{"id":21579,"date":"2016-11-18T00:30:32","date_gmt":"2016-11-18T02:30:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21579"},"modified":"2016-11-17T18:29:28","modified_gmt":"2016-11-17T20:29:28","slug":"previa-do-pib-tem-retracao-de-079-no-3o-trimestre-informa-banco-central","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/previa-do-pib-tem-retracao-de-079-no-3o-trimestre-informa-banco-central\/","title":{"rendered":"&#8216;Pr\u00e9via&#8217; do PIB tem retra\u00e7\u00e3o de 0,79% no 3\u00ba trimestre, informa Banco Central"},"content":{"rendered":"<p>A economia brasileira permaneceu em contra\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre deste ano, segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelo Banco Central. O chamado \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica do BC, o IBC-Br, teve retra\u00e7\u00e3o de 0,79% de julho a setembro, na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros apontam que o pa\u00eds ainda n\u00e3o conseguiu sair da recess\u00e3o &#8211; esse foi o s\u00e9timo trimestre seguido de &#8220;tombo&#8221; no n\u00edvel de atividade. Os n\u00fameros mostram ainda que o &#8220;encolhimento&#8221; da atividade no terceiro trimestre deste ano foi maior do que o registrado de abril a junho &#8211; quando houve uma queda de 0,42% no indicador. A \u00faltima vez em que o IBC-Br registrou expans\u00e3o foi no quarto trimestre de 2014 (+0,11%).<\/p>\n<p>O IBC-BR \u00e9 um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que \u00e9 divulgado pelo IBGE. O resultado divulgado nesta quinta foi calculado ap\u00f3s ajuste sazonal (uma esp\u00e9cie de &#8220;compensa\u00e7\u00e3o&#8221; para poder comparar per\u00edodos diferentes).<\/p>\n<p>O Produto Interno Bruto \u00e9 a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds e serve para medir a evolu\u00e7\u00e3o da economia. O resultado oficial do PIB do terceiro trimestre ser\u00e1 divulgado pelo IBGE somente em 30 de novembro. Em 2015, a economia teve queda de 3,8%. Para 2016, a estimativa de analistas dos bancos \u00e9 de um recuo de 3,37%.<\/p>\n<p>A economia brasileira atualmente passa por um per\u00edodo de forte recess\u00e3o, que acontece em um ambiente de alta da infla\u00e7\u00e3o, das taxas de juros, do desemprego (que superou a marca de 11%) e tamb\u00e9m da inadimpl\u00eancia. No segundo trimestre deste ano, o PIB teve um &#8220;encolhimento&#8221; de 0,6%, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica tem avaliado que a economia voltar\u00e1 a se recuperar nos \u00faltimos meses deste ano e, para 2017, previa alta de 1,6% para o PIB. Recentemente, por\u00e9m, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles,\u00a0admitiu que essa estimativa poder\u00e1 ser revisada para baixo, o que representaria menos arrecada\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>De acordo com o economista-chefe do Banco Fator, Jos\u00e9 Francisco de Lima Gon\u00e7alves, o indicador do BC \u201ccorrobora\u201d a expectativa da institui\u00e7\u00e3o de um terceiro trimestre de atividade \u201cainda em marcha r\u00e9, em um ritmo pior ou parecido com o registrado nos tr\u00eas meses anteriores\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAlgum sinal mais evidente de revers\u00e3o da atual recess\u00e3o, no entanto, s\u00f3 deve vir no come\u00e7o do pr\u00f3ximo ano. Crescimento, talvez, s\u00f3 no final de 2017\u201d, acrescentou ele, em comunicado.<\/p>\n<p><strong>Setembro, parcial do ano e doze meses<\/strong><br \/>Apesar do tombo no terceiro trimestre deste ano, somente em setembro, ainda de acordo com n\u00fameros do BC, o n\u00edvel de atividade registrou expans\u00e3o de 0,15% na compara\u00e7\u00e3o com agosto. Neste caso, a compara\u00e7\u00e3o foi feita ap\u00f3s ajuste sazonal. Sem ajuste, houve uma retra\u00e7\u00e3o de 2,98%.<\/p>\n<p>O crescimento do n\u00edvel de atividade registrado em setembro foi o terceiro do ano de 2016. Os outros foram verificados em abril (+0,19%, segundo n\u00famero revisado) e em junho (+0,26%, dado revisado). No restante dos meses, houve queda do IBC-Br.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do Banco Central tamb\u00e9m mostram que, de janeiro a setembro deste ano, o indicador de atividade, sem ajuste sazonal (pois considera per\u00edodos iguais de tempo), mostrou contra\u00e7\u00e3o de 4,83% na atividade (com ajuste, a retra\u00e7\u00e3o \u00e9 de 5,19%).<\/p>\n<p>J\u00e1 no acumulado em 12 meses at\u00e9 setembro, ainda segundo a autoridade monet\u00e1ria, a pr\u00e9via do PIB (indicador dessazonalizado) do Banco Central registrou contra\u00e7\u00e3o de 5,42% (sem ajuste, a queda \u00e9 de -5,23%).<\/p>\n<p><strong>IBC-Br x PIB<\/strong><br \/>Embora o c\u00e1lculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um &#8220;antecedente&#8221; do PIB. O \u00edndice do BC incorpora estimativas para a agropecu\u00e1ria, a ind\u00fastria e o setor de servi\u00e7os, al\u00e9m dos impostos.<\/p>\n<p>Os resultados do IBC-Br, por\u00e9m, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central j\u00e1 informou anteriormente que o IBC-Br n\u00e3o seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas &#8220;um indicador \u00fatil&#8221; para o BC e para o setor privado.<\/p>\n<p>Recentemente, o BC atualizou a metodologia de c\u00e1lculo, incorporando novos indicadores, com destaque para a utiliza\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 Pesquisa Mensal de Emprego (PME), al\u00e9m de outras mudan\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o dos juros<\/strong><br \/>O IBC-Br \u00e9 uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) do pa\u00eds. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos press\u00e3o inflacion\u00e1ria. Ap\u00f3s a primeira queda em quatro anos, os juros b\u00e1sicos est\u00e3o em 14% ao ano.<\/p>\n<p>Pelo sistema de metas de infla\u00e7\u00e3o que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os pre\u00e7os baixem ou fiquem est\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para 2016, a meta central de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,5%, com um intervalo de toler\u00e2ncia de dois pontos percentuais para mais ou para menos.<\/p>\n<p>Desse modo, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida neste ano.<\/p>\n<p>Em 2017, a meta central tamb\u00e9m \u00e9 de 4,5%. Por\u00e9m, o teto \u00e9 menor: de 6%.<\/p>\n<p>Neste ano, o mercado financeiro acredita que a infla\u00e7\u00e3o oficial ficar\u00e1 novamente acima do teto de 6,5% do sistema de metas. Para os analistas dos bancos, a infla\u00e7\u00e3o somar\u00e1 6,84% em 2016. Em 2015, somou 10,67%, a maior em 13 anos, e estourou a meta.<\/p>\n<p>O Banco Central tem dito que trabalha para trazer a infla\u00e7\u00e3o para dentro da banda do sistema de metas em 2016 e para o objetivo central, de 4,5%, em 2017.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira permaneceu em contra\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre deste ano, segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelo Banco Central. 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