{"id":21985,"date":"2016-12-26T01:43:04","date_gmt":"2016-12-26T03:43:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21985"},"modified":"2016-12-25T10:52:49","modified_gmt":"2016-12-25T12:52:49","slug":"petrobras-e-total-avancam-na-alianca-estrategica-com-a-assinatura-de-novos-acordos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-e-total-avancam-na-alianca-estrategica-com-a-assinatura-de-novos-acordos\/","title":{"rendered":"Petrobras e Total avan\u00e7am na alian\u00e7a estrat\u00e9gica com a assinatura de novos acordos"},"content":{"rendered":"<p>A Petrobras informa que assinou com a empresa francesa Total um Acordo Geral de Colabora\u00e7\u00e3o (Master Agreement) relacionado \u00e0 Parceria Estrat\u00e9gica estabelecida no Memorando de Entendimentos, firmado em 24\/10\/2016, conforme comunicado ao mercado.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de parcerias estrat\u00e9gicas \u00e9 uma parte importante do Plano de Neg\u00f3cios e Gest\u00e3o 2017-2021 da Petrobras, pois contribui para mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos, fortalecimento da governan\u00e7a corporativa, compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es, experi\u00eancias e tecnologias al\u00e9m de melhoria na financiablilidade da companhia atrav\u00e9s da entrada de caixa e desonera\u00e7\u00e3o dos investimentos.<\/p>\n<p>A Total e a Petrobras possuem forte similaridade na \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, compartilhando uma relevante base comum de ativos de E&amp;P e a busca de desenvolvimento tecnol\u00f3gico em temas similares.<\/p>\n<p>As empresas j\u00e1 s\u00e3o parceiras em 19 cons\u00f3rcios de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o no Brasil e no exterior, com projetos importantes como a \u00e1rea de Libra, na camada pr\u00e9-sal, sendo o primeiro projeto de partilha de produ\u00e7\u00e3o, e \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o na Margem Equatorial, na Bacia do Esp\u00edrito Santo e na Bacia de Pelotas. Al\u00e9m disso, s\u00e3o s\u00f3cias no gasoduto Bol\u00edvia-Brasil.<\/p>\n<p>Com o novo acordo, as duas empresas elevam substancialmente o n\u00edvel de coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica nas \u00e1reas de geoci\u00eancias, sistemas submarinos e estudos conjuntos em \u00e1reas de m\u00fatuo interesse, visando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de riscos dos investimentos e aumento da probabilidade de sucesso explorat\u00f3rio nos pr\u00f3ximos anos. As companhias tamb\u00e9m se tornar\u00e3o parceiras nos campos de Iara e Lapa, no pr\u00e9-sal da Bacia de Santos e em duas usinas t\u00e9rmicas, com compartilhamento de infraestrutura do terminal de regaseifica\u00e7\u00e3o, localizados na Bahia.<\/p>\n<p>As companhias se comprometem tamb\u00e9m a aprofundar suas atividades conjuntas no exterior, tendo a Petrobras a op\u00e7\u00e3o de assumir uma participa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>A transa\u00e7\u00e3o tem o valor global estimado de US$ 2,2 bilh\u00f5es, incluindo entrada de caixa \u00e0 vista, pagamentos contingentes e um carrego de investimentos no desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o de ativos comuns \u00e0s duas empresas, a ser pago pela Total \u00e0 Petrobras e suas subsidiarias, conforme o caso.<\/p>\n<p>A assinatura dos principais contratos de compra e venda (Sale and Purchase Agreements &#8211; SPA) referentes aos ativos deste acordo est\u00e3o sujeitos \u00e0s aprova\u00e7\u00f5es internas e dos \u00f3rg\u00e3os de controle e fiscalizadores externos, incluindo o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, ao potencial direito de prefer\u00eancia dos atuais parceiros de Iara, al\u00e9m de outras condi\u00e7\u00f5es precedentes. As duas empresas t\u00eam o compromisso de realizar os esfor\u00e7os necess\u00e1rios para a assinatura de todos os contratos em at\u00e9 60 dias.<\/p>\n<p>Os principais termos e condi\u00e7\u00f5es estabelecidos neste Acordo s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p>&#8211; cess\u00e3o de direitos de 22,5% para a Total, na \u00e1rea da concess\u00e3o de Iara (campos de Sururu, Berbig\u00e3o e Oeste de Atapu) no Bloco BM-S-11. A Petrobras continuar\u00e1 como operadora e a deter a maior participa\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea, com 42,5% do total;<\/p>\n<p>&#8211; cess\u00e3o de direitos de 35% do campo de Lapa no Bloco BM-S-9 com a transfer\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o para Total, ficando a Petrobras com 10% de participa\u00e7\u00e3o nesta concess\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; op\u00e7\u00e3o da Petrobras de assumir 20% de participa\u00e7\u00e3o no bloco 2 da \u00e1rea de Perdido Foldbelt no setor mexicano do Golfo do M\u00e9xico, adquiridos pela Total em parceria com a Exxon, na rodada de licenciamento promovida pelo governo do M\u00e9xico, em 05\/12\/2016;<\/p>\n<p>&#8211; compartilhamento do uso do terminal de regaseifica\u00e7\u00e3o da