{"id":21668,"date":"2016-11-28T15:00:38","date_gmt":"2016-11-28T17:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21668"},"modified":"2016-11-28T15:00:38","modified_gmt":"2016-11-28T17:00:38","slug":"pesquisa-analisa-impacto-de-acesso-ferroviario-a-terminal-de-conteineres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pesquisa-analisa-impacto-de-acesso-ferroviario-a-terminal-de-conteineres\/","title":{"rendered":"Pesquisa analisa impacto de acesso ferrovi\u00e1rio a terminal de cont\u00eaineres"},"content":{"rendered":"<p>Analisar o potencial da implanta\u00e7\u00e3o de um acesso ferrovi\u00e1rio a um terminal de cont\u00eaineres do Porto de Santos \u00e9 o objetivo de um trabalho de conclus\u00e3o de curso (TCC) de dois alunos da Universidade Santa Cec\u00edlia (Unisanta), de Santos. A ideia \u00e9 verificar em quanto a nova estrutura reduz o tr\u00e1fego de caminh\u00f5es, minimiza os gargalos log\u00edsticos e conflitos na regi\u00e3o da unidade e, ainda, aumenta sua movimenta\u00e7\u00e3o de cargas.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o analisada fica na Margem Direita do complexo mar\u00edtimo, em Santos.<\/p>\n<p>Autores do TCC, Marco Antonio Abr\u00e3o Mendes e Fabr\u00edcio Pereira da Silva v\u00e3o concluir o curso de Engenharia Civil nas pr\u00f3ximas semanas. A dupla \u00e9 orientada pelo professor Adilson Luiz Gon\u00e7alves, do N\u00facleo de Estudos Portu\u00e1rios, Mar\u00edtimos e Territoriais (Nepomt) da universidade.<\/p>\n<p>\u201cO terminal em estudo, quando foi projetado, n\u00e3o previa o acesso ferrovi\u00e1rio, s\u00f3 rodovi\u00e1rio. Por conta disso, eles t\u00eam um grande p\u00e1tio de caminh\u00f5es para evitar a forma\u00e7\u00e3o de filas. A gente sabe que existe o interesse dos operadores de ferrovias em aumentar a utiliza\u00e7\u00e3o, principalmente para cont\u00eaineres, e esse terminal est\u00e1 com essa car\u00eancia log\u00edstica, podemos dizer assim\u201d, destacou o professor orientador da pesquisa.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o analisada fica na Margem Direita do complexo mar\u00edtimo de Santos(Foto:Carlos Nogueira)<br \/>De acordo com Marco Antonio, o trabalho foi dividido em quatro etapas. Primeiro, os alunos se concentraram no estudo de tra\u00e7ado e da demanda. As \u00faltimas fases avaliaram a implanta\u00e7\u00e3o e a opera\u00e7\u00e3o da futura linha f\u00e9rrea.<\/p>\n<p>Nas proximidades da empresa, h\u00e1 outras instala\u00e7\u00f5es de cont\u00eaineres e algumas interfer\u00eancias, como \u00e1reas residenciais, que foram analisadas pelos alunos. \u201cUma das possibilidades \u00e9 passar por dentro desses terminais, o que serviria para o atendimento deles\u201d, explicou Marco Antonio.<\/p>\n<p>De acordo com o estudante, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria uma an\u00e1lise dos riscos por conta da passagem das composi\u00e7\u00f5es sobre os dutos locais que transportam produtos com potencial explosivo, como combust\u00edveis. \u201cA pr\u00f3pria composi\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 uma fonte de igni\u00e7\u00e3o. Teria que estudar todo um plano de opera\u00e7\u00e3o por conta do contato da roda do trem com o trilho, que tamb\u00e9m gera uma fa\u00edsca, para evitar esse risco\u201d.<\/p>\n<p>Tra\u00e7ados<\/p>\n<p>A partir da situa\u00e7\u00e3o encontrada, os alunos elaboraram o tra\u00e7ado de tr\u00eas ramais. O primeiro serviria para o acesso de vag\u00f5es ao terminal portu\u00e1rio estudado, que tem foco na opera\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres. Mas, para uma opera\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel, de acordo com Marco Antonio, o mais indicado seria a expans\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCom o remanejamento dos gates, poder\u00edamos montar um novo layout do terminal para que as composi\u00e7\u00f5es, de cerca de 900 metros, possam entrar. H\u00e1 uma \u00e1rea j\u00e1 arrendada, de 50 mil metros quadrados, que tamb\u00e9m poderia ser utilizada\u201d, explicou o estudante da Unisanta.<\/p>\n<p>J\u00e1 o segundo ramal atenderia a demanda dos depots do entorno, instala\u00e7\u00f5es especializadas no reparo e na armazenagem de cont\u00eaineres vazios.