{"id":20755,"date":"2016-09-01T00:22:47","date_gmt":"2016-09-01T03:22:47","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=20755"},"modified":"2016-08-31T22:34:21","modified_gmt":"2016-09-01T01:34:21","slug":"amyr-klink-defende-projetos-no-litoral-para-estimular-transporte-maritimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/amyr-klink-defende-projetos-no-litoral-para-estimular-transporte-maritimo\/","title":{"rendered":"Amyr Klink defende projetos no litoral para estimular transporte mar\u00edtimo"},"content":{"rendered":"<p>O navegador Amyr Klink defendeu a cria\u00e7\u00e3o de projetos no litoral brasileiro de constru\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para receber embarca\u00e7\u00f5es, como as marinas. Ele disse que al\u00e9m de fomentar o transporte por \u00e1gua, essas instala\u00e7\u00f5es permitiriam a gera\u00e7\u00e3o de empregos que, por barco de pequeno porte, seriam cinco postos de trabalho. De acordo com Klink, o ideal n\u00e3o \u00e9 fazer marinas para 20 mil barcos, mas aproveitar a capilaridade. Ele sugeriu a constru\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es pelo menos a cada 16 ou 20 milhas do litoral.<\/p>\n<p>\u201cA\u00ed esse potencial de gera\u00e7\u00e3o de riqueza cresce exponencialmente, mas \u00e9 um problema dif\u00edcil de explicar isso para um governante que n\u00e3o tem a cultura n\u00e1utica, que n\u00e3o sabe que tem congressos no mundo inteiro de uso de borda d\u2019\u00e1gua. A cidade que tem a borda d\u2019\u00e1gua [uma conex\u00e3o \u00fatil de acesso entre o mar e a terra, como um cais de porto] mais incr\u00edvel do mundo e mais subutilizada \u00e9 o Rio de Janeiro\u201d, disse.<\/p>\n<p>Sistema de compartilhamento<\/p>\n<p>O navegador afirmou que o Brasil poderia seguir modelos de mobilidade adotados em outras partes do mundo, que aproveitam as embarca\u00e7\u00f5es em sistemas de aluguel.<\/p>\n<p>\u201cAqui o uso do barco privado \u00e9 visto como uso da elite, coisa de gente rica. N\u00e3o. \u00c9 neg\u00f3cio. Na Europa, o barco, como tem uma ociosidade muito grande, \u00e9 compartilhado por meio do charter. A mais importante cidade de turismo do mundo que n\u00e3o tem charter \u00e9 o Rio de Janeiro. Tinha que ter no m\u00ednimo 10 mil ou 15 mil barcos para &#8216;charteamento&#8217;. Se tem locadoras de carros e \u00f4nibus, por que a gente n\u00e3o faz isso para os barcos que est\u00e3o na voca\u00e7\u00e3o da cidade\u201d?<\/p>\n<p>Klink destacou que no Rio o meio de transporte pela \u00e1gua deveria ser mais desenvolvido na zona oeste. \u201cTem o mar. O mesmo motor que no \u00f4nibus transporta 80, 100 passageiros, em um barco transporta mil\u201d.<\/p>\n<p>Novos projetos<\/p>\n<p>Para o navegador, o pa\u00eds desenvolve projetos de atividade portu\u00e1ria de larga escala e n\u00e3o faz instala\u00e7\u00f5es para embarca\u00e7\u00f5es menores. \u201cCom isso, perde uma atividade que economicamente gera muito mais riqueza, \u00e0s vezes at\u00e9 do que o porto, que \u00e9 a dos portos mi\u00fados. O trabalho de licenciar isso durante o processo de instala\u00e7\u00e3o de um porto seria muito menor se fosse tudo feito em conjunto\u201d, afirmou em palestra sobre risco e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, para alunos e professores, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Coppe\/UFRJ, na Ilha do Fund\u00e3o, zona norte do Rio.<\/p>\n<p>Amyr Klink comentou que a tecnologia est\u00e1 dispon\u00edvel para quem quiser e, por isso, \u00e9 preciso olhar para o futuro. Embora tenha elogiado o projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio, acrescentou que ele precisa ser ampliado para permitir a atraca\u00e7\u00e3o de barcos. \u201cIsso vai acontecer. Como houve a abertura da cidade para o mar, acho que esse \u00e9 um processo do qual a cidade n\u00e3o vai escapar. No dia em que ela descobrir que os barquinhos bonitinhos, parados na \u00e1gua, geram mais riqueza do que as grandes empresas que estavam aqui, a\u00ed esse processo n\u00e3o p\u00e1ra mais\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na palestra, o navegador contou detalhes das suas experi\u00eancias nas viagens que fez aos polos Norte e Sul, a travessia pelo Atl\u00e2ntico Sul em um barco a remo e como vem desenvolvendo atividades como empres\u00e1rio na constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es. Klink revelou que tem previs\u00e3o de uma nova expedi\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia para se despedir da Ant\u00e1rtica, mas enfrenta uma barreira com os custos que ficaram muito elevados e com a burocracia da legisla\u00e7\u00e3o, que o obrigaria a se tornar um operador internacional de turismo, o que n\u00e3o quer, mesmo sendo uma oportunidade de ganhar dinheiro.<\/p>\n<p>\u201cQuero fazer isso mais para agradar \u00e0s minhas filhas, que est\u00e3o desesperadas para voltar para l\u00e1. Depois, vou ter que ser passageiro, porque prefiro ir para outros lugares menos complicados. Quero viajar pelo Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>Esta foi a segunda visita do navegador \u00e0 Coppe. Na primeira, em 1999, abriu o ciclo de palestras Novos Rumos.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O navegador Amyr Klink defendeu a cria\u00e7\u00e3o de projetos no litoral brasileiro de constru\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para receber embarca\u00e7\u00f5es, como as marinas. 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