{"id":21574,"date":"2016-11-18T00:10:14","date_gmt":"2016-11-18T02:10:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21574"},"modified":"2016-11-17T18:20:59","modified_gmt":"2016-11-17T20:20:59","slug":"cabral-praticou-crimes-de-forma-profissional-e-reiterada-diz-moro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cabral-praticou-crimes-de-forma-profissional-e-reiterada-diz-moro\/","title":{"rendered":"Cabral praticou crimes de forma &#8216;profissional e reiterada&#8217;, diz Moro"},"content":{"rendered":"<p><span><span>O juiz S\u00e9rgio Moro afirmou no despacho que determinou a pris\u00e3o do ex-governador do Rio de Janeiro S\u00e9rgio Cabral (PMDB), que as provas apresentadas pela investiga\u00e7\u00e3o apontam ind\u00edcios de que foram cometidos crimes de forma &#8220;profissional e reiterada&#8221; pelo pol\u00edtico. Cabral foi detido na manh\u00e3 do dia 17, na Opera\u00e7\u00e3o Calicute, derivada da Lava Jato.\u00a0<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p>&#8220;As provas s\u00e3o, em cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, da pr\u00e1tica reiterada, profissional e sofisticada de crimes contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de lavagem de dinheiro por parte de S\u00e9rgio Cabral e de seu operador financeiro Carlos Miranda&#8221;, afirmou Moro.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o investiga supostas propinas pagas por construtoras ao ex-governador fluminense. Segundo o MPF, Cabral recebia propinas mensais que variavam entre R$ 200 e R$ 300 mil. A investiga\u00e7\u00e3o aponta que a fraude pode ter gerado preju\u00edzo de mais de R$ 200 milh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Para Moro, o tamanho dos supostos crimes cometidos justifica a pris\u00e3o preventiva de Cabral e das outras pessoas envolvidas no caso. &#8220;A magnitude e a reitera\u00e7\u00e3o delitiva caracterizam risco \u00e0 ordem p\u00fablica&#8221;, afirma o magistrado.<\/p>\n<p>O juiz ainda citou a atual situa\u00e7\u00e3o de crise financeira do Estado do Rio de Janeiro para justificar a pris\u00e3o de S\u00e9rgio Cabral. Moro afirmou que seria uma afronta deixar que os investigados continuassem usufruindo dos<\/p>\n<p>&#8220;Essa necessidade [da pris\u00e3o] faz-se ainda mais presente diante da not\u00f3ria situa\u00e7\u00e3o de ru\u00edna das contas p\u00fablicas do Governo do Rio de Janeiro. Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milion\u00e1rio de seus crimes, inclusive com aquisi\u00e7\u00e3o, mediante condutas de oculta\u00e7\u00e3o e dissimula\u00e7\u00e3o, de novo patrim\u00f4nio, parte em bens de luxo, enquanto, por conta da gest\u00e3o governamental aparentemente comprometida por corrup\u00e7\u00e3o e in\u00e9pcia, imp\u00f5e-se \u00e0 popula\u00e7\u00e3o daquele estado tamanhos sacrif\u00edcios, com aumento de tributos, corte de sal\u00e1rios e de investimentos p\u00fablicos e sociais. Uma vers\u00e3o criminosa de governantes ricos e governados pobres&#8221;, disse o juiz.<\/p>\n<p>Moro tamb\u00e9m determinou o bloqueio de R$ 10 milh\u00f5es das contas de Cabral e das demais pessoas e empresas investigadas na Opera\u00e7\u00e3o Calicute.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O juiz S\u00e9rgio Moro afirmou no despacho que determinou a pris\u00e3o do ex-governador do Rio de Janeiro S\u00e9rgio Cabral (PMDB), que as provas apresentadas pela&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18467,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21574","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21574"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21574\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21575,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21574\/revisions\/21575"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18467"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}