{"id":20735,"date":"2016-08-31T01:00:37","date_gmt":"2016-08-31T04:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20735"},"modified":"2016-08-31T00:01:40","modified_gmt":"2016-08-31T03:01:40","slug":"governo-quer-passar-para-estatais-despesas-com-dragagem-em-portos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/governo-quer-passar-para-estatais-despesas-com-dragagem-em-portos\/","title":{"rendered":"Governo quer passar para estatais despesas com dragagem em portos"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio dos Transportes quer passar para as estatais que administram portos no pa\u00eds o custo de fazer a dragagem dos canais de acesso dos terminais, despesa que atualmente \u00e9 bancada pelo governo federal.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 que at\u00e9 o pr\u00f3ximo ano o Tesouro Nacional gaste cerca de R$ 1 bilh\u00e3o com o servi\u00e7o, considerado essencial para o funcionamento dos portos.<\/p>\n<p>A conta \u00e9 salgada porque muitas vezes o governo \u00e9 obrigado a fazer contratos emergenciais para retirar o excesso de areia que se acumula nos canais e impede a entrada de navios de maior porte.<\/p>\n<p>Em Santos, por exemplo, uma empresa est\u00e1 cuidando da dragagem temporariamente, enquanto a administradora do porto finaliza a licita\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 contratar o servi\u00e7o por 12 meses.<\/p>\n<p>O governo federal pretende eliminar os contratos de curto prazo ou emergenciais e passar a fazer acordos de maior prazo, o que j\u00e1 \u00e9 adotado pelos portos privados.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio dos Transportes trabalha num modelo para esse tipo de contrato, mas ter\u00e1 que resolver, antes, um outro problema: sanear as finan\u00e7as das companhias Docas, estatais que administram os portos, para que elas possam bancar esse custo.<\/p>\n<p>As sete companhias Docas administradas pelo governo federal tiveram um preju\u00edzo de R$ 594 milh\u00f5es em 2015. As duas maiores, em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, perderam R$ 95 milh\u00f5es e R$ 465 milh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n<p>A queda no movimento de importa\u00e7\u00e3o, principalmente de cont\u00eaineres, \u00e9 o principal motivo para o preju\u00edzo.<\/p>\n<p><b>PRIVATIZA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Como est\u00e3o sempre em dificuldades financeiras e t\u00eam passivos bilion\u00e1rios, essas companhias s\u00e3o socorridas pelo governo federal.<\/p>\n<p>S\u00f3 em 2014 e 2015 o governo fez aportes de R$ 580 milh\u00f5es. O setor privado, que depende das unidades p\u00fa- blicas, defende a privatiza- \u00e7\u00e3o dessas empresas para melhorar a gest\u00e3o dos portos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, decidiu n\u00e3o privatizar, mas anunciou em 2012 que reformularia essas empresas para que elas pudessem ter uma gest\u00e3o profissional. Os resultados, entretanto, n\u00e3o foram satisfat\u00f3rios.<\/p>\n<p><b>ASSOREAMENTO<\/b><\/p>\n<p>Como dependem do caixa federal, nem sempre os recursos chegam para as estatais no momento adequado para executar as obras. Licita\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o contestadas, e h\u00e1 casos em que o canal fica sem a manuten\u00e7\u00e3o, causando assoreamento.<\/p>\n<p>Com isso, a capacidade de transporte dos navios \u00e9 reduzida, o que causa preju\u00edzo. Cada metro a menos de profundidade significa menos 700 cont\u00eaineres num navio.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio dos Transportes quer passar para as estatais que administram portos no pa\u00eds o custo de fazer a dragagem dos canais de acesso dos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18514,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20735","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20735"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20735\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20736,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20735\/revisions\/20736"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}