{"id":21951,"date":"2016-12-27T00:15:03","date_gmt":"2016-12-27T02:15:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21951"},"modified":"2016-12-25T10:54:08","modified_gmt":"2016-12-25T12:54:08","slug":"estudo-analisa-construcao-de-quebra-mar-na-entrada-do-porto-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estudo-analisa-construcao-de-quebra-mar-na-entrada-do-porto-de-santos\/","title":{"rendered":"Estudo analisa constru\u00e7\u00e3o de quebra-mar na entrada do Porto de Santos"},"content":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de um quebra-mar com cerca de tr\u00eas quil\u00f4metros de extens\u00e3o, nas proximidades do canal de navega\u00e7\u00e3o do Porto de Santos, \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para o problema da eros\u00e3o nas praias santistas. A proposta \u00e9 de uma formanda do curso de Engenharia Civil da Universidade Cat\u00f3lica de Santos (UniSantos), que tamb\u00e9m aponta a utiliza\u00e7\u00e3o da estrutura, a ser instalada na regi\u00e3o da Ponta da Praia, como cais acost\u00e1vel e tamb\u00e9m ponto tur\u00edstico.<\/p>\n<p>Sueli Moreno Ferreira concluiu o curso de Engenharia Civil na \u00faltima semana. A pesquisa deu origem a seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC), que foi orientado pelo professor Jos\u00e9 Renato Spina Martins.<\/p>\n<p>De acordo com a graduanda, o tema do estudo foi definido no ano passado, quando se agravou o problema da eros\u00e3o nas praias de Santos. Inicialmente, o fen\u00f4meno era verificado apenas na Ponta da Praia, mas tamb\u00e9m atingiu a Praia da Aparecida.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro, come\u00e7amos a pesquisar o motivo do problema. E vimos que h\u00e1 a quest\u00e3o da dragagem. S\u00f3 que, para dar uma solu\u00e7\u00e3o, o professor j\u00e1 tinha sugerido o quebra-mar. Pesquisamos para ver se realmente era a forma mais adequada\u201d, explicou Sueli.<\/p>\n<p>Segundo ela, durante as pesquisas, foram feitos estudos de caso sobre locais onde a constru\u00e7\u00e3o de um quebra-mar resolveu problemas semelhantes aos enfrentados na Cidade. Al\u00e9m disso, para comprovar a viabilidade t\u00e9cnica do projeto, foram realizadas simula\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas, utilizando a areia coletada na praia de Santos.<\/p>\n<p>O processo foi feito em duas etapas \u2013 a primeira sem o quebra-mar e a segunda com a estrutura. Em ambas, n\u00e3o foram levadas em considera\u00e7\u00e3o a a\u00e7\u00e3o de ondas e das correntes mar\u00edtimas.<\/p>\n<p>Sueli utilizou um recipiente de pl\u00e1stico com 53 cent\u00edmetros de comprimento, 36 cent\u00edmetros de largura e 17 cent\u00edmetros de altura. \u201cPegamos a areia da praia, fizemos uma moldagem e deixamos o fundo com 9 cent\u00edmetros de altura e completamos com 15 cent\u00edmetros de \u00e1gua. Fizemos em etapas. Primeiro, cavamos e chegamos a um fundo de sete cent\u00edmetros e not\u00e1vamos o quanto rebaixava de areia, conforme \u00edamos medindo. Fizemos com 5 cent\u00edmetros tamb\u00e9m e ficou provado que a areia ia deslizando e a praia diminuindo\u201d.<\/p>\n<p>Na segunda simula\u00e7\u00e3o, com a estrutura de quebra-mar, Sueli fez o mesmo procedimento. Colocou 9 cent\u00edmetros de areia no fundo e os 15 de \u00e1gua. Mesmo com as escava\u00e7\u00f5es, n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o de areia.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>\u201cA gente provou a est\u00e1tica. Agora, a gente pretende entrar na din\u00e2mica, comprovar que o problema se acelera com a din\u00e2mica das correntes. Depois, vamos projetar o cais e o custo benef\u00edcio que ele traria para a cidade\u201d, destacou o professor Spina.