{"id":21133,"date":"2016-10-04T10:03:35","date_gmt":"2016-10-04T13:03:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21133"},"modified":"2016-10-04T10:03:35","modified_gmt":"2016-10-04T13:03:35","slug":"setembro-tem-o-maior-superavit-em-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/setembro-tem-o-maior-superavit-em-dez-anos\/","title":{"rendered":"Setembro tem o maior super\u00e1vit em dez anos"},"content":{"rendered":"<p>Em setembro, com 21 dias \u00fateis, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras superaram as importa\u00e7\u00f5es em US$ 3,803 bilh\u00f5es. Este \u00e9 o melhor resultado para o per\u00edodo desde 2006. Pela m\u00e9dia di\u00e1ria (US$ 181,1 milh\u00f5es), o saldo comercial do m\u00eas foi 29,1% superior ao alcan\u00e7ado em setembro de 2015 (US$ 2,946 bilh\u00f5es, m\u00e9dia de US$ 140,3 milh\u00f5es). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex) do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio exterior e Servi\u00e7os (MDIC).<\/p>\n<p>Setembro teve exporta\u00e7\u00f5es de US$ 15,790 bilh\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de US$ 11,987 bilh\u00f5es. Na compara\u00e7\u00e3o feita pela m\u00e9dia di\u00e1ria, as vendas externas tiveram crescimento de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o a agosto de 2016 e ca\u00edram 2,2% se comparadas a setembro do ano passado. No mesmo comparativo, as compras no exterior apresentaram crescimento de 2,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e queda de 9,2%, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2015.<\/p>\n<p>Na entrevista coletiva para comentar os n\u00fameros, o diretor do Departamento de Estat\u00edstica e Apoio \u00e0 Exporta\u00e7\u00e3o da Secex, Herlon Brand\u00e3o, destacou que, no m\u00eas, foi registrado aumento de 2,3% nos pre\u00e7os dos produtos exportados .\u201cIsto n\u00e3o ocorria desde agosto de 2014. \u00c9 um fen\u00f4meno pontual, mas importante porque tivemos crescimento nos pre\u00e7os de produtos como soja em gr\u00e3o, min\u00e9rio de ferro, farelo de soja e caf\u00e9 em gr\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em setembro de 2015, as exporta\u00e7\u00f5es por fator agregado alcan\u00e7aram os seguintes valores: b\u00e1sicos (US$ 6,548 bilh\u00f5es), manufaturados (US$ 6,136 bilh\u00f5es) e semimanufaturados (US$ 2,728 bilh\u00f5es). Sobre o ano anterior, aumentaram as vendas de semimanufaturados (+19,8%) e houve queda nas exporta\u00e7\u00f5es de b\u00e1sicos (-8,6%) e produtos manufaturados (-3,1%).<\/p>\n<p>Brand\u00e3o ressaltou o crescimento de 90,9% das quantidades de a\u00e7\u00facar em bruto embarcadas, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. \u201cEste produto tamb\u00e9m teve aumento de pre\u00e7o (29,4%), contribuindo para o bom desempenho dos semimanufaturados no m\u00eas\u201d.<\/p>\n<p>No grupo dos b\u00e1sicos, quando comparadas com setembro de 2015, decresceram as vendas principalmente de soja em gr\u00e3o (-57,6%), fumo em folhas (-50,2%), milho em gr\u00e3o (-15,3%), farelo de soja (-14,1%), e carne bovina (-11%). Entre os manufaturados, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, diminu\u00edram as vendas principalmente de \u00f3xidos e hidr\u00f3xidos de alum\u00ednio (-38,5%), motores para ve\u00edculos e partes (-21,3%), pol\u00edmeros pl\u00e1sticos (-21%), autope\u00e7as (-20,5%) e tubos flex\u00edveis de ferro e a\u00e7o (-11%). Por outro lado, cresceram as exporta\u00e7\u00f5es de suco de laranja n\u00e3o congelado (+99,2%), \u00f3leos combust\u00edveis (+86,8%), a\u00e7\u00facar refinado (+83,8%), ve\u00edculos de carga (+68,3%), chassis com motor (+66,7%), autom\u00f3veis de passageiros (+41,5%), e avi\u00f5es (+31,3%). No grupo dos semimanufaturados, quando comparadas com setembro de 2015, cresceram as vendas principalmente de a\u00e7\u00facar em bruto (+147%) e ouro em forma semimanufaturada (+76,7%).