{"id":22399,"date":"2017-01-26T09:31:47","date_gmt":"2017-01-26T11:31:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22399"},"modified":"2017-01-26T09:31:47","modified_gmt":"2017-01-26T11:31:47","slug":"porto-de-santos-registra-queda-de-51-na-movimentacao-de-cargas-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/porto-de-santos-registra-queda-de-51-na-movimentacao-de-cargas-em-2016\/","title":{"rendered":"Porto de Santos registra queda de 5,1% na movimenta\u00e7\u00e3o de cargas em 2016"},"content":{"rendered":"<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de cargas no Porto de Santos caiu 5,1% no ano passado, totalizando 113,815 milh\u00f5es de toneladas. O resultado foi motivado pela diminui\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es, principalmente as de milho, reduzidas pela metade (-49,7%).<\/p>\n<p>Apesar disso, o total obtido em 2016 foi o terceiro melhor na hist\u00f3ria do complexo portu\u00e1rio, perdendo apenas para 2015 (119,93 milh\u00f5es de toneladas) e 2013 (114,1 milh\u00f5es de toneladas).<\/p>\n<p>Os dados integram o relat\u00f3rio final das opera\u00e7\u00f5es do Porto no ano passado, divulgado ontem pela Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp), a Autoridade Portu\u00e1ria de Santos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, a Codesp chegou a divulgar uma proje\u00e7\u00e3o para o fechamento do \u00faltimo exerc\u00edcio, estimando um total de 113,4 milh\u00f5es de toneladas \u2013 em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero anunciado ontem, uma diferen\u00e7a de 400 mil toneladas (equivalente ao peso de 19 cont\u00eaineres de 20 p\u00e9s cheios) . No come\u00e7o do ano passado, a expectativa da Docas era bem mais otimista. O valor calculado chegava a 119,6 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Diante dos n\u00fameros oficiais de 2016, o diretor-presidente da Codesp, Jos\u00e9 Alex Oliva, afirmou que \u201cesse volume, apesar de representar uma redu\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com o apurado em 2015, devido, principalmente, \u00e0 expressiva queda nos embarques de milho, foi concretizado num cen\u00e1rio econ\u00f4mico global adverso, mostrando o bom desempenho do Porto de Santos, inclusive, em situa\u00e7\u00f5es adversas\u201d.<\/p>\n<p>O diretor de Rela\u00e7\u00f5es com o Mercado e Comunidade, Cleveland Lofrano, apontou outro fator para esse resultado \u2013 a diminui\u00e7\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es com cargas conteinerizadas, afetadas por fatores conjunturais, como a valoriza\u00e7\u00e3o do Real, que afetou a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de maior valor agregado, em um cen\u00e1rio global de demanda ainda reprimida.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio da Docas, as exporta\u00e7\u00f5es somaram 81,42 milh\u00f5es de toneladas, 7% abaixo do contabilizado no ano passado (87,56 milh\u00f5es de toneladas). As importa\u00e7\u00f5es atingiram 32,39 milh\u00f5es de toneladas, 0,1% acima das descargas verificadas em 2015 (32,366 milh\u00f5es de toneladas).<\/p>\n<p>As commodities agr\u00edcolas continuaram a se destacar no complexo mar\u00edtimo. Os embarques de a\u00e7\u00facar somaram 20,25 milh\u00f5es de toneladas, 11,4% a mais do que no ano passado, enquanto os do complexo soja chegaram a 19,12 milh\u00f5es de toneladas, com uma alta de 7,6%. \u201cOs embarques de a\u00e7\u00facar e soja em gr\u00e3os contribu\u00edram para amenizar a queda na movimenta\u00e7\u00e3o, favorecidos por uma boa safra e pre\u00e7os internacionais em recupera\u00e7\u00e3o\u201d, comentou Lofrano.<\/p>\n<p>Apesar da queda, 2016 foi o terceiro melhor ano em movimenta\u00e7\u00f5es, perdendo para 2013 e 2015<br \/>Na importa\u00e7\u00e3o, o adubo liderou as opera\u00e7\u00f5es, com 3,54 milh\u00f5es de toneladas descarregadas, 47,4% a mais do que no ano anterior.