{"id":20858,"date":"2016-09-12T00:51:16","date_gmt":"2016-09-12T03:51:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20858"},"modified":"2016-09-11T23:12:39","modified_gmt":"2016-09-12T02:12:39","slug":"coreia-do-norte-realiza-novo-teste-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/coreia-do-norte-realiza-novo-teste-nuclear\/","title":{"rendered":"Vale recupera terreno na &#8216;briga&#8217; com mineradoras australianas"},"content":{"rendered":"<p>A Vale est\u00e1 conseguindo recuperar terreno e at\u00e9 avan\u00e7ar em alguns pontos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas principais concorrentes: Rio Tinto, BHP Billiton e Fortescue Metals Group (FMG). As tr\u00eas mineradoras australianas v\u00e3o enfrentar per\u00edodo de maior exaust\u00e3o de min\u00e9rio de ferro em algumas de suas minas at\u00e9 o come\u00e7o da pr\u00f3xima d\u00e9cada e, como resultado, ter\u00e3o de investir mais para repor capacidade de produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a Vale, que ficou muito tempo sem fazer expans\u00f5es &#8211; e, por consequ\u00eancia, sem poder se beneficiar em maior escala do \u00faltimo ciclo de alta das commodities -, entra agora em nova etapa: vai colocar em opera\u00e7\u00e3o em janeiro de 2017 o S11D, o maior projeto de min\u00e9rio de ferro da companhia, e n\u00e3o prev\u00ea investir em novas reposi\u00e7\u00f5es de capacidade at\u00e9 2022.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio recente do banco J.P. Morgan mostrou que o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o das tr\u00eas maiores mineradoras australianas nos pr\u00f3ximos cinco a sete anos ficar\u00e1 na casa de dois d\u00edgitos. A Rio Tinto deve registrar exaust\u00e3o de 50 milh\u00f5es de toneladas no per\u00edodo, equivalente a 15% de sua produ\u00e7\u00e3o atual. A BHP Billiton tende a sofrer redu\u00e7\u00e3o de 80 milh\u00f5es de toneladas em sete anos, o que corresponde a 31% da produ\u00e7\u00e3o de 2016. A FMG deve registrar &#8220;perda&#8221; natural de 25 milh\u00f5es de toneladas em sete anos, algo como 15% da produ\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>No caso da Vale, a exaust\u00e3o prevista \u00e9 de 14 milh\u00f5es de toneladas a partir de 2022, igual a 4% da produ\u00e7\u00e3o de 2016. Esse volume seria reposto com investimento entre US$ 300 milh\u00f5es e US$ 400 milh\u00f5es &#8211; ainda n\u00e3o aprovado pelo conselho de administra\u00e7\u00e3o da companhia &#8211; s\u00f3 daqui a sete anos. O maior desembolso para repor capacidade entre as mineradoras australianas seria da Rio Tinto (entre US$ 2 bilh\u00f5es e US$ 3,5 bilh\u00f5es), seguida da BHP Billiton (US$ 1,6 bilh\u00e3o e US$ 3,2 bilh\u00f5es) e da FMG (US$ 1 bilh\u00e3o e US$ 1,5 bilh\u00e3o).<\/p>\n<p>Somados, os investimentos das tr\u00eas mineradoras australianas em reposi\u00e7\u00e3o de capacidade de produ\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7a valores entre US$ 4,6 bilh\u00f5es e US$ 8,2 bilh\u00f5es, segundo o J.P. Morgan. A varia\u00e7\u00e3o se explica pois s\u00e3o considerados valores m\u00ednimos e m\u00e1ximos por tonelada para calcular a expans\u00e3o. No caso da Rio Tinto, o custo de reposi\u00e7\u00e3o \u00e9 estimado entre US$ 40 e US$ 70 por tonelada, diz o banco.<\/p>\n<p>Para um analista, o mais importante \u00e9 que a Vale sinalizou com investimentos totais menores em 2016 e em 2017, de US$ 5,8 bilh\u00f5es e US$ 4,5 bilh\u00f5es, respectivamente. Em 2015, os investimentos totais da companhia ficaram em US$ 8,4 bilh\u00f5es. &#8220;Do investimento previsto [pela Vale] para o ano que vem, US$ 1,5 bilh\u00e3o deve ser para o S11D, o que mostra que o investimento corrente da empresa em 2017 seria de US$ 3 bilh\u00f5es, o que \u00e9 positivo&#8221;, disse um analista.<\/p>\n<p>No min\u00e9rio de ferro, a companhia vai se concentrar at\u00e9 o fim da d\u00e9cada em investimentos em manuten\u00e7\u00e3o. A previs\u00e3o \u00e9 que a mineradora invista no neg\u00f3cio entre US$ 1,3 bilh\u00e3o e US$ 1,7 bilh\u00e3o em 2022, cerca de 85% a menos do que em 2011. O S11D, cuja opera\u00e7\u00e3o comercial come\u00e7a em janeiro, ter\u00e1 90 milh\u00f5es de toneladas de capacidade, mas esse volume n\u00e3o deve entrar integralmente no mercado at\u00e9 2020. Depender\u00e1 do mercado.<\/p>\n<p>No atual cen\u00e1rio de pre\u00e7os, a prioridade da Vale \u00e9 reduzir a d\u00edvida, o que passa pela venda de ativos e pela melhoria da competitividade. Por essa vis\u00e3o, a Vale conta com uma opera\u00e7\u00e3o mais flex\u00edvel segundo a qual a empresa consegue mudar seus planos de lavra (produ\u00e7\u00e3o) dependendo da demanda. Nessa estrutura, o frete \u00e9 um dos fatores importantes na estrutura de custos do min\u00e9rio. Como est\u00e1 mais longe da China do que os australianos, a Vale tem um custo mais alto e um tempo de viagem maior at\u00e9 o mercado chin\u00eas.<\/p>\n<p>A analistas, em recente encontro, no Rio, a Vale sinalizou que pode aumentar o afretamento no mercado &#8220;spot&#8221; para aproveitar os pre\u00e7os mais baixos do frete mar\u00edtimo. Na China, A Vale quer usar centros de distribui\u00e7\u00e3o nos portos para vender para um maior n\u00famero de clientes, inclusive na moeda local (Remimbi).<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise comparativa feita pela Vale em rela\u00e7\u00e3o aos seus principais concorrentes, a mineradora brasileira afirmou aos analistas que fechou o primeiro semestre do ano com o maior lucro antes de juros, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00e3o (Ebitda) no neg\u00f3cio min\u00e9rio de ferro entre as quatro grandes do setor. A Vale registrou Ebitda de US$ 3,9 bilh\u00f5es de janeiro a junho no segmento min\u00e9rio de ferro ante US$ 3,4 bilh\u00f5es da Rio Tinto, US$ 2,8 bilh\u00f5es da BHP Billiton e US$ 1,9 bilh\u00e3o da FMG.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vale est\u00e1 conseguindo recuperar terreno e at\u00e9 avan\u00e7ar em alguns pontos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas principais concorrentes: Rio Tinto, BHP Billiton e Fortescue Metals&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":20872,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20858","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20858"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20858\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20873,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20858\/revisions\/20873"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}