{"id":22063,"date":"2017-01-04T00:57:59","date_gmt":"2017-01-04T02:57:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=22063"},"modified":"2016-12-26T13:01:10","modified_gmt":"2016-12-26T15:01:10","slug":"desemprego-ainda-deve-subir-mais-em-2017-antes-de-comecar-a-cair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/desemprego-ainda-deve-subir-mais-em-2017-antes-de-comecar-a-cair\/","title":{"rendered":"Desemprego ainda deve subir mais em 2017, antes de come\u00e7ar a cair"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O n\u00famero de desempregados aumentou em mais de 2 milh\u00f5es em 2016 e chegou a 12 milh\u00f5es de brasileiros. Para 2017, a expectativa \u00e9 de que o mercado de trabalho possa melhorar a partir de meados do ano. Analistas destacam, entretanto, que a taxa de desemprego ainda tende a subir mais antes de come\u00e7ar a cair.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A expectativa do governo e da maior parte do mercado \u00e9 de que o pa\u00eds saia da recess\u00e3o no ano que vem e que o n\u00famero de contrata\u00e7\u00f5es volte a superar o de demiss\u00f5es. O ano de 2017, entretanto, dever\u00e1 ser mais de estabiliza\u00e7\u00e3o do que de recupera\u00e7\u00e3o, com uma gera\u00e7\u00e3o de empregos ainda insuficiente para derrubar a taxa de desemprego.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A taxa de desemprego passou de 9,5% no trimestre encerrado em janeiro para 11,8%.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;No final do ano as empresas costumam contratar mais. Ent\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 para dizer que o desemprego est\u00e1 est\u00e1vel. Se considerarmos o ajuste sazonal, continua subindo&#8221;, diz o economista Luiz Castelli, da GO Associados. Para ele, o desemprego ainda pode continuar subindo at\u00e9 o 3\u00ba trimestre do ano que vem.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Perspectivas para recupera\u00e7\u00e3o\u00a0<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Proje\u00e7\u00f5es das consultorias Tend\u00eancias e GO Associados, com base nas estimativas do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto), apontam que s\u00f3 a partir de 2020 ou 2021 o Brasil dever\u00e1 recuperar o n\u00edvel de estoque de empregos formais que tinha no final de 2014, quando o pa\u00eds vivia uma situa\u00e7\u00e3o considerada de quase pleno emprego.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Para o mercado de trabalho, 2017 ainda ser\u00e1 um pouco pior. Vai ter gente ainda entrando na for\u00e7a de trabalho e a cria\u00e7\u00e3o de vagas ainda vai ser insuficiente para absorver todo o contingente que est\u00e1 sem trabalho&#8221;, explica Castelli.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Entre os setores, ainda h\u00e1 diverg\u00eancias sobre qual setor sair\u00e1 na frente na cria\u00e7\u00e3o de novas vagas. Em tese, a ind\u00fastria tenderia a voltar a contratar primeiro, uma vez que foi a primeira a come\u00e7ar a demitir, mas o alto n\u00edvel de ociosidade e a produ\u00e7\u00e3o vacilante colocam em d\u00favida uma revers\u00e3o do quadro nos pr\u00f3ximos meses.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O com\u00e9rcio foi o que mais demitiu no ano. Das 751 mil vagas formais eliminadas no acumulado at\u00e9 outubro, 247 mil foram no com\u00e9rcio. Na sequ\u00eancia, est\u00e3o constru\u00e7\u00e3o civil (-225 mil vagas), ind\u00fastria (-142,5 mil) e servi\u00e7os (-199 mil). A agricultura e a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica foram os \u00fanicos setores que criaram novos postos em 2016, com um saldo de 61 mil e 15 mil, respectivamente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">H\u00e1 uma relativo consenso, entretanto, sobre as \u00e1reas que ainda ir\u00e3o levar mais tempo para voltar a contratar. &#8220;As atividade ligadas ao consumo das fam\u00edlias, como o com\u00e9rcio, ainda devem demorar um pouco mais a reagir&#8221;, diz Castelli, lembrando que a recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho costuma ser mais lenta que a da produ\u00e7\u00e3o ou do consumo.