Bahia, com capacidade de 14 milh\u00f5es de m3\/dia;<\/p>\n<p>&#8211; parceria, com 50% de participa\u00e7\u00e3o da Total, nas t\u00e9rmicas R\u00f4mulo de Almeida e Celso Furtado, localizadas na Bahia, com capacidade de gera\u00e7\u00e3o de 322 MW de energia;<\/p>\n<p>&#8211; estudos conjuntos nas \u00e1reas explorat\u00f3rias da Margem Equatorial e na \u00e1rea sul da Bacia de Santos, aproveitando a sinergia existente entre as duas companhias, j\u00e1 que cada uma det\u00e9m destacado conhecimento geol\u00f3gico nas bacias petrol\u00edferas situadas nas duas margens do Atl\u00e2ntico;<\/p>\n<p>&#8211; acordo de parceria tecnol\u00f3gica nas \u00e1reas de processamento geol\u00f3gico e sistemas de produ\u00e7\u00e3o submarinos, onde as empresas det\u00eam conhecimentos complementares e que podem potencializar os ganhos da aplica\u00e7\u00e3o de novas tecnologias nas \u00e1reas em parceria.<\/p>\n<p>Seguem abaixo informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s concess\u00f5es estabelecidas no Acordo:<\/p>\n<p>Concess\u00f5es em Explora\u00e7\u00e3o &amp; Produ\u00e7\u00e3o (E&amp;P)<\/p>\n<p>Na concess\u00e3o de Iara a Petrobras det\u00e9m 65% e \u00e9 a operadora. A Shell, com 25% e Galp, com 10%, s\u00e3o parceiros nessa \u00e1rea, que faz parte do Bloco BM-S-11. Os reservat\u00f3rios nesta concess\u00e3o s\u00e3o de maior complexidade e encontram-se em fase de desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o. A parceria com a Total trar\u00e1 como benef\u00edcios a desonera\u00e7\u00e3o de investimentos e a incorpora\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para o seu desenvolvimento, maximizando a rentabilidade e o volume de \u00f3leo a ser recuperado.<\/p>\n<p>Os limites deste cons\u00f3rcio se estendem para a \u00e1rea denominada Entorno de Iara, da cess\u00e3o onerosa, na qual a Petrobras det\u00e9m 100% de participa\u00e7\u00e3o. Os campos de Berbig\u00e3o, Sururu e Oeste de Atapu dever\u00e3o celebrar Acordos de Individualiza\u00e7\u00e3o da Produ\u00e7\u00e3o (unitiza\u00e7\u00e3o) com esta \u00e1rea da cess\u00e3o onerosa.<\/p>\n<p>No campo de Lapa, a Petrobras det\u00e9m 45% e \u00e9 a operadora. A Shell, com 30% e a Repsol, com 25% s\u00e3o parceiros nesse campo, que faz parte do Bloco BM-S-9. O desenvolvimento do campo de Lapa encontra-se em fase avan\u00e7ada, com recente entrada em produ\u00e7\u00e3o, conforme divulgado em 20\/12\/2016, e apresenta caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas e de qualidade do \u00f3leo distintas dos demais campos do pr\u00e9-sal. A Total, como futura operadora deste campo, trar\u00e1 benef\u00edcios para o cons\u00f3rcio, ao incorporar sua experi\u00eancia e conhecimento na continuidade de seu plano de desenvolvimento.<\/p>\n<p>As parcerias tecnol\u00f3gicas para as \u00e1reas de Iara e Lapa ir\u00e3o desenvolver e aplicar, de forma pioneira no Brasil, algumas tecnologias submarinas. O esfor\u00e7o para reduzir os riscos e aumentar a probabilidade e sucesso da atividade de explora\u00e7\u00e3o ir\u00e1 contar com aplica\u00e7\u00e3o de s\u00edsmica 4D no contexto de reservat\u00f3rios carbon\u00e1ticos, com estudos espec\u00edficos sobre a migra\u00e7\u00e3o de CO2 e estudos geomec\u00e2nicos, al\u00e9m de desenvolvimento de uma metodologia para constru\u00e7\u00e3o de modelos de suporte \u00e0 decis\u00e3o de investimentos.<\/p>\n<p>Concess\u00f5es de G\u00e1s &amp; Energia (G&amp;E)<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de G&amp;E, Petrobras e Total est\u00e3o formando uma parceria inovadora no mercado t\u00e9rmico brasileiro. Essa iniciativa est\u00e1 alinhada \u00e0s estrat\u00e9gias da Petrobras para o segmento de g\u00e1s e de energia no PNG 2017-2021, que prev\u00ea a reestrutura\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios de energia e maximiza\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de valor da cadeia de g\u00e1s, e tamb\u00e9m a evolu\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria, que vem sendo discutida pelas autoridades federais, prevendo o aprimoramento das regras de contrata\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 malha de gasodutos e terminais de regaseifica\u00e7\u00e3o de GNL.<\/p>\n<p>A parceria com a Total inclui duas usinas t\u00e9rmicas (R\u00f4mulo Almedia e Celso Furtado), ligadas ao terminal de regaseifica\u00e7\u00e3o localizado em S\u00e3o Francisco do Conde, na Bahia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Petrobras informa que assinou com a empresa francesa Total um Acordo Geral de Colabora\u00e7\u00e3o (Master Agreement) relacionado \u00e0 Parceria Estrat\u00e9gica estabelecida no Memorando de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18619,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21985"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21985\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22042,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21985\/revisions\/22042"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}