{"id":22100,"date":"2017-01-04T00:08:55","date_gmt":"2017-01-04T02:08:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22100"},"modified":"2016-12-27T10:09:48","modified_gmt":"2016-12-27T12:09:48","slug":"crise-da-petrobras-esfria-mercado-para-helicopteros-e-pilotos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/crise-da-petrobras-esfria-mercado-para-helicopteros-e-pilotos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Crise da Petrobras esfria mercado para helic\u00f3pteros e pilotos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A crise da Petrobras atingiu em cheio o mercado brasileiro de t\u00e1xi a\u00e9reo, com reflexos tamb\u00e9m no emprego de pilotos de helic\u00f3ptero. Entre junho e dezembro, a frota dedicada a opera\u00e7\u00f5es da estatal caiu de 96 para 66 aeronaves.<\/p>\n<p>S\u00e3o helic\u00f3pteros de grande porte, usados para levar empregados a plataformas de petr\u00f3leo e sondas de perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os instaladas em alto mar, opera\u00e7\u00f5es complexas que exigem grande n\u00famero de tripulantes especializados.<\/p>\n<p>A queda ocorre ap\u00f3s anos de crescimento no setor, que levou \u00e0 busca por helic\u00f3pteros no exterior e incentivou a forma\u00e7\u00e3o de profissionais.<\/p>\n<p>&#8220;Todo mundo se preparou para um per\u00edodo de crescimento, mas na verdade foi um voo de galinha&#8221;, diz o engenheiro aeron\u00e1utico Shailon Ian, presidente da Vinci Consultoria Aeron\u00e1utica.<\/p>\n<p>No auge, ele lembra, havia cerca de 140 aeronaves atendendo exclusivamente \u00e0 Petrobras. Nos \u00faltimos anos, por\u00e9m, a estatal tem feito um esfor\u00e7o para reduzir custos, cortar investimentos e reduzir d\u00edvidas, o que tem afetado toda a cadeia de fornecedores.<\/p>\n<p>&#8220;A Petrobras continua a realizar esfor\u00e7os para otimizar seus custos log\u00edsticos, incluindo os relativos a aeronaves de apoio offshore [as plataformas em alto mar], considerando em primeiro lugar a manuten\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de seguran\u00e7a&#8221;, afirmou a empresa \u00e0 Folha por meio de nota.<\/p>\n<p>Os helic\u00f3pteros que prestam servi\u00e7os \u00e0 estatal s\u00e3o maiores do que os de servi\u00e7os executivos de t\u00e1xi a\u00e9reo e podem levar de 12 a 24 passageiros. Geralmente, operam em um sistema de linhas a\u00e9reas, como o da avia\u00e7\u00e3o comercial, com voos regulares saindo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s plataformas.<\/p>\n<p>Maca\u00e9, no litoral norte do Rio, \u00e9 o principal ponto de partida. Mesmo com pouca oferta de voos comerciais, o aeroporto da cidade foi em 2015 o 13\u00ba maior do pa\u00eds em movimento de aeronaves, \u00e0 frente de diversas capitais.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pousos e decolagens, por\u00e9m, j\u00e1 mostra reflexos da crise da Petrobras: foram 54,2 mil at\u00e9 aqui neste ano, ante 59,7 mil em 2015.<\/p>\n<p>Segundo dados da Anac (Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil) reunidos por Ian, a frota de helic\u00f3pteros habilitados para opera\u00e7\u00f5es offshore caiu 22% desde 2015 no Brasil, de 174 para 135 aeronaves.<\/p>\n<p>PORTO SEGURO<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, cada uma emprega cinco tripulantes, sem contar equipes de solo que fazem manuten\u00e7\u00e3o e auxiliam na opera\u00e7\u00e3o. Com a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de helic\u00f3pteros e nas horas de voo de cada unidade, ele estima que foram fechadas cerca de 350 vagas de piloto e 150 de mec\u00e2nicos.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado offshore sempre foi um porto seguro para o piloto de helic\u00f3ptero, um ponto em que muitas vezes a carreira se consolida&#8221;, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pilotos de Helic\u00f3ptero, Arthur Fioratti.<\/p>\n<p>A Petrobras exige dos pilotos 500 horas de voo, mais do que o dobro das 200 horas exigidas para uma vaga como piloto executivo. Com maior qualifica\u00e7\u00e3o, os sal\u00e1rios tamb\u00e9m s\u00e3o maiores, girando em torno de R$ 20 mil.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado vinha em crescimento muito acelerado. A Petrobras chegou a incentivar programas de forma\u00e7\u00e3o de pilotos. Hoje, o piloto est\u00e1 desamparado&#8221;, diz Fioratti.<\/p>\n<p>Em 2013, a Anac emitiu 163 licen\u00e7as para pilotos de helic\u00f3ptero de linha a\u00e9rea, denomina\u00e7\u00e3o usada no pa\u00eds principalmente para o mercado de petr\u00f3leo. Em 2015, j\u00e1 no in\u00edcio da crise, foram 80. As estat\u00edsticas apontam que neste ano ser\u00e1 a metade \u2013at\u00e9 o primeiro semestre, foram 22.<\/p>\n<p>Fabricantes de helic\u00f3pteros tamb\u00e9m sentiram os efeitos da crise. Controlada pelo grupo franc\u00eas Airbus, a Helibr\u00e1s, instalada em Itajub\u00e1 (MG), investiu no in\u00edcio da d\u00e9cada R$ 420 milh\u00f5es para construir aeronaves de grande porte no Brasil, primeiro para as For\u00e7as Armadas e depois para o setor de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que esta fase \u00e9 passageira e o grupo Airbus Helicopters continua investindo no desenvolvimento e no aperfei\u00e7oamento de modelos para o mercado de petr\u00f3leo e g\u00e1s&#8221;, disse Alberto Duek, respons\u00e1vel na companhia por esse segmento.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise da Petrobras atingiu em cheio o mercado brasileiro de t\u00e1xi a\u00e9reo, com reflexos tamb\u00e9m no emprego de pilotos de helic\u00f3ptero. 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