{"id":20798,"date":"2016-09-06T08:16:14","date_gmt":"2016-09-06T11:16:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20798"},"modified":"2016-09-06T08:34:23","modified_gmt":"2016-09-06T11:34:23","slug":"obra-da-bacia-de-evolucao-de-itajai-ameaca-parar-por-falta-de-recursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/obra-da-bacia-de-evolucao-de-itajai-ameaca-parar-por-falta-de-recursos\/","title":{"rendered":"Obra da bacia de evolu\u00e7\u00e3o de Itaja\u00ed amea\u00e7a parar por falta de recursos"},"content":{"rendered":"<p>Considerada vital para os portos de Itaja\u00ed e Navegantes, a obra da nova bacia de evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ada por falta de recursos. Ap\u00f3s o governo Temer ter negado os R$ 200 milh\u00f5es confirmados pelo governo anterior para a segunda etapa da empreitada, agora o Estado anuncia que n\u00e3o tem como pagar os R$ 22 milh\u00f5es necess\u00e1rios para uma obra de conten\u00e7\u00e3o, necess\u00e1ria para evitar que o trabalho da primeira fase, iniciado em junho, se desfa\u00e7a.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio, uma reuni\u00e3o foi marcada \u00e0s pressas na superintend\u00eancia do Porto de Itaja\u00ed para discutir o que fazer entre duas op\u00e7\u00f5es delicadas: dar sequ\u00eancia aos trabalhos, mesmo sob o risco de perder o servi\u00e7o executado, ou paralisar a obra de vez.<\/p>\n<p>Para entender o caso, \u00e9 preciso retornar a 2013, quando o projeto foi conclu\u00eddo. A ideia era fazer tudo em uma s\u00f3 empreitada, mas o alto custo, estimado em mais de R$ 300 milh\u00f5es, fez com que a obra fosse dividida em duas fases. A primeira, de responsabilidade do Estado, abre caminho para navios de at\u00e9 335 metros (hoje o limite \u00e9 305). A segunda, paga pelo governo federal, permitiria a entrada de gigantes com at\u00e9 366 metros.<\/p>\n<p>O acordo era que as duas fases ocorreriam simultaneamente por quest\u00f5es t\u00e9cnicas: para abrir espa\u00e7o, \u00e9 preciso remover boa parte do molhe Norte, em Navegantes, na primeira fase. Mas isso deixa o canal vulner\u00e1vel \u00e0s correntes mar\u00edtimas. Ent\u00e3o uma nova estrutura, que faz parte da segunda etapa, seria constru\u00edda em paralelo.<\/p>\n<p>O recuo de Bras\u00edlia, por\u00e9m, obrigou o Estado a projetar no m\u00eas passado um paliativo: dois molhes menores, or\u00e7ados em R$ 22 milh\u00f5es, para proteger os trabalhos de dragagem j\u00e1 executados e a regi\u00e3o do Saco da Fazenda. E \u00e9 exatamente este o recurso que est\u00e1 faltando.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Estado de Planejamento, C\u00e1ssio Taniguchi, dado \u00e0 diplomacia, trouxe as op\u00e7\u00f5es como pressionar a frente parlamentar em Bras\u00edlia ou tentar incentivos fiscais nos munic\u00edpios de Itaja\u00ed e Navegantes para contar com o aux\u00edlio da iniciativa privada. Mas repetiu mais de uma vez que o Estado n\u00e3o vai bancar com o custo.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave<\/strong><\/p>\n<p>As propostas pouco animaram o empresariado local. Os presidentes das associa\u00e7\u00f5es empresariais de Itaja\u00ed e Navegantes, Ecl\u00e9sio da Silva e Rinaldo Ara\u00fajo, fizeram duras cr\u00edticas aos entraves que cercam o projeto:<\/p>\n<p>_ Se essa obra parar ser\u00e1 um desastre. Estaremos decretando a morte do Porto de Itaja\u00ed _ disse Silva.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o preocupa tanto o comando da APM Terminals, arrendat\u00e1ria do Porto de Itaja\u00ed, quanto da Portonave, em Navegantes. As duas empresas doaram os estudos preliminares do projeto, algo em torno de R$ 6 milh\u00f5es, e contam com a conclus\u00e3o da bacia para atrair novas linhas _ o que \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o de todo o trade portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>O in\u00edcio das obras tem sido usado, inclusive, como sinaliza\u00e7\u00e3o aos armadores de que haver\u00e1 espa\u00e7o para os gigantes no Itaja\u00ed-a\u00e7u. Qualquer mudan\u00e7a de planos, portanto, pode ter reflexo negativo.<\/p>\n<p>_ J\u00e1 h\u00e1 navios com 334 metros navegando pela costa brasileira. Sem espa\u00e7o para receb\u00ea-los, podemos perder servi\u00e7os para Paranagu\u00e1 e Itapo\u00e1.<\/p>\n<p>O superintendente do Porto de Itaja\u00ed, Ant\u00f4nio Ayres dos Santos Junior, ficou de agendar uma reuni\u00e3o com parlamentares catarinenses para pedir um apoio efetivo na busca por recursos. A ideia \u00e9 que o governo federal, se n\u00e3o pode mais arcar com R$ 200 milh\u00f5es, envie pelo menos o suficiente para fazer as altera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao projeto e mant\u00ea-lo em p\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Obra \u00e9 essencial para o Estado<\/strong><\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o do trade local \u00e9 deixar claro que n\u00e3o se trata de uma quest\u00e3o paroquial: o Complexo Portu\u00e1rio \u00e9 essencial para a economia catarinense. Os portos de Itaja\u00ed e Navegantes respondem por 78% do com\u00e9rcio exterior do Estado. \u00c9 o segundo maior complexo do Brasil em movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, atr\u00e1s apenas do Porto de Santos.<\/p>\n<p>Em 2012, quando uma resolu\u00e7\u00e3o obrigou os estados a extinguirem a redu\u00e7\u00e3o de ICMS em transa\u00e7\u00f5es interestaduais _ o que dava imensa vantagem competitiva a Santa Catarina _ o governo federal reservou recursos para os estados mais afetados. Definiu-se, ent\u00e3o, que teriam prioridade a constru\u00e7\u00e3o de uma via perimetral em Itaja\u00ed e as obras da bacia de evolu\u00e7\u00e3o _ o que foi lembrado pelo prefeito Jandir Bellini (PP) como compromisso do governo federal.<\/p>\n<p>A perimetral acabou morrendo na casca e os recursos jamais vieram. A luta \u00e9 para que o mesmo n\u00e3o ocorra com a bacia de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Clicrbs<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerada vital para os portos de Itaja\u00ed e Navegantes, a obra da nova bacia de evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ada por falta de recursos. 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