{"id":21087,"date":"2016-10-03T09:29:01","date_gmt":"2016-10-03T12:29:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21087"},"modified":"2016-10-03T09:29:01","modified_gmt":"2016-10-03T12:29:01","slug":"brasil-cai-6-posicoes-e-perde-para-ruanda-em-competitividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-cai-6-posicoes-e-perde-para-ruanda-em-competitividade\/","title":{"rendered":"Brasil cai 6 posi\u00e7\u00f5es e perde para Ruanda em competitividade"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil caiu seis posi\u00e7\u00f5es e ficou no 81\u00ba lugar na edi\u00e7\u00e3o de 2016 do ranking de competitividade do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial.<\/p>\n<p>\u00c9 o pior resultado do Brasil no ranking global desde que a Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral passou a ser respons\u00e1vel pela coleta e an\u00e1lise dos dados brasileiros, em 1996. O pa\u00eds chegou a ficar em 48\u00ba lugar em 2012 e vem caindo desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>O Brasil se manteve atr\u00e1s de todos os outros BRICS\u00a0e at\u00e9 de economias como Vietn\u00e3 (60\u00ba), Ruanda (52\u00ba), Guatemala (78\u00ba) e Sri Lanka (71\u00ba). Outros pa\u00edses tamb\u00e9m tiveram quedas expressivas, como Mal\u00e1sia (de 18\u00ba para 25\u00ba), Portugal (de 38\u00ba para 46\u00ba) e Cazaquist\u00e3o (de 42\u00ba para 53\u00ba).<\/p>\n<p>Os dez pa\u00edses mais competitivos do mundo foram mantidos neste ano em rela\u00e7\u00e3o a 2015, encabe\u00e7ados por Su\u00ed\u00e7a, Singapura, Estados Unidos, Holanda e Alemanha, nesta ordem.\u00a0<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, o Brasil ficou atr\u00e1s de quatro pa\u00edses: Chile (33\u00ba), Col\u00f4mbia (61\u00ba), Peru (67\u00ba) e Uruguai (73\u00ba). J\u00e1 a Argentina ficou em 104\u00ba, a Bol\u00edvia em 121\u00ba, o Equador em 91\u00ba, o Paraguai em 117\u00ba e a Venezuela em 130\u00ba.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial define competitividade como o conjunto de institui\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas e fatores que determinam o n\u00edvel de produtividade de um pa\u00eds. O relat\u00f3rio analisa 118 vari\u00e1veis em 12 pilares, dos quais o Brasil teve piora em seis. Neste ano, o levantamento foi feito com 138 pa\u00edses.\u00a0<\/p>\n<p>As pioras mais acentuadas do Brasil foram nos pilares \u201cdesenvolvimento do mercado financeiro\u201d \u2014em que o pa\u00eds saiu da 58\u00ba posi\u00e7\u00e3o em 2015 para o 93\u00ba lugar em 2016\u2014 e \u201cinova\u00e7\u00e3o\u201d (de 84\u00ba para 100\u00ba).\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 os dois pilares em que o Brasil mais ganhou posi\u00e7\u00f5es foram \u201ceduca\u00e7\u00e3o superior e treinamento\u201d (de 93\u00ba em 2015 para 84\u00ba em 2016) e \u201cefici\u00eancia do mercado de trabalho\u201d (de 122\u00ba para 117\u00ba) \u2014ainda assim o pa\u00eds est\u00e1 bem distante das primeiras coloca\u00e7\u00f5es nesses dois quesitos.<\/p>\n<p><strong>Clima ruim<\/strong><\/p>\n<p>Assim como em 2015, o que pesou bastante neste ano foi o clima negativo do pa\u00eds, j\u00e1 que grande parte das notas vem de um question\u00e1rio respondido por empres\u00e1rios entre mar\u00e7o e maio e que revelou uma postura bem cr\u00edtica.<\/p>\n<p>\u201cEsse question\u00e1rio \u00e9 respons\u00e1vel por um ter\u00e7o da nota do pa\u00eds no levantamento\u201d, disse Carlos Arruda, professor da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral e coordenador da pesquisa no Brasil. \u201cQuando foi feito o questionamento, os empres\u00e1rios tinham um ponto de vista negativo por causa da instabilidade pol\u00edtica. Isso afetou a nota brasileira.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, o desempenho do Brasil no ranking deve melhorar nos pr\u00f3ximos anos. \u201cAs pessoas, hoje, j\u00e1 voltaram a acreditar mais no pa\u00eds, est\u00e3o mais otimistas com as reformas que t\u00eam sido discutidas pelo atual governo e que devem sair do papel em breve.\u201d<\/p>\n<p>Arruda defende que o desenvolvimento da competitividade brasileira s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel a partir da incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias, amadurecimento das empresas e empres\u00e1rios, aumento da produtividade e ganhos de com\u00e9rcio internacional, via uma agenda clara e transparente do governo.<\/p>\n<p><strong>Efeito global<\/strong><\/p>\n<p>No geral, a avalia\u00e7\u00e3o do professor \u00e9 que de a perda de produtividade global \u00e9 um dos maiores obst\u00e1culos para a competitividade e para o desenvolvimento dos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para ele, o resultado do ranking deixa claro o fim do ciclo de produtividade baseado na microeletr\u00f4nica e na automa\u00e7\u00e3o, chamando a aten\u00e7\u00e3o para o crescimento da digitaliza\u00e7\u00e3o \u2014a chamada &#8220;Ind\u00fastria 4.0&#8221; ou &#8220;Smart Industry&#8221;.<\/p>\n<p>Outro ponto destacado \u00e9 o menor n\u00edvel de globaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO mundo passa por uma turbul\u00eancia nacionalista. A Brexit\u00a0na Europa e o ganho de espa\u00e7o de Donald Trump<b>\u00a0<\/b>nos EUA s\u00e3o consequ\u00eancias disso. Esse isolamento pode gerar um efeito em cadeia negativo, impactando tamb\u00e9m o Brasil, que teria mais dificuldade para desenvolver sua competitividade em um mundo menos aberto\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para 2016, o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial projeta um crescimento da economia global inferior a 2,5%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil caiu seis posi\u00e7\u00f5es e ficou no 81\u00ba lugar na edi\u00e7\u00e3o de 2016 do ranking de competitividade do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial. \u00c9 o pior&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18152,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21087","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21087"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21087\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21088,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21087\/revisions\/21088"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}