<\/p>\n<p>\u201cCom essa proposta, a gente cria uma solu\u00e7\u00e3o de log\u00edstica para esses terminais com uma nova log\u00edstica\u201d, explicou Marco Antonio Mendes.<\/p>\n<p>J\u00e1 o terceiro ramal possibilitaria o acesso a futuras instala\u00e7\u00f5es nessa regi\u00e3o. \u201cDaria para fazer um belo terminal, ou daria para fazer a pera ferrovi\u00e1ria dando a volta e retornando. Estamos falando da possibilidade de aproveitamento daquela \u00e1rea n\u00e3o necessariamente com o tra\u00e7ado planejado\u201d, destacou o orientador da pesquisa.<\/p>\n<p>Segundo o estudante de Engenharia Civil, os custos para a implanta\u00e7\u00e3o do projeto ferrovi\u00e1rio n\u00e3o incluem somente a constru\u00e7\u00e3o da via permanente, estimada em cerca de R$ 1,6 milh\u00e3o por quil\u00f4metro. \u201cHaveria custo de remanejamento das linhas (de dutos) e isso poderia eventualmente fazer com que a parte econ\u00f4mica ficasse complicada\u201d, explicou o professor orientador Adilson Luiz Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Ramal permitir\u00e1 aumento de 20% em opera\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Os estudantes Marco Antonio Mendes e Fabr\u00edcio Pereira da Silva, da Universidade Santa Cec\u00edlia (Unisanta), avaliaram a movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres do terminal. A expectativa \u00e9 de que a unidade aumente suas opera\u00e7\u00f5es em 20% gra\u00e7as ao novo acesso ferrovi\u00e1rio. Com isso, em 2040, com sete composi\u00e7\u00f5es sendo operadas por dia, a previs\u00e3o \u00e9 a retirada de at\u00e9 1.050 caminh\u00f5es das vias portu\u00e1rias.<\/p>\n<p>Mendes e Silva tra\u00e7aram tr\u00eas cen\u00e1rios poss\u00edveis \u2013 um realista, um otimista e um pessimista \u2013 para a demanda da instala\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria. Todos os estudos tiveram como base os n\u00fameros atuais do terminal e as proje\u00e7\u00f5es de movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres no Porto.<\/p>\n<p>\u201cHoje, o acesso ferrovi\u00e1rio n\u00e3o existe nessa regi\u00e3o porque n\u00e3o h\u00e1 demanda. A pr\u00f3pria concession\u00e1ria j\u00e1 falou que, caso haja e seja economicamente interessante, eles podem retomar esse acesso. S\u00f3 que n\u00f3s estamos trabalhando no acesso para apenas um terminal. Ao inv\u00e9s de uma solu\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica, estamos direcionando para um cliente espec\u00edfico e evitando criar um conflito rodoferrovi\u00e1rio\u201d, destacou o professor Adilson Luiz Gon\u00e7alves, do N\u00facleo de Estudos Portu\u00e1rios, Mar\u00edtimos e Territoriais (Nepomt) da universidade, que orienta a pesquisa.<\/p>\n<p>Opera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Al\u00e9m das demandas, os estudantes avaliaram o tempo que ser\u00e1 necess\u00e1rio para o recebimento e a expedi\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres no terminal. Para isso, eles simularam a utiliza\u00e7\u00e3o de guindastes empilhadores sobre trilhos (RMG).<\/p>\n<p>\u201cFizemos uma estimativa de quanto tempo demoraria para descarregar e carregar o vag\u00e3o. O tempo encontrado \u00e9 de 29,8 minutos para tr\u00eas vag\u00f5es\u201d, explicou Marco Antonio. Para os universit\u00e1rios, o modelo operacional mais vi\u00e1vel conta com tr\u00eas RMGs. Neste cen\u00e1rio, as opera\u00e7\u00f5es de cada cont\u00eainer seriam realizadas em 0,81 minuto.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima etapa da pesquisa inclui o estudo das mudan\u00e7as que seriam necess\u00e1rias no layout do terminal para a implanta\u00e7\u00e3o do acesso ferrovi\u00e1rio. Em seguida, o plano \u00e9 levar o projeto \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres do Porto de Santos.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analisar o potencial da implanta\u00e7\u00e3o de um acesso ferrovi\u00e1rio a um terminal de cont\u00eaineres do Porto de Santos \u00e9 o objetivo de um trabalho de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17907,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21668"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21669,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21668\/revisions\/21669"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17907"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}