{"id":21662,"date":"2016-11-25T13:52:38","date_gmt":"2016-11-25T15:52:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21662"},"modified":"2016-11-25T13:52:38","modified_gmt":"2016-11-25T15:52:38","slug":"usp-pesquisara-como-proteger-santos-do-aumento-das-ressacas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/usp-pesquisara-como-proteger-santos-do-aumento-das-ressacas\/","title":{"rendered":"USP pesquisar\u00e1 como proteger Santos do aumento das ressacas"},"content":{"rendered":"<p>Nos pr\u00f3ximos seis meses, pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) v\u00e3o estudar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para minimizar os efeitos das ressacas que atingem a Ponta da Praia, em Santos. Isso ser\u00e1 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 assinatura de um aditivo no contrato que a Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp) mant\u00e9m com a institui\u00e7\u00e3o de ensino. A constru\u00e7\u00e3o, na Cidade, de um novo modelo f\u00edsico reduzido do Estu\u00e1rio de Santos, com as instala\u00e7\u00f5es do Porto, tamb\u00e9m est\u00e1 prevista para ocorrer neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>Essas medidas foram anunciadas pelo diretor-presidente da Companhia Docas, Jos\u00e9 Alex Oliva, nesta quarta-feira (23), durante o lan\u00e7amento do projeto Por Dentro do Porto 2017, da TV Tribuna, na sede da emissora, no Centro de Santos. Segundo ele, o aditivo foi assinado na tarde da \u00faltima ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>H\u00e1 11 meses, a Codesp decidiu contratar a USP para analisar, por dois anos, os efeitos da dragagem na regi\u00e3o e, ainda, os impactos de uma eventual restri\u00e7\u00e3o no alargamento do canal de navega\u00e7\u00e3o \u00e0s opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias. Essa limita\u00e7\u00e3o foi proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, que aponta a obra como a principal causa da eros\u00e3o nas praias de Santos.<\/p>\n<p>Os professores da universidade j\u00e1 apresentaram um primeiro relat\u00f3rio, com conclus\u00f5es iniciais. O texto, em an\u00e1lise na Autoridade Portu\u00e1ria, destaca que a restri\u00e7\u00e3o do alargamento trar\u00e1 preju\u00edzos \u00e0s opera\u00e7\u00f5es e poder\u00e1 causar a fal\u00eancia do complexo mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Conforme um dos pesquisadores da USP, o professor Paolo Alfredini, apenas 4% da eros\u00e3o na Ponta da Praia \u00e9 causada pela dragagem. Os outros 96% se referem \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o da Cidade e \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais.<\/p>\n<p>A equipe da universidade ainda continuar\u00e1 nessas pesquisas e, agora, passar\u00e1 tamb\u00e9m a analisar como reduzir os efeitos das ressacas, cada vez mais frequentes, na regi\u00e3o. De acordo com Oliva, a estatal incluiu esse tema no contrato com a institui\u00e7\u00e3o de ensino a partir de um pedido da Prefeitura de Santos. A Docas custear\u00e1 a nova pesquisa. Mas o executivo n\u00e3o revelou quanto ser\u00e1 investido nesta tarefa.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tem como evitar a mar\u00e9. N\u00e3o tem como evitar ondas maiores com o aumento do n\u00edvel do mar. O que precisa fazer para minimizar esses efeitos? \u00c9 isso que o estudo vai identificar. Podem propor a\u00e7\u00f5es em termos de obras hidr\u00e1ulicas, engordamento de praias ou outras op\u00e7\u00f5es\u201d, destacou o diretor-presidente da Codesp, Jos\u00e9 Alex Oliva.<\/p>\n<p>O professor Alfredini j\u00e1 defendeu a constru\u00e7\u00e3o de molhes guias-correntes, uma esp\u00e9cie de quebra-mar implantado a partir do cal\u00e7ad\u00e3o da Ponta da Praia. A estrutura protegeria a faixa de areia nas praias da regi\u00e3o das correntes mar\u00edtimas, reduzindo a eros\u00e3o. Para o especialista, esta tamb\u00e9m pode ser uma maneira de conter as ressacas, al\u00e9m de reduzir o assoreamento no Trecho 1 do canal de navega\u00e7\u00e3o, que vai da entrada da Barra at\u00e9 o Entreposto de Pesca. Este \u00e9 o trecho onde h\u00e1 maior registro de deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos, principalmente no per\u00edodo de inverno, de abril a novembro, quando as ressacas s\u00e3o mais constantes,<\/p>\n<p>Modelo f\u00edsico do Porto<\/p>\n<p>O aditivo contratual ainda prev\u00ea que os pesquisadores da USP v\u00e3o implantar, em um im\u00f3vel da Docas, um novo modelo f\u00edsico do Porto em escala reduzida. O plano \u00e9 que ele se torne um centro de pesquisas.<\/p>\n<p>Segundo Oliva, para a constru\u00e7\u00e3o de um modelo em escala do complexo mar\u00edtimo, ser\u00e3o necess\u00e1rios cerca de 2,5 mil metros quadrados. A expectativa \u00e9 de que um dos armaz\u00e9ns desativados do cais santista seja utilizado para o empreendimento. O local ainda n\u00e3o foi escolhido. \u201cO primeiro (armaz\u00e9m) que t\u00ednhamos definido tem muitos pilares e, na hora de fazer o modelo, esses pilares iriam interferir na geometria do modelo. Por isso, ainda vamos estudar com o pessoal e vamos definir o melhor local\u201d, destacou o diretor-presidente da Codesp.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos pr\u00f3ximos seis meses, pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) v\u00e3o estudar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para minimizar os efeitos das ressacas que atingem a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18514,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21662","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21662"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21662\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21663,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21662\/revisions\/21663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}