{"id":21820,"date":"2016-12-07T10:45:18","date_gmt":"2016-12-07T12:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21820"},"modified":"2016-12-07T10:45:18","modified_gmt":"2016-12-07T12:45:18","slug":"safra-de-graos-caiu-11-em-2016-primeira-queda-em-6-anos-diz-cna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/safra-de-graos-caiu-11-em-2016-primeira-queda-em-6-anos-diz-cna\/","title":{"rendered":"Safra de gr\u00e3os caiu 11% em 2016, primeira queda em 6 anos, diz CNA"},"content":{"rendered":"<p>A safra brasileira de gr\u00e3os caiu 21 milh\u00f5es de toneladas em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, numa queda de 11%, a primeira redu\u00e7\u00e3o em seis anos. O clima desfavor\u00e1vel fez a produ\u00e7\u00e3o cair de 208 milh\u00f5es de toneladas em 2015 para 186 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo com a quebra da produ\u00e7\u00e3o, o PIB do agroneg\u00f3cio dever\u00e1 crescer at\u00e9 3% neste ano em rela\u00e7\u00e3o a 2015, aponta a balan\u00e7o anual divulgado nesta ter\u00e7a-feira (6) pela CNA (Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil).<\/p>\n<p>Algumas \u00e1reas perderam mais de 30% da safra por causa do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o. A soja, por exemplo, a principal lavoura do pa\u00eds, caiu 2%. Houve queda na produ\u00e7\u00e3o de uva, feij\u00e3o e milho em 2016 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 seis anos n\u00e3o v\u00edamos uma queda t\u00e3o significativa da safra&#8221;, explicou Bruno Lucchi, superintendente-t\u00e9cnico da CNA, atribuindo a queda ao fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o.<\/p>\n<p>Mas o PIB total do setor cresceu puxado pela melhora nos pre\u00e7os dos produtos agr\u00edcolas, principalmente os produtos para exporta\u00e7\u00e3o, e o d\u00f3lar alto ao longo do ano. O valor das exporta\u00e7\u00f5es, por exemplo, caiu 8%, menos que a queda da produ\u00e7\u00e3o. Com o mercado interno em baixa pela recess\u00e3o, a pecu\u00e1ria cresceu menos.<\/p>\n<p>A perspectiva, no entanto, \u00e9 que para 2017 o crescimento do PIB seja menor, ficando na casa dos 2%, segundo an\u00e1lise da Confedera\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea um d\u00f3lar m\u00e9dio de R$ 3,32 ao longo do ano e infla\u00e7\u00e3o de 4,9%, valores abaixo dos desse ano.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de que o valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira para 2017 fique 2,3% maior, puxado tamb\u00e9m pela agropecu\u00e1ria, principalmente com aumento da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o e o algod\u00e3o. As \u00e1reas que devem mais perder valor em rela\u00e7\u00e3o a este ano s\u00e3o trigo e cacau.<\/p>\n<p>O fator que ajudar\u00e1 no crescimento do valor da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 que em 2016 ela n\u00e3o chegou a seu potencial previsto em 2015 por causa de efeitos clim\u00e1ticos, caindo 1% em rela\u00e7\u00e3o a 2015.<\/p>\n<p>ECONOMIA<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Vale, economista chefe da MB Associados, que auxiliou nos estudos da Confedera\u00e7\u00e3o, diz que os pr\u00f3ximos anos ser\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es causada pela pol\u00edtica na economia, com previs\u00e3o de aumento de juros em todo o mundo. Com isso, o c\u00e2mbio dever\u00e1 ficar mais alto pelos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>&#8220;Com taxas de juros elevadas, as commodities v\u00e3o ter queda&#8221;, alertou o economista lembrando que a pol\u00edtica americana de fechamento para o com\u00e9rcio dever\u00e1 beneficiar o crescimento da China.<\/p>\n<p>Segundo ele, tem havido queda na expectativas de crescimento do Brasil para 2017 e n\u00e3o vai ser &#8220;f\u00e1cil&#8221; o pa\u00eds crescer como se previa. Para Vale, a piora no cen\u00e1rio pol\u00edtico \u00e9 a respons\u00e1vel pela queda nas expectativas j\u00e1 que cada vez se mostra complicado para o governo aprovar as reformas necess\u00e1rias na economia.<\/p>\n<p>CR\u00cdTICAS<\/p>\n<p>O presidente da entidade, Jo\u00e3o Martins, fez cr\u00edticas ao governo, principalmente ao ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, e tamb\u00e9m \u00e0 decis\u00e3o do governo de aumentar a tributa\u00e7\u00e3o para as exporta\u00e7\u00f5es. Mas disse continuar a confiar na gest\u00e3o de Michel Temer.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos e queremos acreditar no governo Temer. Nada pior que essa desarruma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica caso o governo Temer n\u00e3o d\u00ea certo&#8221;, disse Jo\u00e3o Martins.<\/p>\n<p>Para ele, o pa\u00eds precisa dar melhor condi\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o, com revis\u00e3o de leis na \u00e1rea trabalhista, e melhoria na infraestrutura, principalmente do setor portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Temos uma responsabilidade grande. A popula\u00e7\u00e3o do mundo vai crescer e a ONU jogou a responsabilidade do Brasil crescer a produ\u00e7\u00e3o e alimentar a popula\u00e7\u00e3o mundial. Produzimos oito vezes mais que a popula\u00e7\u00e3o pode produzir num ano. Precisamos de um pa\u00eds com equil\u00edbrio pol\u00edtico para produzir&#8221;, reclamando dos problemas trabalhistas e ambientais que os produtores enfrentam.<\/p>\n<p>Martins afirmou ainda que a entidade vai entrar na Justi\u00e7a contra o minist\u00e9rio do Meio Ambiente contra a abertura do CAR (Cadastro Ambiental Rural), decis\u00e3o tomada pelo ministro Zequinha Sarney.<\/p>\n<p>Segundo ele, o CAR ainda est\u00e1 sendo consolidado e agora todos podem ver o tamanho e \u00e1reas das propriedades. Para ele, \u00e9 a mesma coisa que abrir o processo industrial e a capacidade das m\u00e1quinas para os concorrentes.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos aceitar que o ministro do Meio Ambiente abra o cadastro ambiental. Isso \u00e9 ilegal. Isso \u00e9 sigilo e tamb\u00e9m tem a seguran\u00e7a brasileira. Isso precisa ser corrigido. Vamos questionar ele na Justi\u00e7a&#8221;, disse Martins, dizendo que ele est\u00e1 &#8220;desafinado&#8221; em rela\u00e7\u00e3o ao restante do governo.<\/p>\n<p>Fonte: Folha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A safra brasileira de gr\u00e3os caiu 21 milh\u00f5es de toneladas em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, numa queda de 11%, a primeira redu\u00e7\u00e3o em seis anos&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18713,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21820","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21820"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21820\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21821,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21820\/revisions\/21821"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}