{"id":21504,"date":"2016-11-10T11:25:48","date_gmt":"2016-11-10T13:25:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21504"},"modified":"2016-11-10T11:25:48","modified_gmt":"2016-11-10T13:25:48","slug":"porto-do-rio-grande-projeta-quebra-de-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/porto-do-rio-grande-projeta-quebra-de-recorde\/","title":{"rendered":"Porto do Rio Grande projeta quebra de recorde"},"content":{"rendered":"<p>Apesar das dificuldades que as economias brasileira e ga\u00facha v\u00eam enfrentando, o porto do Rio Grande espera fechar 2016 com um novo recorde de movimenta\u00e7\u00e3o de cargas. A expectativa \u00e9 que o complexo opere com aproximadamente 39 milh\u00f5es de toneladas neste ano. Em 2015, o volume atingido foi de cerca de 37,6 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>O diretor t\u00e9cnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari, explica que a proje\u00e7\u00e3o deve-se ao bom desempenho do agroneg\u00f3cio. &#8220;Essa cadeia \u00e9 uma ilha que se sobressai dentro da crise&#8221;, enfatiza o dirigente. Tartari complementa que os principais itens transportados pelo porto s\u00e3o ligados a esse setor, como a soja e seus derivados, fertilizantes, trigo, entre outros. O diretor comenta ainda que a celulose, depois da amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de produ\u00e7\u00e3o da planta da CMPC Celulose Riograndense, em Gua\u00edba, tamb\u00e9m vem crescendo em import\u00e2ncia por causa da exporta\u00e7\u00e3o do produto, que deve chegar neste ano a cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas.<\/p>\n<p>Uma iniciativa que deve favorecer o escoamento desse material \u00e9 a moderniza\u00e7\u00e3o de 1.125 metros do cais p\u00fablico, que conta com recursos do governo federal na ordem de R$ 97 milh\u00f5es. Iniciada em 2014, a medida ampliar\u00e1 o p\u00e1tio de manobras e melhorar\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es de atraca\u00e7\u00e3o dos navios, agilizando os embarques e desembarques. At\u00e9 o momento, o porto est\u00e1 utilizando, em fase de testes, 375 metros da nova estrutura e a previs\u00e3o \u00e9 de t\u00e9rmino dos trabalhos em meados de 2017.<\/p>\n<p>Tartari participou ontem do lan\u00e7amento da publica\u00e7\u00e3o FEE Setorial, analisando o segmento de celulose de mercado. O evento teve tamb\u00e9m com a presen\u00e7a do presidente da CMPC Celulose Riograndense, Walter L\u00eddio Nunes. Sobre o aproveitamento do modal aquavi\u00e1rio, o empres\u00e1rio destacou que, al\u00e9m do escoamento da celulose pela hidrovia ga\u00facha, at\u00e9 chegar a Rio Grande, a companhia tamb\u00e9m traz do porto de Pelotas parte da madeira que utiliza como mat\u00e9ria-prima na unidade da Regi\u00e3o Metropolitana. A opera\u00e7\u00e3o pela estrutura pelotense come\u00e7ou em outubro e at\u00e9 o final do ano dever\u00e1 atingir a capacidade plena de movimenta\u00e7\u00e3o (cerca de 1,2 milh\u00e3o de toneladas de tora de madeira por ano).<br \/>CMPC aguarda por fim da restri\u00e7\u00e3o da compra de terras por estrangeiros<\/p>\n<p>Durante a palestra na Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE), o presidente da CMPC Celulose Riograndense, Walter L\u00eddio Nunes, manifestou seu descontentamento com parecer da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) que limita a aquisi\u00e7\u00e3o de terras brasileiras por empreendedores estrangeiros (a controladora da CMPC Celulose Riograndense \u00e9 chilena). O empres\u00e1rio salienta que essa postura \u00e9 um obst\u00e1culo \u00e0 expans\u00e3o do setor de celulose no Brasil (por causa da dificuldade para se conseguir \u00e1reas para o plantio de florestas) e recorda que a finlandesa Stora Enso pretendia construir uma planta de celulose na Fronteira Oeste ga\u00facha e acabou desistindo.<\/p>\n<p>Assim como a Stora Enso, a Votorantim Celulose e Papel (VCP) tamb\u00e9m almejava implementar uma f\u00e1brica no Estado, por\u00e9m a unidade seria instalada em Rio Grande ou Arroio Grande, mas, por fatores distintos, a ideia n\u00e3o prosseguiu. Quando fez men\u00e7\u00e3o a esse projeto na sua apresenta\u00e7\u00e3o, Nunes deixou escapar que sonha em &#8220;ver se esse empreendimento ainda acontece&#8221;, transparecendo que a CMPC, caso tenha condi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas e de mercado, poderia abrir um novo complexo produtivo no Rio Grande do Sul. O executivo espera que o parecer da AGU seja revisto e salienta que v\u00e1rios segmentos do agroneg\u00f3cio, al\u00e9m do setor de celulose, ficam impedidos de crescer atrav\u00e9s investimentos que poderiam vir do exterior. &#8220;A gente sabe que o Brasil n\u00e3o tem poupan\u00e7a interna para bancar seu autodesenvolvimento&#8221;, frisa Nunes. O presidente da CMPC estima que uma nova f\u00e1brica, com capacidade para produzir cerca de 2 milh\u00f5es de toneladas ao ano de celulose, significaria, em investimentos florestais e na pr\u00f3pria unidade industrial, um aporte de aproximadamente R$ 10 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Conforme Nunes, o Brasil verifica em torno de 7,8 milh\u00f5es de hectares em florestas plantadas, o que n\u00e3o representa 1% da \u00e1rea total do Pa\u00eds. A produ\u00e7\u00e3o nacional de celulose \u00e9 de cerca de 17,4 milh\u00f5es de toneladas anuais (sendo 9,4 milh\u00f5es de toneladas destinadas para exporta\u00e7\u00f5es), sendo a quarta maior do planeta, atr\u00e1s somente dos Estados Unidos, China e Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Comercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das dificuldades que as economias brasileira e ga\u00facha v\u00eam enfrentando, o porto do Rio Grande espera fechar 2016 com um novo recorde de movimenta\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18814,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21504"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21505,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21504\/revisions\/21505"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}