmt":"2017-02-15T16:12:24","slug":"fim-do-conteudo-local-e-danoso-diz-estudo-da-fiesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/fim-do-conteudo-local-e-danoso-diz-estudo-da-fiesp\/","title":{"rendered":"Fim do conte\u00fado local \u00e9 danoso, diz estudo da Fiesp"},"content":{"rendered":"<p>Estudo do Departamento de Competitividade da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) defende que a mudan\u00e7a das regras atuais de conte\u00fado local para explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s para um \u00edndice global \u00fanico reduziria a produ\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de empregos e a arrecada\u00e7\u00e3o gerada pela ind\u00fastria nacional de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Em discuss\u00e3o desde setembro do ano passado, a nova pol\u00edtica para conte\u00fado local deve ser definida amanh\u00e3, durante reuni\u00e3o que ser\u00e1 coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.<\/p>\n<p>As empresas de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s defendem a simplifica\u00e7\u00e3o das regras atuais que, segundo elas, geraram uma ind\u00fastria de multas, e a aplica\u00e7\u00e3o de um \u00edndice global, capaz de atrair investimentos e fomentar a cria\u00e7\u00e3o de cadeia de fornecedores com maior competitividade.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria fornecedora de bens e servi\u00e7os ao setor, por\u00e9m, rejeita a ideia de um \u00edndice global. Segundo o estudo da Fiesp, com \u00edndice global \u00fanico de 40%, o conte\u00fado local pode ser alcan\u00e7ado com zero de m\u00e1quinas e equipamentos produzidos internamente, o segmento industrial que mais agrega valor e mais gera empregos. No fornecimento de bens e servi\u00e7os para petr\u00f3leo e g\u00e1s, os servi\u00e7os respondem por 50% da demanda, e bens pelos demais 50%, sendo 20% em m\u00e1quinas e equipamentos e 30% em insumo como placas, partes e pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Hoje, aponta o estudo, com investimento de R$ 1 bilh\u00e3o na explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, a produ\u00e7\u00e3o interna de bens e servi\u00e7os do setor gera R$ 551 milh\u00f5es em contribui\u00e7\u00e3o para o PIB e 1.532 empregos. Se forem retiradas as regras de conte\u00fado local, o mesmo valor de investimento resultaria em R$ 43 milh\u00f5es para o PIB e 144 empregos. A arrecada\u00e7\u00e3o gerada em tributos cairia dos atuais R$ 521,5 milh\u00f5es para R$ 31 milh\u00f5es e o total dos sal\u00e1rios pagos, de R$ 293,9 milh\u00f5es para R$ 27,8 milh\u00f5es. Os impactos foram medidos para o m\u00e9dio e longo prazos, considerando que a demanda de bens passaria a ser 100% atendida pelas importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As atuais exig\u00eancias de conte\u00fado local vigoram desde 2005, quando as regras passaram a ser mais espec\u00edficas, com fiscaliza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) dos percentuais estabelecidos para cerca de 90 itens. O descumprimento dessas regras geraram multas que s\u00e3o alvo de cr\u00edticas das operadoras.<\/p>\n<p>Uma das ideias que chegou a ser oferecida pela ind\u00fastria na discuss\u00e3o das novas regras para o setor foi simplificar o modelo atual substituindo os 90 itens com \u00edndices de conte\u00fado locais para cinco segmentos: servi\u00e7os, infraestrutura, m\u00e1quinas e equipamentos, sistemas e engenharia de projetos. As multas seriam substitu\u00eddas por medidas compensat\u00f3rias. Mais recentemente, por\u00e9m, as operadoras do setor passaram a defender um \u00edndice \u00fanico e global de conte\u00fado local.<\/p>\n<p>Foi por conta da pol\u00edtica de conte\u00fado local, diz Jos\u00e9 Ricardo Roriz Coelho, diretor de competitividade da Fiesp, que muitas empresas multinacionais produtoras de petr\u00f3leo investiram no Brasil e as empresas nacionais se posicionaram para isso.<\/p>\n<p>Depois de um per\u00edodo de grande crescimento, o setor, aponta o estudo, foi afetado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, os problemas de gest\u00e3o da Petrobras e a queda de pre\u00e7os do petr\u00f3leo. A Petrobras reduziu os investimentos e suas encomendas de bens e servi\u00e7os. Entre 2014 e 2015, aponta a Fiesp, o n\u00famero de trabalhadores no setor recuou 14%, enquanto em toda a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o o recuou foi de 7,3%. A produ\u00e7\u00e3o do setor caiu 14,5% contra 10,8% de queda em toda a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje a Petrobras est\u00e1 voltando a investir, embora em n\u00edveis melhores do que os planejados anteriormente e todos t\u00eam interesse em voltar a produzir&#8221;, diz Roriz. O diretor da Fiesp ressalta que o conte\u00fado local foi adotado por pa\u00edses como Estados Unidos, Noruega e Reino Unido, o que contribuiu para o aumento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no longo prazo porque se manteve o conceito de adensamento da cadeia. &#8220;\u00c9 importante que a decis\u00e3o do governo n\u00e3o seja a de comprar onde \u00e9 mais barato&#8221;, diz ele. O que pesa contra a ind\u00fastria nacional, argumenta, \u00e9 o custo de se produzir no Brasil, o que ocasiona um diferencial m\u00e9dio de pre\u00e7os de 30% entre o produto nacional e importado.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do Departamento de Competitividade da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) defende que a mudan\u00e7a das regras atuais de conte\u00fado local&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19555,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22630","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22630"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22630\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22631,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22630\/revisions\/22631"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}