{"id":20823,"date":"2016-09-06T08:09:19","date_gmt":"2016-09-06T11:09:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20823"},"modified":"2016-09-06T08:09:19","modified_gmt":"2016-09-06T11:09:19","slug":"brasil-sai-da-rota-dos-navios-de-cruzeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-sai-da-rota-dos-navios-de-cruzeiro\/","title":{"rendered":"Brasil sai da rota dos navios de cruzeiro"},"content":{"rendered":"<p>Quem planeja passar as f\u00e9rias a bordo de um navio em um cruzeiro mar\u00edtimo pela costa brasileira encontrar\u00e1 menos op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no pr\u00f3ximo ver\u00e3o. Na temporada que come\u00e7a em novembro e vai at\u00e9 abril de 2017, apenas sete embarca\u00e7\u00f5es navegar\u00e3o em \u00e1guas brasileiras, tr\u00eas a menos do que no ano passado e bem abaixo das 20 que vieram para c\u00e1 em 2010, recorde do segmento. Os navios que estavam aqui no ano passado foram alocados para destinos que ganharam relev\u00e2ncia no mercado global, como China e Cuba.<\/p>\n<p>Ao todo, as embarca\u00e7\u00f5es que partem do Brasil far\u00e3o 108 roteiros, metade do que foi feito no ano passado, segundo estimativas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cruzeiros Mar\u00edtimos (Clia Abremar). Ser\u00e3o oferecidos 382 mil leitos nos navios na pr\u00f3xima temporada, 30% abaixo de 2015 e 60% inferior aos tempos \u00e1ureos do setor (veja o gr\u00e1fico ao lado).<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da Clia Abremar, Marco Ferraz, os armadores, donos dos navios, s\u00e3o grupos multinacionais que escolhem onde v\u00e3o alocar as embarca\u00e7\u00f5es a cada temporada. A crise econ\u00f4mica, tarifas portu\u00e1rias acima da m\u00e9dia global e a expans\u00e3o da demanda em outros destinos pesaram contra o Brasil.<\/p>\n<p>O grupo Royal Caribbean, que tinha tr\u00eas navios no Brasil no ano passado, saiu do Pa\u00eds. Fechou o escrit\u00f3rio brasileiro e hoje mant\u00e9m apenas um representante comercial, focado em vender seus pacotes no exterior. Na \u00e9poca do encerramento das atividades, a empresa justificou a decis\u00e3o pelo alto custo de opera\u00e7\u00e3o no Brasil e pela demanda crescente por cruzeiros na \u00c1sia e na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Apesar da decis\u00e3o de sair do mercado brasileiro, um dos navios da empresa, da bandeira Pullmantur, vir\u00e1 ao Pa\u00eds este ano. A embarca\u00e7\u00e3o foi fretada pela ag\u00eancia de viagens CVC, em uma decis\u00e3o dr\u00e1stica para n\u00e3o ficar sem pacotes para oferecer aos clientes (leia abaixo).<\/p>\n<p>Competi\u00e7\u00e3o. A conjuntura pol\u00edtica e econ\u00f4mica n\u00e3o favoreceu o Brasil na briga com outros destinos pelas embarca\u00e7\u00f5es das multinacionais. A MSC Cruzeiros, por exemplo, trouxe quatro navios ao Brasil em 2015 e passou um \u201csufoco\u201d para encher as embarca\u00e7\u00f5es, pois os pacotes eram vendidos em d\u00f3lar.<\/p>\n<p>\u201cConseguimos vender toda nossa oferta, mas tivemos de fazer um esfor\u00e7o comercial consider\u00e1vel\u201d, disse o diretor geral da MSC no Brasil, Adrian Ursilli. A empresa travou o c\u00e2mbio para o cliente na \u00e9poca e reduziu em 20% seu t\u00edquete m\u00e9dio para n\u00e3o ficar com navios vazios. A varia\u00e7\u00e3o cambial \u00e9 um problema para os armadores, j\u00e1 que boa parte dos seus custos \u00e9 em d\u00f3lar, como combust\u00edvel, sal\u00e1rios e manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na hora de decidir a nova temporada, o Brasil perdeu for\u00e7a e dois navios da MSC foram redirecionados para mercados mais atrativos \u2013 Cuba e China. \u201cPod\u00edamos ter tirado o navio de outro lugar. Mas nenhum outro Pa\u00eds estava na situa\u00e7\u00e3o de incerteza que o Brasil estava no fim de 2015\u201d, diz Ursilli. Em m\u00e9dia, as empresas decidem o roteiro dos navios com pelo menos um ano de anteced\u00eancia.<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem planeja passar as f\u00e9rias a bordo de um navio em um cruzeiro mar\u00edtimo pela costa brasileira encontrar\u00e1 menos op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no pr\u00f3ximo ver\u00e3o. Na&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19112,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20823","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20823"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20823\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20824,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20823\/revisions\/20824"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19112"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}