{"id":22297,"date":"2017-01-17T00:42:36","date_gmt":"2017-01-17T02:42:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22297"},"modified":"2017-01-11T17:44:45","modified_gmt":"2017-01-11T19:44:45","slug":"estudo-analisa-rebocadores-para-otimizar-operacao-no-porto-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estudo-analisa-rebocadores-para-otimizar-operacao-no-porto-de-santos\/","title":{"rendered":"Estudo analisa rebocadores para otimizar opera\u00e7\u00e3o no Porto de Santos"},"content":{"rendered":"<p>Analisar a capacidade operacional dos rebocadores que prestam servi\u00e7os no Porto de Santos foi o objetivo de um Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) que est\u00e1 sendo elaborado por alunos do curso de Gest\u00e3o Portu\u00e1ria da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Baixada Santista &#8211; Rubens Lara, em Santos. Na primeira etapa da pesquisa, os estudantes avaliaram os tempos de manobras de atraca\u00e7\u00e3o no cais santista.<\/p>\n<p>A partir dessa an\u00e1lise inicial, os alunos produzir\u00e3o artigos que servir\u00e3o como base para o projeto final. T\u00e1bata Gon\u00e7alves, Natalia Santos Silva e Priscila Souza s\u00e3o as alunas respons\u00e1veis pelo trabalho. Elas s\u00e3o orientadas pelo professor Ricardo Reiff.<\/p>\n<p>A primeira parte da pesquisa foi montar uma simula\u00e7\u00e3o com uma metodologia de observa\u00e7\u00e3o e cronometragem. Durante alguns dias, a entrada de navios foi cronometrada a partir da regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 Fortaleza da Barra at\u00e9 a bacia de evolu\u00e7\u00e3o dos terminais portu\u00e1rios. O objetivo foi identificar quanto tempo levava esse processo.<\/p>\n<p>\u201cInicialmente, foram analisados os tipos de rebocadores que existem no Porto, que seriam apenas os azimutais. Eles t\u00eam a possibilidade de fazer manobras em 360 graus, o que possibilita que a atraca\u00e7\u00e3o seja feita de maneira mais r\u00e1pida do que os convencionais\u201d, destacou T\u00e1bata.<\/p>\n<p>Foram duas semanas de observa\u00e7\u00e3o, no final de novembro passado. De acordo com Tabata, neste per\u00edodo, o Porto de Santos recebeu entre 40 e 50 navios por dia. No entanto, destes, apenas 30 atracaram.<\/p>\n<p>Cais santista conta com o total de 15 rebocadores, de diferentes empresas (Foto: Luigi Bongiovanni)<br \/>O que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o das estudantes nesta primeira fase da pesquisa foram os atrasos. Entre os navios que trafegaram no canal de navega\u00e7\u00e3o do Porto em dire\u00e7\u00e3o aos terminais, entre nove e 15 embarca\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguiram atracar no hor\u00e1rio previsto.<\/p>\n<p>Segundo a estudante, o maior gargalo \u00e9 percebido entre a boia 3 e a Fortaleza da Barra. Este \u00e9 ponto em que os navios mais esperam pelo servi\u00e7o dos rebocadores no Porto.<\/p>\n<p>\u201cPossivelmente esse problema se d\u00e1 por conta dos ber\u00e7os que devem estar sendo desocupados ou preparados para o recebimento desses navios, ou tamb\u00e9m pelo fato do nosso canal de acesso n\u00e3o possibilitar a entrada e sa\u00edda simult\u00e2nea de navios por conta dele ser estreito e sinuoso. Existe essa espera para que possa ser aprovada a entrada desses navios\u201d, explicou T\u00e1bata.<\/p>\n<p>Problemas clim\u00e1ticos tamb\u00e9m podem ter afetado o planejamento de atraca\u00e7\u00e3o dos navios. Isto porque, durante a realiza\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es e das cronometragens, uma forte ressaca atingiu a Ponta da Praia.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Planejar a atraca\u00e7\u00e3o dos navios, de acordo com a tecnologia utilizada pela embarca\u00e7\u00e3o e com a localiza\u00e7\u00e3o dos terminais, pode ser a sa\u00edda para a solu\u00e7\u00e3o do gargalo nas manobras de atraca\u00e7\u00e3o no cais santista. Esta \u00e9 uma sugest\u00e3o do grupo de alunos da Fatec que elaborou a pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cOs terminais que possuem movimenta\u00e7\u00e3o maior poderiam ter planejamento e at\u00e9 uma prioridade no momento de atracar. Se tivesse algum outro navio na fila que precisasse atracar nesses primeiros terminais e n\u00e3o possu\u00edsse essa tecnologia, eles poderiam fazer uma troca\u201d, explicou T\u00e1bata.