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos mercados compradores, foi registrado aumento nas vendas para Oceania (+60%), Oriente M\u00e9dio (+20%), Estados Unidos (+8,3%), Uni\u00e3o Europeia (+2%) e \u00c1frica (+1%). Ca\u00edram as exporta\u00e7\u00f5es para a \u00c1sia (-9,6%), sendo que apenas as vendas para a China tiveram queda de 29,6%, influenciadas por soja em gr\u00e3o, plataforma para extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, fumo em folhas, e catodos de cobre.<\/p>\n<p>Para o Mercosul, tamb\u00e9m houve queda de 6,3%, sendo que as exporta\u00e7\u00f5es para o principal mercado comprador de produtos brasileiros, a Argentina, cresceram 4,6% por conta de ve\u00edculos de carga, autom\u00f3veis de passageiros, energia el\u00e9trica, tratores, m\u00e1quinas para terraplanagem, e chassis com motor.<\/p>\n<p><strong>Importa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em setembro, as importa\u00e7\u00f5es ca\u00edram 9,2% e, por fator agregado, houve queda nas aquisi\u00e7\u00f5es de bens de capital (-28,3%), combust\u00edveis e lubrificantes (-23,7%), bens de consumo (-10,1%) e bens intermedi\u00e1rios (-2,3%).<\/p>\n<p>\u201cEstamos percebendo uma diminui\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de queda das importa\u00e7\u00f5es. Desde junho, o desempenho mensal das compras externas tem sido melhor do que o registrado no acumulado do ano. Isso pode indicar uma melhora da atividade industrial, uma vez que o setor \u00e9 muito demandante de importa\u00e7\u00f5es de insumos\u201d, avaliou Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Por mercados fornecedores, na compara\u00e7\u00e3o pela m\u00e9dia di\u00e1ria com o mesmo per\u00edodo do ano anterior, ca\u00edram as compras origin\u00e1rias de \u00c1frica (-56,7%), Am\u00e9rica Central e Caribe (-34,9%), \u00c1sia (-18,6%) e Uni\u00e3o Europeia (-6%). J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao Mercosul, as exporta\u00e7\u00f5es tiveram crescimento (+13,8%), assim como para Oriente M\u00e9dio (+10,5%), Oceania (+10%) e Estados Unidos (+9,7%). No m\u00eas, os cinco principais fornecedores de produtos para o Brasil foram: Estados Unidos (US$ 2,213 bilh\u00f5es), China (US$ 2,086 bilh\u00f5es), Argentina (US$ 789 milh\u00f5es), Alemanha (US$ 723 milh\u00f5es) e Coreia do Sul (US$ 368 milh\u00f5es).<\/p>\n<p><strong>Acumulado do ano<\/strong><\/p>\n<p>Nos nove primeiros meses de 2016, o saldo comercial acumulou super\u00e1vit de US$ 36,175 bilh\u00f5es (m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 191,4 milh\u00f5es), valor que supera em 249% o alcan\u00e7ado em igual per\u00edodo de 2015 (US$ 10,252 bilh\u00f5es, com m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 54,8 milh\u00f5es). Este foi o maior super\u00e1vit comercial j\u00e1 registrado para os nove meses do ano, desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>De janeiro a setembro de 2016, as exporta\u00e7\u00f5es foram de US$ 139,361 bilh\u00f5es. Sobre 2015, as vendas tiveram retra\u00e7\u00e3o de 4,6%, pela m\u00e9dia di\u00e1ria. No per\u00edodo em an\u00e1lise, as importa\u00e7\u00f5es somaram US$ 103,186 bilh\u00f5es, o que representa queda de 23,9%, pela m\u00e9dia di\u00e1ria, sobre o mesmo per\u00edodo anterior (US$ 134,244 bilh\u00f5es, com m\u00e9dia de 717,9 milh\u00f5es por dia).<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em setembro, com 21 dias \u00fateis, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras superaram as importa\u00e7\u00f5es em US$ 3,803 bilh\u00f5es. 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