{"id":21091,"date":"2016-10-03T09:37:03","date_gmt":"2016-10-03T12:37:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21091"},"modified":"2016-10-03T09:37:03","modified_gmt":"2016-10-03T12:37:03","slug":"petrobras-cede-mercado-a-importadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-cede-mercado-a-importadoras\/","title":{"rendered":"Petrobras cede mercado a importadoras"},"content":{"rendered":"<p>A pol\u00edtica da Petrobras, que h\u00e1 20 meses vende combust\u00edveis\u00a0a pre\u00e7os mais altos do que os praticados no exterior, vem se refletindo na perda de mercado. Desde novembro de 2014, quando os pre\u00e7os internos se descolaram dos internacionais &#8211; que ca\u00edram, acompanhando a queda nas cota\u00e7\u00f5es do petr\u00f3leo -, a estatal perdeu 2,6 pontos porcentuais de participa\u00e7\u00e3o no mercado de distribui\u00e7\u00e3o de gasolina e 4,6 pontos no segmento de diesel.<\/p>\n<p>Essa perda \u00e9 resultado da atua\u00e7\u00e3o de importadoras. A disparidade dos pre\u00e7os levou pequenas e m\u00e9dias distribuidoras regionais, que compram o combust\u00edvel da Petrobras, a estruturar seus pr\u00f3prios setores de comercializa\u00e7\u00e3o, na tentativa de aumentar suas margens de lucro com a importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ruy Argeu, diretor do Sindicato das Distribuidoras de Combust\u00edveis da Bahia, diz que o ganho com a importa\u00e7\u00e3o chega a R$ 0,50 por litro no caso do diesel, produto mais rent\u00e1vel. Esse movimento aparece nos dados da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP), que registrou alta de 360% na importa\u00e7\u00e3o de diesel entre janeiro e maio.<\/p>\n<p>De acordo com c\u00e1lculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), essa perda de mercado custou R$ 2,9 bilh\u00f5es ao caixa da estatal apenas no segundo trimestre deste ano. Mas a perda \u00e9 compensada com a manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os em patamares mais altos que os internacionais: desde 2014, a empresa acumulou uma receita de R$ 29 bilh\u00f5es com a compra de combust\u00edvel mais barato no exterior e a revenda no Brasil a pre\u00e7os mais altos.<\/p>\n<p>Em nota, a estatal informou que se baseia em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e no monitoramento das cota\u00e7\u00f5es internacionais para garantir a &#8220;melhor rentabilidade&#8221;. A estatal diz ainda que considera a demanda de produtos, a disponibilidade das suas refinarias e a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. &#8220;Esses crit\u00e9rios garantem que a companhia pratique sempre pre\u00e7os competitivos, considerando as margens e riscos envolvidos nas opera\u00e7\u00f5es comerciais&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Log\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>A importa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior porque as concorrentes da Petrobras esbarram na dificuldade log\u00edstica &#8211; como espa\u00e7os de armazenamento nos portos e rede de distribui\u00e7\u00e3o. &#8220;H\u00e1 diferen\u00e7as entre a importa\u00e7\u00e3o oportunista e a sistem\u00e1tica. Na medida em que voc\u00ea passa a depender da importa\u00e7\u00e3o para o abastecimento, h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com a log\u00edstica. A Petrobras entende isso&#8221;, refor\u00e7a Jos\u00e9 Lima de Andrade Neto, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis. A Petrobras controla a rede de dutos de transporte, por meio da sua subsidi\u00e1ria Transpetro.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, os custos log\u00edsticos para algumas cidades do Norte e do Nordeste eram subsidiados pela estatal. De olho na atra\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios investidores em seus neg\u00f3cios de venda de combust\u00edveis, no entanto, a Petrobras est\u00e1 disposta a rever essa pol\u00edtica. No in\u00edcio do ano, as distribuidoras j\u00e1 haviam sido avisadas de que os custos log\u00edsticos ser\u00e3o repassados. Mas, diante da rejei\u00e7\u00e3o dos clientes, aceitou negociar a manuten\u00e7\u00e3o de apenas parte dos subs\u00eddios.<\/p>\n<p>&#8220;O repasse dos custos log\u00edsticos poder\u00e1 trazer um problema \u00e0s regi\u00f5es Norte e Nordeste que n\u00e3o deve ser minimizado. Isso vai criar repercuss\u00e3o pol\u00edtica nos Estados&#8221;, avalia o consultor Marcus D\u0092\u00c9lia. &#8220;A entrada de novos atores na distribui\u00e7\u00e3o, na log\u00edstica e no refino \u00e9 uma forma de a companhia limitar a interfer\u00eancia do governo na defini\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os com o argumento de que sofre constrangimento da concorr\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano, a empresa deve passar a seguir as cota\u00e7\u00f5es internacionais, afirmou recentemente o presidente da petroleira, Pedro Parente. Apenas essa sinaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 gerou a expectativa de que os pre\u00e7os v\u00e3o cair no Brasil. Mas uma nova vari\u00e1vel foi acrescentada na \u00faltima semana a essa equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de considerar os pre\u00e7os externos e a concorr\u00eancia de importadores, a Petrobras passa a trabalhar com a perspectiva de que a cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo vai come\u00e7ar a subir, com a indica\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (Opep) de que vai cortar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 justificativa para baixar os pre\u00e7os agora e aumentar em seguida, com a escalada dos pre\u00e7os internacionais que deve acontecer&#8221;, diz Filipe Rizzo, da RX2 Engenharia e Consultoria. <\/p>\n<p>Fonte:\u00a0jornal\u00a0O Estado de S. Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol\u00edtica da Petrobras, que h\u00e1 20 meses vende combust\u00edveis\u00a0a pre\u00e7os mais altos do que os praticados no exterior, vem se refletindo na perda de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18619,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21091","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21091"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21091\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21092,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21091\/revisions\/21092"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}