{"id":22227,"date":"2017-01-11T00:22:33","date_gmt":"2017-01-11T02:22:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22227"},"modified":"2017-01-07T11:23:49","modified_gmt":"2017-01-07T13:23:49","slug":"importacao-recua-20-e-balanca-bate-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/importacao-recua-20-e-balanca-bate-recorde\/","title":{"rendered":"Importa\u00e7\u00e3o recua 20% e balan\u00e7a bate recorde"},"content":{"rendered":"<p>A balan\u00e7a comercial brasileira teve o maior super\u00e1vit da hist\u00f3ria em 2016, ao fechar o ano com um saldo positivo de US$ 47,692 bilh\u00f5es. O Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (Mdic) projeta que o resultado de 2017 deve &#8220;ficar no mesmo patamar, com aumento nas exporta\u00e7\u00f5es e nas importa\u00e7\u00f5es&#8221;, de acordo com o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior, Abr\u00e3o Neto.<\/p>\n<p>O resultado do \u00faltimo ano se deve a US$ 185,244 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es e US$$ 137,552 bilh\u00f5es em importa\u00e7\u00f5es. Assim o desempenho hist\u00f3rico da balan\u00e7a comercial em 2016 se deve a uma queda menor nas exporta\u00e7\u00f5es do que nas importa\u00e7\u00f5es. Na compara\u00e7\u00e3o entre os dois \u00faltimos anos, as exporta\u00e7\u00f5es ca\u00edram 3,5% na m\u00e9dia di\u00e1ria enquanto as importa\u00e7\u00f5es recuaram 20,1%.<\/p>\n<p>Embora o super\u00e1vit seja importante para as contas externas, a queda das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es, ressaltam analistas, fez encolher, pelo terceiro ano consecutivo, a corrente de com\u00e9rcio. Os embarques e desembarques brasileiros em 2016 somaram US$ 322,79 bilh\u00f5es, a pior corrente de com\u00e9rcio desde 2009, quando esse resultado foi de US$ 280,72 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A corrente de com\u00e9rcio, explica Rafael Bistafa, economista da Rosenberg &amp; Associados, \u00e9 importante indicador do dinamismo do com\u00e9rcio e da economia dom\u00e9stica. A expectativa para este ano \u00e9 de in\u00edcio de recupera\u00e7\u00e3o desse resultado. O super\u00e1vit de US$ 47,69 bilh\u00f5es de 2016, diz ele, veio dentro da expectativa da consultoria.<\/p>\n<p>Para este ano, afirma Bistafa, as proje\u00e7\u00f5es da consultoria indicam saldo positivo de US$ 40 bilh\u00f5es, com alta de 7,5% nas importa\u00e7\u00f5es e de 3% nas exporta\u00e7\u00f5es. As estimativas levam em conta um crescimento de 1% do PIB e d\u00f3lar a R$ 3,50 ao fim deste ano. Realizando\u00adse as proje\u00e7\u00f5es, diz o economista, teremos em 2017 o primeiro ano com eleva\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es desde 2011 e o in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o da corrente de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior, o super\u00e1vit de 2016 foi muito positivo pela contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s contas externas. Segundo ele, a queda nas exporta\u00e7\u00f5es se deve \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de 6,2% nos pre\u00e7os dos produtos vendidos ao exterior pelo Brasil, j\u00e1 que &#8220;houve aumento das quantidades exportadas em 2,9%&#8221;.<\/p>\n<p>Nas importa\u00e7\u00f5es, afirma Abr\u00e3o Neto, o comportamento \u00e9 diferente. &#8220;H\u00e1 queda tanto em pre\u00e7os \u00ad de 9%, que se explica por contexto internacional \u00ad quanto na quantidade, de 12,2%, que se explica em parte por conta da desacelera\u00e7\u00e3o da economia&#8221;. A conta\u00adpetr\u00f3leo teve resultado positivo pela primeira vez em duas d\u00e9cadas e foi crucial para engordar o super\u00e1vit recorde da balan\u00e7a em 2016. A conta\u00adpetr\u00f3leo considera apenas as exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es do hidrocarboneto e seus derivados. O com\u00e9rcio desses produtos terminou 2015 com super\u00e1vit de US$ 410 milh\u00f5es para o Brasil. A queda de 43,1% na importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis e lubrificantes puxou a melhoria da conta.<\/p>\n<p>Segundo Abr\u00e3o Neto, tamb\u00e9m houve redu\u00e7\u00e3o na exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em bruto, mas em ritmo bem inferior (\u00ad14,8%). &#8220;O saldo positivo se explica primeiro pela redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do petr\u00f3leo, o menor desde 2004. O Brasil \u00e9 importador l\u00edquido de petr\u00f3leo e derivados e portanto redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os influencia de forma mais significativa o lado das importa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, houve um &#8220;aumento na quantidade das exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo, decorrente, entre outros fatores, do aumento da produ\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, disse o secret\u00e1rio. A atividade econ\u00f4mica em queda no Brasil tamb\u00e9m contribuiu para diminuir a importa\u00e7\u00f5es desses produtos. &#8220;O super\u00e1vit de 2016 \u00e9 conjuntural e n\u00e3o estrutural [da conta\u00adpetr\u00f3leo]. Apesar dos aumentos consecutivos de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, a tend\u00eancia \u00e9 que, no curto e m\u00e9dio prazos, o Brasil continue sendo importador l\u00edquido de petr\u00f3leo e derivados.&#8221;<\/p>\n<p>Para 2017, o minist\u00e9rio projeta desempenho semelhante a 2016, mas n\u00e3o estabeleceu um n\u00famero preciso. Esse movimento deve ser o resultado de um crescimento tanto nas importa\u00e7\u00f5es quanto nas exporta\u00e7\u00f5es, disse o secret\u00e1rio. Ele listou uma s\u00e9rie de eventos que influenciar\u00e3o esse resultado.<\/p>\n<p>O aumento da safra de gr\u00e3os ser\u00e1 determinante, disse ele, embora os pre\u00e7o sejam um fator de incerteza por conta da expectativa de alta na produ\u00e7\u00e3o mundial de soja e milho. &#8220;H\u00e1 tamb\u00e9m uma expectativa de melhora dos pre\u00e7os das commodities minerais. Teve aumento nos \u00faltimos tr\u00eas meses do pre\u00e7o de petr\u00f3leo e nos \u00faltimos quatro meses do min\u00e9rio doe ferro. Essa melhora influencia nas exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es&#8221;, apontou. Al\u00e9m disso, Abr\u00e3o Neto apontou expectativa de crescimento da economia e com\u00e9rcio mundial em patamares superiores a 2016, embora ainda de forma lenta.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m devem ser impactadas pela &#8220;retomada do crescimento da economia&#8221;, o que leva a uma alta nos desembarques. J\u00e1 a taxa de c\u00e2mbio, avaliou, deve permanecer no mesmo n\u00edvel de 2016.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A balan\u00e7a comercial brasileira teve o maior super\u00e1vit da hist\u00f3ria em 2016, ao fechar o ano com um saldo positivo de US$ 47,692 bilh\u00f5es. 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