{"id":22433,"date":"2017-01-31T08:56:17","date_gmt":"2017-01-31T10:56:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22433"},"modified":"2017-01-31T08:56:17","modified_gmt":"2017-01-31T10:56:17","slug":"megaleilao-do-pre-sal-sera-antecipado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/megaleilao-do-pre-sal-sera-antecipado\/","title":{"rendered":"Megaleil\u00e3o do pr\u00e9-sal ser\u00e1 antecipado"},"content":{"rendered":"<p>O governo prepara um megaleil\u00e3o de \u00e1reas explorat\u00f3rias do pr\u00e9-sal em novembro. Ser\u00e1 a quarta e a maior licita\u00e7\u00e3o no setor de petr\u00f3leo neste ano, o que, na avalia\u00e7\u00e3o do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, pode elevar muito a arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o com b\u00f4nus do setor, inicialmente prevista para R$ 4,5 bilh\u00f5es. Ele ressalta que medidas adotadas pelo governo, como a mudan\u00e7a nas exig\u00eancias de conte\u00fado local, visam aumentar a competitividade do Pa\u00eds para atrair investidores internacionais para a disputa.<\/p>\n<p>\u201cPara atrair outras empresas, como a ExxonMobil e outras grandes, e eles est\u00e3o de olho no pr\u00e9-sal, a ideia seria colocar novas \u00e1reas e, em vez de esperar 2018, fazermos em 2017\u201d, diz o ministro ao Broadcast, sistema de not\u00edcias em tempo real do Grupo Estado. O governo ainda n\u00e3o tem uma estimativa de arrecada\u00e7\u00e3o para essa licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As \u00e1reas que ser\u00e3o ofertadas no leil\u00e3o ainda n\u00e3o foram definidas, mas devem ser apresentadas em fevereiro pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edveis (ANP), segundo o ministro. Em mar\u00e7o, o governo pretende aprovar o leil\u00e3o em reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE). \u201cAssim, podemos marcar a licita\u00e7\u00e3o para novembro.\u201d<\/p>\n<p>O ministro defende que a antecipa\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o \u00e9 a melhor forma de atrair grandes investidores. Em maio, a Uni\u00e3o far\u00e1 um leil\u00e3o de \u00e1reas explorat\u00f3rias em terra (onshore); em junho, ser\u00e3o leiloadas \u00e1reas no entorno de quatro blocos j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o no pr\u00e9-sal (Carcar\u00e1, Sapinho\u00e1, Tartaruga Verde e Gato do Mato, todas na Bacia de Santos) e, em setembro, haver\u00e1 a 14.\u00aa rodada de blocos mar\u00edtimos, mas no p\u00f3s-sal (mais pr\u00f3ximos da superf\u00edcie, embora alguns tamb\u00e9m em \u00e1guas profundas).<\/p>\n<p>O governo n\u00e3o prev\u00ea, contudo, novos investidores na licita\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-sal marcada para junho, porque s\u00e3o \u00e1reas unitiz\u00e1veis (fazem parte de blocos j\u00e1 explorados onde foi verificado que o reservat\u00f3rio de petr\u00f3leo se estende para \u00e1reas fora do per\u00edmetro da concess\u00e3o).<\/p>\n<p>Limites. Nesses campos, o volume de reservas que ultrapassam os limites geogr\u00e1ficos das concess\u00f5es avan\u00e7a sobre locais que pertencem \u00e0 Uni\u00e3o. E, por fazerem parte do pol\u00edgono do pr\u00e9-sal, j\u00e1 devem ser exploradas sob outro regime, o de partilha.<\/p>\n<p>Parte desses campos j\u00e1 tem dono. Gato do Mato pertence \u00e0 Shell, e Carcar\u00e1 \u00e0 Statoil. No fim de 2016, a Petrobr\u00e1s iniciou negocia\u00e7\u00f5es para vender 50% de Tartaruga Verde \u00e0 Karoon Gas Australia, mas a conclus\u00e3o foi suspensa por uma liminar do sindicato dos petroleiros. O campo de Sapinho\u00e1 \u00e9 da Petrobr\u00e1s. \u201cComo essas quatro \u00e1reas j\u00e1 t\u00eam operadores, e para poder explorar a mesma \u00e1rea \u00e9 preciso ter um acordo com o operador daquela \u00e1rea, provavelmente elas ser\u00e3o arrematadas por quem j\u00e1 \u00e9 operador ou por quem est\u00e1 negociando com eles.\u201d<\/p>\n<p>Embora a Petrobr\u00e1s possa exercer o direito de prefer\u00eancia para explora\u00e7\u00e3o desses campos, retirando essas \u00e1reas do leil\u00e3o, o ministro considera essa possibilidade remota. \u201cA Statoil comprou a parte da Petrobr\u00e1s no campo de Carcar\u00e1 e j\u00e1 \u00e9 majorit\u00e1ria. Ent\u00e3o, \u00e9 muito pouco prov\u00e1vel que outra empresa compre o entorno de Carcar\u00e1.\u201d<\/p>\n<p>Dos R$ 4,5 bilh\u00f5es a serem arrecadados com leil\u00f5es de petr\u00f3leo e g\u00e1s, entre R$ 3 bilh\u00f5es e R$ 3,5 bilh\u00f5es devem vir dessas quatro \u00e1reas. Outras duas licita\u00e7\u00f5es, de \u00e1reas terrestres, em maio, e a 14.\u00aa rodada do p\u00f3s-sal, em setembro, devem contribuir com mais R$ 1 bilh\u00e3o. Para o ministro das Minas e Energia, o foco do governo ser\u00e1 a atra\u00e7\u00e3o de investimentos de longo prazo. E chegou a fazer um paralelo com a pol\u00eamica envolvendo os royalties do petr\u00f3leo. \u201cTalvez seja melhor receber um pouco menos de royalty e ter muito mais investimento com o sucesso do leil\u00e3o de novembro.\u201d<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, o governo s\u00f3 realizou um leil\u00e3o no pr\u00e9-sal. Licitado em 2013, o campo de Libra foi arrematado, sem concorr\u00eancia, por um cons\u00f3rcio formado pela Petrobr\u00e1s, Shell, Total e as chinesas CNPC e CNOOC.<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo prepara um megaleil\u00e3o de \u00e1reas explorat\u00f3rias do pr\u00e9-sal em novembro. 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