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ironicamente, a perspectiva de retomada da economia e volta das contrata\u00e7\u00f5es pode contribuir para a alta da taxa de desemprego num primeiro momento, pois um contingente de pessoas que hoje est\u00e1 no desalento &#8211; pessoas que pararam de procurar emprego e, por isso, n\u00e3o entram na conta de desempregados &#8211; pode ser estimulada a voltar a procurar emprego.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;2017 ser\u00e1 mais um ano de estabiliza\u00e7\u00e3o do que de recupera\u00e7\u00e3o. O crescimento do PIB em 2017 ser\u00e1 baixo e ainda n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para alavancar a gera\u00e7\u00e3o de novas vagas de emprego. Mas pelo menos as demiss\u00f5es dar\u00e3o uma estancada&#8221;, conclui Bacciotti.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Pessoas desistiram de procurar trabalho<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A taxa de desemprego no Brasil s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior porque tamb\u00e9m aumentou o n\u00famero de pessoas que desistiram de procurar emprego dada a dificuldade de encontrar uma vaga e est\u00e3o no chamado desalento. Para ser considerado desempregado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 preciso procurar emprego nos \u00faltimos 30 dias.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo o IBGE, considerando o desalento e os trabalhadores subutilizados, falta trabalho atualmente para cerca de 23 milh\u00f5es de brasileiros.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;A taxa de desemprego \u00e9 t\u00e3o alta , a queda de renda \u00e9 t\u00e3o pronunciada e a perspectiva de encontrar uma vaga \u00e9 t\u00e3o reduzida que a pessoa acaba desistindo de procurar\u201d, afirma o analista Rafael Bacciotti, da Tend\u00eancias Consultoria.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Este \u00e9 o caso da publicit\u00e1ria Juliane Penin Morganti, de 24 anos. Desempregada desde junho, ela conta que desistiu de procurar emprego e voltar a estudar para mudar de \u00e1rea e tentar a sorte como fot\u00f3grafa. &#8220;Nesse per\u00edodo fiz uma \u00fanica entrevista, s\u00f3 que a remunera\u00e7\u00e3o era muito baixa&#8221;, conta. &#8220;Minha sorte \u00e9 que moro com minha m\u00e3e, n\u00e3o tenho filho, n\u00e3o sou casada e n\u00e3o tenho dependentes ainda&#8221;, completa.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para Bacciotti, a taxa de desemprego deve ultrapassar os 13% no ano que vem, mas pode inverter de trajet\u00f3ria a partir de maio. Ele projeta, por\u00e9m, que o \u00edndice dever\u00e1 fechar 2017 acima de 12%, portanto maior que o patamar atual.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Pa\u00eds perdeu mais de 750 mil empregos formais<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">No ano, at\u00e9 outubro, foram eliminados mais de 751 mil postos de trabalho\u00a0com carteira assinada, segundo os dados do Minist\u00e9rio do Trabalho. Somado aos 1,54 milh\u00e3o de empregos perdidos formais em 2015, chega-se a uma baixa de cerca de 2,3 milh\u00f5es de postos de trabalho em 2 anos.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O pa\u00eds fechou o m\u00eas de outubro com um estoque de 38,9 milh\u00f5es de empregos formais ante 41,2 milh\u00f5es no final de 2014. J\u00e1 s\u00e3o 19 meses seguidos em que demiss\u00f5es superaram as contrata\u00e7\u00f5es no pa\u00eds. A \u00faltima vez em que houve mais contrata\u00e7\u00f5es foi em mar\u00e7o de 2015.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo os analistas, h\u00e1 chances do pa\u00eds voltar a registrar saldo positivo de empregos j\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses, mas o ritmo de cria\u00e7\u00e3o de novas vagas ser\u00e1 fraco.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"unstyled\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Estou projetando uma alta de 360 mil vagas l\u00edquidas no ano que vem, o que ainda \u00e9 muito pouco perto do que se espera e para estabilizar a taxa de desemprego&#8221;, afirma Castelli.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de desempregados aumentou em mais de 2 milh\u00f5es em 2016 e chegou a 12 milh\u00f5es de brasileiros. 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