<\/p>\n<p>A aluna se refere \u00e0 tecnologia Bow Thruster, um tipo de equipamento propulsor que garante maior manobrabilidade \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es. O termo pode ser traduzido como propulsor para manobras. O aparelho \u00e9 formado por um h\u00e9lice lateral embutido dentro de um t\u00fanel no casco da proa. O dispositivo \u00e9 muito \u00fatil nas manobras para atracar uma embarca\u00e7\u00e3o lateralmente.<\/p>\n<p>\u201cCom o Bow Thruster, (um navio) consegue ir sozinho da Fortaleza (da Barra) at\u00e9 o terminal, sem o rebocador. No entanto, quando chega no terminal, ele precisa dos rebocadores, no m\u00ednimo tr\u00eas, para encost\u00e1-lo no terminal e come\u00e7ar a movimenta\u00e7\u00e3o. Em caso de navios antigos, eles precisavam dos quatro rebocadores e a manobra dele demorava bem mais porque ele n\u00e3o possui a tecnologia. Essas embarca\u00e7\u00f5es comprometem canal inteiro e provocam grandes diferen\u00e7as nas programa\u00e7\u00f5es\u201d, explicou a estudante de Gest\u00e3o Portu\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3xima etapa abordar\u00e1 aproveitamento da frota<\/strong><\/p>\n<p>A segunda etapa do trabalho que est\u00e1 sendo elaborado pelas alunas da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Baixada Santista &#8211; Rubens Lara prev\u00ea a an\u00e1lise do aproveitamento da frota de rebocadores do Porto de Santos. Atualmente, 15 embarca\u00e7\u00f5es prestam esse servi\u00e7o no cais santista, segundo o levantamento inicial dos estudantes.<\/p>\n<p>\u201cFoi percept\u00edvel que a gente n\u00e3o usa a nossa capacidade total. A gente n\u00e3o tem navio para tudo isso e tamb\u00e9m ainda h\u00e1 entraves nesse processo, que acabaram impossibilitando a entrada dos 50 navios em 24 horas\u201d, explicou a estudante T\u00e1bata Gon\u00e7alves, que realiza esse estudo ao lado de Natalia Santos Silva e Priscila Souza, as tr\u00eas do curso de Gest\u00e3o Portu\u00e1ria. Elas s\u00e3o orientadas pelo professor Ricardo Reiff.<\/p>\n<p>A aluna explica que, se os terminais investirem em efici\u00eancia operacional, a utiliza\u00e7\u00e3o dos rebocadores pode ser otimizada. Isto porque os gargalos n\u00e3o s\u00e3o restritos \u00e0s manobras, que s\u00e3o processos \u00e1geis. \u201cA utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias pelos terminais e a adequa\u00e7\u00e3o de equipamentos s\u00e3o necess\u00e1rias para melhorar as opera\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Para identificar qual \u00e9 a taxa de aproveitamento dos rebocadores do Porto, o grupo pretende utilizar simula\u00e7\u00f5es. \u201cNa minha conta, vai dar uma m\u00e9dia de 120 navios por 24 horas, mas eu ainda estou melhorando a simula\u00e7\u00e3o. Ainda preciso trabalhar tamb\u00e9m com os outros entraves, que podem ser a parte burocr\u00e1tica, porque, at\u00e9 ent\u00e3o, eu s\u00f3 analisei o ambiente mar\u00edtimo portu\u00e1rio, muito embora eu saiba que as opera\u00e7\u00f5es em terra e a efic\u00e1cia dos terminais tamb\u00e9m influenciam muito\u201d, explicou T\u00e1bata.<\/p>\n<p><strong>Dificuldades<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o professor Ricardo Reiff, a dificuldade em encontrar dados operacionais do Porto \u00e9 um grande entrave para as pesquisas acad\u00eamicas. \u201cPercebi, atrav\u00e9s da aluna, a dificuldade em colher dados reais. Ela fez uma coisa que dificilmente os alunos fazem, que \u00e9 observar. O trabalho est\u00e1 muito pr\u00f3ximo do real, mas o ideal \u00e9 que tivesse uma fonte de informa\u00e7\u00e3o precisa. O resultado seria mais preciso\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para Reiff, isso \u00e9 reflexo do grande n\u00famero de entes que atuam no setor. \u201cQuando voc\u00ea analisa o problema, quem \u00e9 dono do problema esconde a informa\u00e7\u00e3o. Cada setor tem uma vis\u00e3o diferente do processo\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna Online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analisar a capacidade operacional dos rebocadores que prestam servi\u00e7os no Porto de Santos foi o objetivo de um Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17794,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22297"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22298,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22297\/revisions\/22298"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}