{"id":21028,"date":"2016-09-27T10:12:30","date_gmt":"2016-09-27T13:12:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=21028"},"modified":"2016-09-27T10:12:30","modified_gmt":"2016-09-27T13:12:30","slug":"contratacao-nos-portos-e-motivo-de-discordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/contratacao-nos-portos-e-motivo-de-discordia\/","title":{"rendered":"Contrata\u00e7\u00e3o nos portos \u00e9 motivo de disc\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p>A moderniza\u00e7\u00e3o dos terminais portu\u00e1rios, a expans\u00e3o da carga em cont\u00eaineres e a instala\u00e7\u00e3o de esteiras para gran\u00e9is s\u00f3lidos praticamente eliminaram o trabalho bra\u00e7al nos moldes do passado. Apesar disso, o \u00d3rg\u00e3o Gestor de M\u00e3o de Obra (Ogmo) continua representando alguns milhares de trabalhadores, sendo que muitos deles n\u00e3o se especializaram.<\/p>\n<p>Hoje em dia, para trabalhar nos terminais, os operadores precisam saber usar m\u00e1quinas, tratores e equipamentos ultramodernos. Os velhos guindastes m\u00f3veis foram substitu\u00eddos pelos port\u00eaineres \u2013 equipamentos sob trilhos elevados, que fazem o embarque e desembarque dos cont\u00eaineres nos navios. No p\u00e1tio, as velhas empilhadeiras deram lugar aos eficientes RTGs, p\u00f3rticos sobre pneus que cuidam da disposi\u00e7\u00e3o do armazenamento nos terminais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de custar alguns milh\u00f5es de reais, todos eles precisam ser usados por pessoas habilitadas \u2013 o que tem causado conflito entre o Ogmo e os terminais. As empresas brigam pela possibilidade de poder escolher o trabalhador que quiser para operar esses equipamentos. Mas, pela regra atual, qualquer terminal dentro de um porto p\u00fablico \u00e9 obrigado a contratar dentro do Ogmo, que durante anos teve o monop\u00f3lio da distribui\u00e7\u00e3o do trabalho da estiva nos portos brasileiros, em especial dentro do complexo santista.<\/p>\n<p>Os estivadores s\u00e3o contratados por meio de uma escala, que obedece intervalo m\u00ednimo de 11 horas de descanso. Ou seja, h\u00e1 uma rotatividade grande dos trabalhadores dentro de um terminal. O estivador que faz um trabalho num terminal num dia poder\u00e1 estar em outro local nos dias seguintes.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas querem ter liberdade de contrata\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, mas h\u00e1 uma resist\u00eancia por parte dos sindicatos por manter os avulsos\u201d, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais Portu\u00e1rios (ABTP), Wilen Manteli. Segundo ele, com os equipamentos modernos, os terminais precisam constantemente mandar os trabalhadores para serem treinados nas f\u00e1bricas, a maioria no exterior. \u201cMas como mandar um trabalhador avulso para um curso desses. \u00c9 complicado\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n<p>Hoje os terminais t\u00eam uma equipe pr\u00f3pria e os trabalhadores avulsos, que s\u00e3o usados para os postos de conferentes, vigias e estivadores. Cada um deles tem um sindicato espec\u00edfico, al\u00e9m do Ogmo. \u201cO empregador precisa negociar com todos eles. E mesmo que queira contratar fora do Ogmo algu\u00e9m para compor sua equipe ele n\u00e3o pode\u201d, diz Manteli.<\/p>\n<p>Ele conta que, depois da quebra do monop\u00f3lio do sindicato dos estivadores na d\u00e9cada de 90, as empresas tinham de dar prioridade \u00e0 m\u00e3o de obra do Ogmo, mas se n\u00e3o encontrasse o profissional ideal poderia buscar fora do mercado. Em 2013, no entanto, uma nova lei (12.815) mudou isso e voltou ao que era antes. Agora as empresas s\u00f3 podem contratar dentro do Ogmo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa vit\u00f3ria, os sindicatos fazem campanha para que outros terminais, fora dos portos p\u00fablicos, tamb\u00e9m sejam obrigados a seguir a mesma regra. Por ora, eles n\u00e3o conseguiram emplacar a medida. \u00a0<\/p>\n<p>Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A moderniza\u00e7\u00e3o dos terminais portu\u00e1rios, a expans\u00e3o da carga em cont\u00eaineres e a instala\u00e7\u00e3o de esteiras para gran\u00e9is s\u00f3lidos praticamente eliminaram o trabalho bra\u00e7al nos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17820,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-21028","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21028"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21028\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21029,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21028\/revisions\/21029"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}