<\/p>\n<p>A carga conteinerizada somou 3,56 milh\u00f5es de TEU (unidade equivalente a um cont\u00eainer de 20 p\u00e9s), 5,7% abaixo do total verificado no ano passado (3,779 milh\u00f5es de TEU). Em tonelagem, a queda foi menor, de 1,9%, totalizando 40,42 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Durante o ano, o Porto de Santos teve 4.723 atraca\u00e7\u00f5es, 8,2% menos do que as 5.144 escalas de 2015.<\/p>\n<p><strong>Crises e clima explicam queda<\/strong><\/p>\n<p>A queda de 5,1% na movimenta\u00e7\u00e3o de cargas do Porto de Santos no ano passado \u00e9 reflexo de tr\u00eas fatores. Al\u00e9m da recess\u00e3o econ\u00f4mica e da crise pol\u00edtica, especialistas no setor apontam ainda quest\u00f5es clim\u00e1ticas como causas da redu\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es no cais santista.<\/p>\n<p>Para o consultor portu\u00e1rio Fabr\u00edzio Pierdom\u00eanico, o Porto de Santos \u00e9 muito sens\u00edvel \u00e0s varia\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, principalmente no caso das movimenta\u00e7\u00f5es de cont\u00eaineres. O que agrava mais ainda a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato das caixas met\u00e1licas terem um peso muito grande nas opera\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>No ano passado, o movimento de cargas conteinerizadas somou 3,5 milh\u00f5es de TEU (unidade equivalente a um cont\u00eainer de 20 p\u00e9s) e ficou 5,7% abaixo do total verificado no ano anterior, 3,7 milh\u00f5es de TEU,<\/p>\n<p>\u201cVejo duas vertentes. A primeira tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com a recess\u00e3o econ\u00f4mica, a desacelera\u00e7\u00e3o da economia, com a queda do PIB (Produto Interno Bruto). Tudo isso acaba afetando, em especial, as cargas de valor agregado. Neste caso, estamos falando de con-t\u00eaineres\u201d, disse Pierdom\u00eanico.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do consultor portu\u00e1rio Marcos Vendramini, a quest\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 economia, com a redu\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo do brasileiro, que est\u00e1 associada \u00e0s importa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, as incertezas pol\u00edticas afetaram o desempenho do Brasil no mercado internacional. \u201c2016 n\u00e3o foi ruim. Foi terr\u00edvel. A gente est\u00e1 torcendo para que este ano seja apenas ruim e bem diferente do ano passado. Se o governo sinalizar bem na parte de concess\u00f5es e infraestrutura, continuando a queda de juros, n\u00f3s podemos come\u00e7ar a retomar (o crescimento da economia) l\u00e1 pelo final do ano\u201d, afirmou Vendramini.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Operadores Portu\u00e1rios (Fenop), S\u00e9rgio Aquino, a redu\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es com cont\u00eaineres produz um efeito cascata que tamb\u00e9m prejudica os servi\u00e7os relacionados. Entre eles, est\u00e3o o desempenho dos terminais retroportu\u00e1rios e o desembara\u00e7o de mercadorias. \u201cA economia da regi\u00e3o vem sofrendo em fun\u00e7\u00e3o dessa queda\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Aquino, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 queda na movimenta\u00e7\u00e3o de gran\u00e9is s\u00f3lidos de origem vegetal, \u00e9 preciso analisar os dados dos anos anteriores. Isto porque as opera\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os cresceram quando o milho passou a se destacar na safrinha \u2013per\u00edodo ap\u00f3s a colheita de soja, em que os produtores aproveitam a terra para uma nova planta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo passado, se fez alarde sobre os recordes de movimenta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, influenciados pela safra de milho. No entanto, foi um fato at\u00edpico, que precisa ser visto desta forma. O foco tem que ser o complexo soja\u201d, destacou Aquino.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de cargas no Porto de Santos caiu 5,1% no ano passado, totalizando 113,815 milh\u00f5es de toneladas. 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