{"id":22530,"date":"2017-02-07T06:57:18","date_gmt":"2017-02-07T08:57:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22530"},"modified":"2017-02-07T06:57:18","modified_gmt":"2017-02-07T08:57:18","slug":"producao-da-volks-em-2016-foi-a-menor-em-25-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/producao-da-volks-em-2016-foi-a-menor-em-25-anos\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o da Volks em 2016 foi a menor em 25 anos"},"content":{"rendered":"<p>Dona de um dos maiores parques industriais do Brasil, a Volkswagen\u00a0terminou o ano passado com o menor n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o em 25 anos, mostram dados publicados pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea).<\/p>\n<p>A montadora, que tem sido a mais afetada pela queda na venda de ve\u00edculos, tamb\u00e9m foi prejudicada por atrasos e interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento de pe\u00e7as em diversos momentos de 2016, vendo-se obrigada a trocar de fornecedor.<\/p>\n<p>A empresa alem\u00e3, que tem tr\u00eas f\u00e1bricas espalhadas pelo Brasil e em 2010 chegou a produzir cerca de 1 milh\u00e3o de ve\u00edculos leves (autom\u00f3veis e comerciais leves), fabricou menos de um ter\u00e7o disso em 2016, ou seja, 324,8 mil unidades.<\/p>\n<p>Volume menor que esse s\u00f3 em 1991, quando foram produzidos 287,3 mil ve\u00edculos leves. Em rela\u00e7\u00e3o a 2015, quando a produ\u00e7\u00e3o atingiu 422,5 mil unidades, a queda \u00e9 de 23%, a maior retra\u00e7\u00e3o entre as principais montadoras.<\/p>\n<p>Um dos motivos que levaram a Volkswagen a ser a montadora que mais reduziu a produ\u00e7\u00e3o foi o fato de que suas linhas de montagem se concentram em ve\u00edculos populares, voltados ao consumidor de menor renda.<\/p>\n<p>Este, que precisa de emprego e cr\u00e9dito para adquirir um carro novo, evitou fazer esse tipo de compra durante esta crise econ\u00f4mica, per\u00edodo no qual o desemprego atinge n\u00edveis recordes, e os bancos, com medo da inadimpl\u00eancia, est\u00e3o mais rigorosos na aprova\u00e7\u00e3o de financiamentos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, atrasos no fornecimento de bancos por parte da empresa Keiper, do grupo Prevent, obrigaram a Volkswagen a interromper a produ\u00e7\u00e3o em diversos momentos.<\/p>\n<p>O problema come\u00e7ou em 2015, mas se tornou mais grave ao longo de 2016. Com o fim do contrato entre as duas empresas, a Volkswagen chegou a ficar parte de agosto e setembro sem produzir. A montadora estimou que as interrup\u00e7\u00f5es for\u00e7adas impediram a produ\u00e7\u00e3o de cerca de 150 mil ve\u00edculos.<\/p>\n<p>A falta de fornecedor acabou prejudicando tamb\u00e9m as exporta\u00e7\u00f5es. No ano em que o setor como um todo elevou as vendas para o exterior, em um esfor\u00e7o para driblar a queda interna, a Volkswagen foi a \u00fanica que teve recuo nos embarques.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis e comerciais leves da montadora ca\u00edram 14,7% em 2016, para 106,5 mil unidades. Mesmo assim, a empresa segue como a maior exportadora de ve\u00edculos do Brasil.<\/p>\n<p>O fornecimento come\u00e7ou a se normalizar em outubro, quando a Volkswagen j\u00e1 tinha uma nova fornecedora, a Amvian.<\/p>\n<p>Problemas como o da Volkswagen, que tamb\u00e9m foram enfrentados pela Fiat, levaram a Anfavea, que representa as montadoras, a colocar esse tema em pauta nas discuss\u00f5es com o governo.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que uma pol\u00edtica setorial a ser elaborada pelo governo, com previs\u00e3o para entrar em vigor em 2018, no lugar do Inovar-Auto, priorize medidas que ajudem as empresas de autope\u00e7as a se tornarem mais sustent\u00e1veis no longo prazo.<\/p>\n<p>Por serem mais fr\u00e1geis que as montadoras, estas empresas tiveram maior dificuldade para enfrentar a crise.<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dona de um dos maiores parques industriais do Brasil, a Volkswagen\u00a0terminou o ano passado com o menor n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o em 25 anos, mostram dados&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19069,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22530","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22530"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22530\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22531,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22530\/revisions\/22531"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19069"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}