<\/p>\n<p>Segundo o orientador, com a constru\u00e7\u00e3o de um quebra-mar de tr\u00eas quil\u00f4metros em concreto armado na Ponta da Praia, \u00e9 poss\u00edvel reduzir o processo de eros\u00e3o na Ponta da Praia e tamb\u00e9m dotar a regi\u00e3o de mais cinco pontos de atraca\u00e7\u00e3o de navios. A estrutura ainda pode receber marinas para barcos de pequeno porte e se tornar um equipamento tur\u00edstico.<\/p>\n<p>\u201cNos dias de ressaca, essa situa\u00e7\u00e3o de canal fechado iria proteger contra a eros\u00e3o que a gente v\u00ea tanto no Canal 6, quanto no Canal 5. Tamb\u00e9m protegeria das ondas maiores e mais fortes durante as ressacas. Teria uma dupla fun\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o professor.<\/p>\n<p>Spina estima que seriam necess\u00e1rios entre tr\u00eas e quatro anos para a constru\u00e7\u00e3o da estrutura capaz de conter a eros\u00e3o. Mas os custos ainda n\u00e3o foram mensurados. \u201cNos pr\u00f3ximos estudos, a gente vai detalhar esse tipo de cais e or\u00e7ar para ter um estudo completo\u201d, explicou o professor.<\/p>\n<p>Projeto avalia impacto da dragagem em eros\u00e3o<\/p>\n<p>A estudante Sueli Ferreira, da Universidade Cat\u00f3lica de Santos (UniSantos), apontou a dragagem de aprofundamento do Porto de Santos como um fator relacionado \u00e0 eros\u00e3o na Ponta da Praia. Ela e o professor Jos\u00e9 Renato Spina Martins, que foi o orientador da pesquisa, chegaram a essa conclus\u00e3o ap\u00f3s simula\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas.<\/p>\n<p>De acordo com o professor, os fen\u00f4menos din\u00e2micos aceleram o processo de eros\u00e3o. \u201cO \u00e2ngulo de atrito da areia daqui gira em torno de 30 graus. O que a gente comprovou foi que, a partir do momento que voc\u00ea abaixa um calado para 15 metros e h\u00e1 esse \u00e2ngulo de 30 graus, o material desliza da praia, principalmente por conta da proximidade do canal\u201d.<\/p>\n<p>Para o professor titular em Obras Hidr\u00e1ulicas Fluviais e Mar\u00edtimas da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Paolo Alfredini, as obras de dragagem do Porto de Santos s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 4% das causas de ressacas na Cidade. Segundo o pesquisador, a interven\u00e7\u00e3o urbana, iniciada na d\u00e9cada de 1940, com a constru\u00e7\u00e3o da Avenida Saldanha da Gama, e as mudan\u00e7as da natureza, com o aumento do n\u00edvel do mar, s\u00e3o os principais fatores que causam a eros\u00e3o nas praias e a ressaca.<\/p>\n<p>Segundo Spina, o estudo realizado teve como base as plantas das correntes mar\u00edtimas no Estu\u00e1rio de Santos e considerou as condi\u00e7\u00f5es hidrodin\u00e2micas. \u201cSe voc\u00ea criar uma calota protegendo do impacto da onda, voc\u00ea conforma o canal. Existe uma conforma\u00e7\u00e3o natural a fim de manter uma dragagem em forma de arco na Ponta da Praia. O ideal para n\u00e3o alterar a velocidade e a predomin\u00e2ncia das correntes de entrada e sa\u00edda do cais e as ondas, devido ao levantamento e ao rebaixamento da mar\u00e9, \u00e9 fazer uma estrutura semicircular. Ela vai fazer o encaminhamento da corrente mar\u00edtima para dentro do cais, impedindo que essa corrente afete a praia\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O professor da UniSantos pretende continuar a pesquisa. \u201cDe repente, aprofundando os estudos, a gente contribui para a sociedade santista e para resolver esse problema antes que a Ponta da Praia desapare\u00e7a\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de um quebra-mar com cerca de tr\u00eas quil\u00f4metros de extens\u00e3o, nas proximidades do canal de navega\u00e7\u00e3o do Porto de Santos, \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18514,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21951","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21951"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21951\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21952,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21951\/revisions\/21952"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}