{"id":22113,"date":"2016-12-30T00:19:14","date_gmt":"2016-12-30T02:19:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22113"},"modified":"2016-12-27T10:20:46","modified_gmt":"2016-12-27T12:20:46","slug":"ipea-projeta-crescimento-de-17-na-producao-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/ipea-projeta-crescimento-de-17-na-producao-industrial\/","title":{"rendered":"Ipea projeta crescimento de 1,7% na produ\u00e7\u00e3o industrial"},"content":{"rendered":"<p>O Indicador Ipea de Produ\u00e7\u00e3o Industrial aponta crescimento de 1,7% em novembro ante outubro, mas isso ser\u00e1 insuficiente para reverter a tend\u00eancia de queda na atividade econ\u00f4mica no quarto trimestre. Segundo a Carta de Conjuntura n\u00famero 33 do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), mesmo que a produ\u00e7\u00e3o industrial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) cres\u00e7a em novembro, n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para anular o carregamento de -2% no quarto trimestre, deixado pela queda de outubro (-1,1% ante setembro).<\/p>\n<p>&#8220;Uma alta de um m\u00eas, de forma alguma, pode ser vista como mudan\u00e7a de tend\u00eancia&#8221;, disse o coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura do Ipea, Jos\u00e9 Ronaldo de Castro Souza Jr.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, o Indicador Ipea de Produ\u00e7\u00e3o Industrial \u00e9 constru\u00eddo a partir de dados coincidentes como o movimento nas rodovias, a produ\u00e7\u00e3o de papel\u00e3o (que indica o consumo de embalagens pela ind\u00fastria), a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e de a\u00e7o, entre outros.<\/p>\n<p>O sinal da atividade como um todo \u00e9 negativo, disse Souza Jr. O pesquisador lembrou que o Indicador de FBCF do Ipea, que mede os investimentos no Produto Interno Bruto (PIB), caiu 2,6% em outubro ante setembro.<\/p>\n<p>A Carta de Conjuntura, assinada por Leonardo Mello de Carvalho, t\u00e9cnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Pol\u00edticas Macroecon\u00f4micas (Dimac) do Ipea, destaca que um crescimento na produ\u00e7\u00e3o industrial em novembro repete o padr\u00e3o de outras crises.<\/p>\n<p>&#8220;Essa melhora no desempenho da ind\u00fastria, impulsionada pelas exporta\u00e7\u00f5es, j\u00e1 era esperada na medida em que repetiu um padr\u00e3o similar a outros momentos de crise, especialmente \u00e0queles onde ocorreu deteriora\u00e7\u00e3o da demanda interna e deprecia\u00e7\u00e3o cambial&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p>Um dos motivos para a trajet\u00f3ria da ind\u00fastria n\u00e3o bastar para levantar o PIB como um todo \u00e9 que o impulso das exporta\u00e7\u00f5es fica limitado pelo fato de a economia brasileira ser &#8220;ainda relativamente fechada&#8221;, diz o t\u00e9cnico do Ipea.<\/p>\n<p>Com a atividade ainda em queda no quarto trimestre, Souza Jr. estima que uma recupera\u00e7\u00e3o mais consistente, com sa\u00edda da recess\u00e3o, ficar\u00e1 para o meio de 2017. Por outro lado, uma recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a com a aprova\u00e7\u00e3o de reformas, como o limite ao crescimento dos gastos p\u00fablicos e as mudan\u00e7as na Previd\u00eancia, pode levar a um crescimento mais r\u00e1pido do que se espera em 2018.<\/p>\n<p>&#8220;Quando a queda do PIB est\u00e1 muito grande, as pessoas subestimam a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Souza Jr. As condi\u00e7\u00f5es para uma recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida se dariam pela elevada ociosidade na economia, com o n\u00edvel da utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada (Nuci) da ind\u00fastria nas m\u00ednimas hist\u00f3ricas e o desemprego em alta. Al\u00e9m disso, quando a economia volta a crescer, a produtividade cresce junto, lembrou o coordenador do Ipea.<\/p>\n<p>Fonte: JCRS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Indicador Ipea de Produ\u00e7\u00e3o Industrial aponta crescimento de 1,7% em novembro ante outubro, mas isso ser\u00e1 insuficiente para reverter a tend\u00eancia de queda na&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18219,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-22113","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22113"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22113\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22114,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22113\/revisions\/22114"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}