{"id":21570,"date":"2016-11-17T00:30:07","date_gmt":"2016-11-17T02:30:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21570"},"modified":"2016-11-16T23:02:11","modified_gmt":"2016-11-17T01:02:11","slug":"porto-do-santos-cria-sistema-3d-para-mapear-cargas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/porto-do-santos-cria-sistema-3d-para-mapear-cargas\/","title":{"rendered":"Porto do Santos cria sistema 3D para mapear cargas"},"content":{"rendered":"<p>As cargas perigosas do Porto do Santos (SP), o maior da Am\u00e9rica Latina, v\u00e3o passar a ser monitoradas em todos os terminais para evitar inc\u00eandios de grande porte, como os ocorridos em 2015 e 2016.<\/p>\n<p>Um mapa em tr\u00eas dimens\u00f5es, com dados atualizados on-line sobre o que h\u00e1 em cada um dos cerca de 80 mil cont\u00eaineres armazenados no porto mensalmente, passar\u00e1 a estar dispon\u00edvel para que o porto possa dar mais agilidade no combate a inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s an\u00e1lises de um grupo de trabalho formado por empresas, prefeitura, a administra\u00e7\u00e3o do porto e entidades da cidade litor\u00e2nea para analisar os inc\u00eandios, ficou demonstrado que o fogo da Localfrio, em janeiro de 2016, que durou 50 horas, foi ampliado pela falta de conhecimento das cargas que estavam pr\u00f3ximas ao local que pegou fogo.<\/p>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m sabia o que tinha nos cont\u00eaineres. Quando pegou fogo, [o bombeiro] n\u00e3o sabia o que tirar ou deixar por perto. Esse mapeamento vai ajudar bastante&#8221;, explicou Ademar Salgosa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros e Arquitetos de Santos, uma das entidades que ajudou a elaborar um novo plano para a cidade.<\/p>\n<p>Os preju\u00edzos quando o Porto de Santos para, como quando ocorreram os inc\u00eandios, s\u00e3o incalcul\u00e1veis. De cada dez cont\u00eaineres que circulam no pa\u00eds, quatro passam em Santos. Al\u00e9m disso, a paralisa\u00e7\u00e3o do porto torna a cidade inteira um caos.<\/p>\n<p>O Secret\u00e1rio de Portos da Prefeitura de Santos, Jos\u00e9 Eduardo Lopes, diz que \u00e9 necess\u00e1rio armazenar e movimentar de forma segura as cargas, dentro dos melhores padr\u00f5es internacionais, para evitar novas ocorr\u00eancias. Segundo ele, a Companhia Docas contratou uma empresa para gerenciar um plano para diminuir os riscos, seguindo pedido feito pela prefeitura, o que dever\u00e1 dar mais seguran\u00e7a \u00e0s opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>SISTEMA<\/p>\n<p>Matheus Miller, secret\u00e1rio-executivo da Abtra (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), que congrega 59 terminais do porto, diz que o novo monitoramento em 3D foi feito a partir de um sistema j\u00e1 implantado pelas empresas que registra os cont\u00eaineres que entram no porto e \u00e9 compartilhado com a Receita Federal.<\/p>\n<p>Segundo ele, a amplia\u00e7\u00e3o do sistema para que ele mapeie cargas perigosas teve custo marginal para as empresas e ajudar\u00e1 a tornar a opera\u00e7\u00e3o mais segura. Os pr\u00f3ximos passos ser\u00e3o monitorar as cargas fora de cont\u00eaineres, como l\u00edquidos inflam\u00e1veis e produtos agr\u00edcolas que tamb\u00e9m j\u00e1 causaram inc\u00eandios de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Foi o caso do inc\u00eandio no terminal da Ultracargo, em maio de 2015, que, segundo o levantamento do grupo de trabalho que analisou o tema, foi o segundo maior j\u00e1 registrado no mundo. Os tanques de combust\u00edvel da empresa pegaram fogo por oito dias.<\/p>\n<p>Segundo Salgosa, al\u00e9m de melhorar o monitoramento, o grupo de trabalho detectou que tamb\u00e9m seria necess\u00e1rio aumentar os investimentos em equipamentos e melhorar o treinamento de combate a inc\u00eandio. &#8220;Faltou at\u00e9 espuma para combater o inc\u00eandio. Teve que vir a espuma de todo o pa\u00eds e n\u00e3o foi o suficiente&#8221;, lembrou Salgosa.<\/p>\n<p>A Codesp (Companhia Docas de S\u00e3o Paulo), estatal que administra o porto, disse que est\u00e1 &#8220;aprimorando os procedimentos de preven\u00e7\u00e3o e atendimento a situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Em setembro, a empresa fez o maior simulado de inc\u00eandio de sua hist\u00f3ria, al\u00e9m da aquisi\u00e7\u00e3o de R$ 1,1 milh\u00e3o em equipamentos como dois caminh\u00f5es, reservat\u00f3rio para l\u00edquido gerador de espuma e torre de ilumina\u00e7\u00e3o com gerador de energia. A popula\u00e7\u00e3o que vive pr\u00f3xima aos terminais tamb\u00e9m vai receber orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A reestrutura\u00e7\u00e3o vai revisar os protocolos de seguran\u00e7a, definindo planos de a\u00e7\u00e3o, rotas de fuga e de acesso, bem como pontos de encontro, tanto para os trabalhadores dos terminais e \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a, quanto para brigadistas e tamb\u00e9m popula\u00e7\u00e3o do entorno&#8221;, informou o porto atrav\u00e9s de sua assessoria.<\/p>\n<p>Fonte: Folha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cargas perigosas do Porto do Santos (SP), o maior da Am\u00e9rica Latina, v\u00e3o passar a ser monitoradas em todos os terminais para evitar inc\u00eandios&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17831,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21570","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21570","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21570"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21570\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21571,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21570\/revisions\/21571"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17831"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}