{"id":20847,"date":"2016-09-12T00:00:12","date_gmt":"2016-09-12T03:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20847"},"modified":"2016-09-11T23:10:07","modified_gmt":"2016-09-12T02:10:07","slug":"reforma-trabalhista-quer-alterar-clt-e-ampliar-terceirizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/reforma-trabalhista-quer-alterar-clt-e-ampliar-terceirizacao\/","title":{"rendered":"Reforma trabalhista quer alterar CLT e ampliar terceiriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>As rela\u00e7\u00f5es trabalhistas foram postas na mesa pelo novo governo Michel Temer. A nova gest\u00e3o tenta correr para aprovar mudan\u00e7as na CLT\u00a0e sinalizar aos aliados e ao mercado uma a\u00e7\u00e3o para acelerar o crescimento da economia.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar da iniciativa, a proposta tem as elei\u00e7\u00f5es como obst\u00e1culo e at\u00e9 o momento n\u00e3o se sabe a sua real extens\u00e3o. Pontualmente, o governo tem informado alguns pontos do projeto, sem detalhar todas as medidas que pretende implementar.<\/p>\n<p>Para analistas consultados pelo jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;, o trip\u00e9 da reforma proposta pela nova equipe est\u00e1 centrado na terceiriza\u00e7\u00e3o, perman\u00eancia do Programa de Prote\u00e7\u00e3o ao Emprego (PPE) e flexibiliza\u00e7\u00e3o da CLT, ao permitir que acordos feitos entre o sindicato e a empresa prevale\u00e7am sobre o que determina a legisla\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e1 no radar a cria\u00e7\u00e3o de duas novas modalidades de contrato de trabalho: parcial e intermitente, com jornadas inferiores a 44 horas semanais e sal\u00e1rios proporcionais.<\/p>\n<p>Os ajustes dividem opini\u00f5es. De um lado, defende-se a reforma da CLT, de 1940, para diminuir custos e burocracia. De outro, teme-se que a reforma leve a uma precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados concluiu no fim de agosto a vota\u00e7\u00e3o do projeto de lei da terceiriza\u00e7\u00e3o (PL 4330\/04), que agora segue para o Senado. Foi aprovada em Plen\u00e1rio uma emenda que permite a terceiriza\u00e7\u00e3o de todas as atividades do setor privado, ponto mais criticado do tema.\u00a0<\/p>\n<p>Hoje, somente as atividades-meio, que n\u00e3o t\u00eam a ver com o produto ou servi\u00e7o final da empresa, podem ser terceirizadas. Por exemplo, um banco pode terceirizar os servi\u00e7os de limpeza e seguran\u00e7a, mas n\u00e3o pode terceirizar o empregado que abre conta.<\/p>\n<p>Para Carlos Eduardo Dantas Costa, especialista em direito trabalhista e s\u00f3cio da Peixoto &amp; Cury Advogados, a proposta \u00e9 positiva &#8220;porque existe uma inseguran\u00e7a jur\u00eddica grande em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e \u00e9 uma forma de usar o direito do trabalho como ferramenta para movimentar a economia, pois agiliza a contrata\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 a secretaria de rela\u00e7\u00f5es de trabalho da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), Gra\u00e7a Costa, diz que a medida enfraquece a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e tira poder de barganha das classes trabalhistas.<\/p>\n<p>Essas negocia\u00e7\u00f5es entre sindicato e as empresas devem ser &#8220;prestigiadas&#8221;, segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.<\/p>\n<p>Os acordos seriam referentes ao que est\u00e1 contemplado no artigo 7\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o. O advogado especialista em direito sindical, Marcelo Ara\u00fajo, esclarece que, hoje, o que \u00e9 negociado j\u00e1 tem validade desde que seja para o bem do trabalhador e, como est\u00e1 sendo conversado, a medida parece atacar a legisla\u00e7\u00e3o pelas suas virtudes e n\u00e3o pelos defeitos.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Nunca vi um juiz vetando um acordo ben\u00e9fico para o empregado. Se n\u00e3o aceitam \u00e9 porque, de fato agride, a condi\u00e7\u00e3o de trabalhador.&#8221;<\/p>\n<p><b>PPE<\/b><\/p>\n<p>Outro ponto sens\u00edvel da reforma de Temer \u00e9 a perman\u00eancia do Programa de Prote\u00e7\u00e3o ao Emprego (PPE), criado por Dilma Rousseff para evitar demiss\u00f5es em empresas com problemas financeiro e com validade at\u00e9 2017.\u00a0<\/p>\n<p>No per\u00edodo de ades\u00e3o ao PPE, os benefici\u00e1rios t\u00eam jornada de trabalho reduzida em at\u00e9 30%, com redu\u00e7\u00e3o proporcional do sal\u00e1rio e compensa\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% do valor remunerada pelo governo. Terceirizados n\u00e3o s\u00e3o contemplados.<\/p>\n<p>Para Marcelo Ara\u00fajo, os problemas do PPE s\u00e3o o teto da remunera\u00e7\u00e3o de 65% da parcela m\u00e1xima do benef\u00edcio do seguro-desemprego e, caso a empresa quebre, o trabalhador receberia apenas uma parcela do seguro. &#8220;O governo deveria pagar sem tirar do sistema que assegura o seguro desemprego.&#8221;<\/p>\n<p>Paulo S\u00e9rgio Jo\u00e3o, professor de direito do trabalho da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), alerta que o PPE, idealizado para momentos de crise, pode se tornar um gasto extra do governo caso vire um programa permanente.<\/p>\n<p>Ele explica que a reforma n\u00e3o \u00e9 focada na exclus\u00e3o de direitos e, sim, em novas formas de contrato de trabalho. Mas alerta que \u00e9 uma chamada de aten\u00e7\u00e3o aos sindicatos para eles &#8220;n\u00e3o ficarem \u00e0 sombra da lei&#8221; e assumir mais responsabilidade sobre o que \u00e9 negociado para o trabalhador.<\/p>\n<p>Fonte: O Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As rela\u00e7\u00f5es trabalhistas foram postas na mesa pelo novo governo Michel Temer. 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